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#ResenhanaQuarentena Bad boy blues- uma fanfic interessante

segunda-feira, 11 de maio de 2020 Nenhum comentário

Oi, gente, tudo bem?

Hoje venho falar sobre mais uma de minhas leituras na quarentena . Talvez ninguém conheça esse livro, nem nunca tenha ouvido falar, e talvez nunca ouça falar. Mas foi uma das primeiras leituras que decidi fazer para recuperar meu hábito de leitura e vou dizer: não poderia ser mais assertiva! Escolhi de cara um romance chiclete, história clichê, que parece muito fanfic, mas que deu muito certo. 

Sinopse 

Cleo (Blue) odeia uma coisa neste mundo? apenas uma? e seu nome é Zach.
Na educação infantil, ele puxou suas tranças. No ensino fundamental, espalhou falsos rumores sobre ela. E no ensino médio, arruinou seu baile de formatura. Ela odeia que seus sorrisos sejam injustamente sexy. Ele é rude e arrogante, e ela quer ficar o mais longe dele possível. Mas infelizmente para Cléo, ela mora na mesma mansão que Zach!

O livro


O livro é curto,  uma leitura rápida e assim que você começa a ler, você entende o porque eu acho que parece uma fanfic (quem sabe não era, antes?). É um clichê básico, de dois personagens que se odeiam, mas que tem uma puta história de vida que te faz entender o porquê eles se odeiam e o porquê tem aquelas características tão marcantes.

Blue, a personagem principal, perdeu seus pais em um acidente de carro,  e é uma pessoa bem amargurada da vida. Mas, durante o livro, ela vai se descobrindo e tem uma evolução bem interessante de se observar.

Zach, o encrenqueiro que no fundo tem um coração mole, é outro personagem interessante. Ele não muda muito durante o livro, mas é nítido o quanto o cara é ferrado da cabeça, e muito disso a gente pode culpar seus pais que o criaram da pior forma possível.  Mas pela descrição da autora e os momentos que ela cria dos personagens juntos, você acaba gostando dele.

Crítica


O livro aborda um assunto interessante e inesperado: dislexia. Não, não é só erotismo e uma fanfic mal escrita. Não mesmo! É bem legal entender um pouco mais sobre o tema e como ele pode afetar a vida de muitos (e como ele pode surgir na vida de alguém).

De 0 a 10, 9.

#ResenhanaQuarentena Não se apega não, mas lê sim! Isabela Freitas

terça-feira, 5 de maio de 2020 Nenhum comentário

Oie, tudo bem com vocês?! 

Hoje venho falar sobre mais um romance que me fez ficar nas nuvens, um não, três! Sobre uma menina loira, que fala pra caramba, começou fazendo direito mas conseguiu realizar seu sonho que era se tornar uma grande escritora... já sabe de quem eu estou falando?! Isso mesmo, é da Isabela Freitas! 

Vou fazer uma resenha só para os três livros porque acho que não há necessidade de ficar dividindo o conteúdo, já que a história é basicamente a mesma. Vamos lá?!

Sinopse (geral): 


Isabela (a personagem principal e autora) é uma mineira com seus 20 e poucos anos que vive entrando em emboscadas quando o assunto é amor. Depois de um namoro de 2 anos, ela toma a decisão de não se apegar mais, enquanto isso decide parar de estudar direito, (curso que já vinha fazendo) para seguir as vontades do seu coração. Até a querer realizar o seu grande sonho de ser escritora, logo após seu blog virar o maior sucesso. No meio desse tempo, acontece um turbilhão de confusões entre romances inesperados, perdas, amizades e novos caminhos. Leia os três livros para entender o final dessa história. 


Os livros 


Os livros são curtos, cerca de 200 páginas, então é uma leitura bem tranquila e rápida. O primeiro livro, você pode achar que tem uma pegada meio motivacional. É mais frase inspiradora, que história. Confesso que eu ficava pulando as partes que ela dava uma de psicóloga e catava aonde tinha diálogo pra ler, mas isso, porque não tenho paciência pra livro de autoajuda. Pelo nome da escritora, Isabela Freitas, e o da personagem, Isabela Freitas, e algumas (muitas) coincidências da vida real da autora, você logo pensa que é uma autobiografia, mas não se deixe enganar: não é. Ao terminar de ler os três livros e ter me apaixonado pela história, decidi procurar alguns detalhes, algumas histórias sobre os personagens e acabei me decepcionando ao lidar com a dura verdade. Mas, fique tranquilo, não vou dar nenhum spoiler por aqui. Até porque, os livros são bons, servem para dar uma distraída na cabeça, então quero que você os leia, sim, eu recomendo. 

Isabela (a autora ou a personagem?vou deixar no ar), tem o hábito de falar demais. Ela vai descrever uma cena e fala sobre mil coisas, ou quando vai falar sobre um assunto, mas tem alguma memória do passado sobre, ela gosta de ficar detalhando pra depois ir direto ao ponto: isso me irritou muito. Eu sou muito elétrica, quero tudo pra agora, vamos, anda, já acabou? então eu acabava pulando essas partes, também, quando ela ficava falando demais. 


Giulia, você leu o livro?


Li, eu juro, rs. Eu pulava, mas lia. Os personagens são envolventes. Com isso dela descrever absolutamente tudo, ela descreve e cria bem personalidades para cada personagem, te fazendo conhecer de verdade cada um, criando até mesmo uma certa proximidade. Isso foi bem legal.

Crítica


Como falei ali em cima, são livros pequenos, uma leitura bem rápida e fluida. Capítulos são um pouco grandes, mas com algumas frases motivacionais que te fazem refletir, não vou mentir. 

De 0 a 10, 8. 

#ResenhanaQuarentena Pra todos os garotos que já amei e para todos os apaixonados por romance clichê

terça-feira, 28 de abril de 2020 Nenhum comentário

Oi, gente, tudo bem? 


Hoje venho trazer pra vocês o primeiro livro que comecei a ler na quarentena: pra todos os garotos que já amei e o quanto estou apaixonada nessa história (e no filme!). 

Sinopse: 


Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar. 

O livro 


O livro é um pouco grandinho, se não me engano, de 300 a 400 páginas. É um clichê. Precisamos admitir. É uma história completamente clichê, mas eu juro, você tem que ler. É tudo tão bem escrito, tão fofo, tão significativo. Eu sei lá, talvez porque eu escreva mais do que fale, e ame escrever cartas (e tenha me identificado completamente com a Lara Jean, menos na parte de escrever para meninos, eu escrevo pra todo mundo mesmo) eu me apaixonei por essa história.

O site Leitor compulsivo falou de uma forma perfeita e que me identifiquei sobre o livro, confira: 

"Apesar do fundo romântico, acho que o ponto chave da história, é a forma como a autora apresenta a relação com a família da protagonista. Com a partida da irmã mais velha, Lara Jean, precisa ocupar um espaço que antes não era dela e nesse ponto vamos acompanhando, através do medo e da insegurança, o amadurecimento de Lara com o desenrolar dos fatos.

Jenny Han é sensível, cuidadosa e nos apresenta a personagens extremamente envolventes e cativantes. Em tempos tão vazios de amor, cumplicidade e respeito, a autora nos entrega uma história de amor poderosa, mas vai além, nos mostrando a importância da família e de cada momento que vivemos. Entendemos que fatos inesperados nada mais são do que o próprio destino escrito." 

O interessante é que a história não é de uma menina americana, tornando isso mais clichê ainda. Não! A personagem é ásio-americana, com uma mãe coreana! A história faz referências à cultura do país asiático, outro ponto que atraiu a simpatia de parte do público. E o que descobri com minhas pesquisas depois de ler o livro foi que a atriz do filme nasceu no Vietnã e foi adotada ainda bebê pelos pais, um casal de americanos, o que a torna ásio-americana, que nem a personagem do livro. Incrível, né?!"

Crítica 

Como eu amo e acho super importante essa questão de representatividade,  ilustrada no livro, eu não poderia dar uma nota menor que 10. Amei o livro, a história, os personagens... 

Ps: O fato de terem colocado Noah no filme me deixou mais apaixonada ainda pela história, não vou mentir. 

#ResenhanaQuarentena o clássico que não se passa de uma história chata

quinta-feira, 23 de abril de 2020 Nenhum comentário

Oi, gente, tudo bem? 

Como não estou aqui para falar apenas sobre livros que amei, preciso falar também sobre aqueles que não foram nada com meu tipo de livro preferido, né? Já dou logo esse spoiler sobre a resenha de hoje.

Hoje vamos falar sobre um livro que é chamado de "clássico" por muitos e que data uma época interessante. Virou até filme. 

Sinopse


Nick é um corretor de valores que mora nos arredores de um bairro classe A em Nova Iorque. Através de sua prima Daisy, uma rica e extravagante mulher, ele começa a frequentar as altas rodas da sociedade e é assim que conhece o ilustre Gatsby, um homem famoso pelo seu estilo exuberante de vida. Mas o luxo dessas pessoas esconde mais segredos do que ele possa imaginar.


O livro



















É um livro curto, confesso, mas que com seu linguajar de época (ele é de  1925) se torna um pouco mais cansativo e exige um pouco mais de atenção à trama que qualquer outro livro. 

Achei uma resenha, de   Sabryna Rosa, que concordei completamente, então resolvi trazer ela pra vocês: 

Nick é aquele narrador que sabe de tudo sem se meter em nada. Acompanha o que acontece na vida daquelas pessoas abastadas e bem vestidas sem no entanto participar diretamente do que acontece. Sorrateiro, ele começa a frequentar a casa da prima, conhece seu marido Tom, sua amante, o marido verdadeiro da amante, e por aí vai. Também conhece O Grande Gatsby, o maior festeiro das redondezas, que não pensa duas vezes em oferecer todo o conforto e abundância para seus convidados. Os dois logo se tornam amigos íntimos e Nick descobre que tudo aquilo, a casa imensa, a riqueza, o estilo de vida, tudo foi conquistado para impressionar Daisy, o amor antigo que Gatsby nunca superou. Daisy, acostumada a um alto padrão de vida, não aceitou o rapaz quando ele ainda era um pobre militar sem um tostão no bolso. Pensando então ser esse o único jeito de conquistar a amada, Gatsby vai em busca da possibilidade de oferecer a única coisa que importa para ela.

Toda a narrativa é uma crítica à sociedade da época, que escondia através do status social uma hipocrisia e um falso moralismo — convenhamos, isso “da época” não tem nada, né? — para atestar uma condição de superioridade sobre os demais. Por trás de todo o dinheiro, das mansões e carros de luxos, havia mentiras, traições, preconceitos, ganância e uma culpa. No final, a grande ação do livro demonstra: 1) pessoas com poder financeiro acham que podem tudo em qualquer área e 2) há amigos de riqueza e amigos que são amigos independente dela.

Como falei ali em cima, existe um filme sobre o livro (na verdade, até dois!): 

Essa que é considerada a maior obra de Fitzgerald, então existe: um de 1974 (IMDB: 6.4/10) e um mais recente de 2013 (IMDB: 7.3/10), ambos com o título homônimo ao livro.

A crítica


É um livro curto, mas com leitura pesada. Isso já é um ponto negativo pra mim. Li, esperando ser algo bem interessante, afinal, a história é um clássico e não há quem não conheça, mas na verdade, não cumpriu com minhas expectativas. 
Gosto mais de diálogos que de historinha, e esse livro tem mais história que conversa dos personagens. As  coisas acontecem com muita rapidez, e sem demarcação de tempo. Você tem que ficar ligado na história pra saber que já se passou um tempinho de um momento pro outro. 

De 0 a 10, 5. 

#ResenhanaQuarentena Precisamos falar sobre "It ends with us", Colleen Hoover

terça-feira, 21 de abril de 2020 Nenhum comentário

Oi, gente, tudo bem?!


Fiz uma votação em meu Instagram (@giuliakorreia) a respeito se vocês gostariam de um vídeo pro meu canal do Youtube (se você ainda o conhece, clique aqui!) sobre os últimos livros que li. Pois bem, ainda vou fazer o vídeo. Mas ainda sim, decidi fazer uma série de posts com os livros que andei lendo na quarentena, pra que eu possa explorar um pouco mais de cada livro (em um vídeo não daria pra fazer isso, a não ser que seja um vídeo de 5 horas, porque né!).

O primeiro da lista vai ser o que, de todos, o que mais gostei: É assim que acaba, de Colleen Hoover.

Sinopse


Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.


O livro  



     

Com uma trama completamente envolvente, capítulos com tamanhos suficientes (nem grandes nem pequenos), a autora te faz questionar sobre uma pauta muito discutida aqui no nosso país: a violência contra a mulher. Qual a melhor forma de você entender a vida, a perspectiva do outro? Sentindo na pele o que ele sente, ou seja, passando exatamente pelo que ele passou, não é mesmo? Pois foi exatamente isso que a autora fez. O filme é baseado na história (real) dos pais dela: que ela nunca entendeu como sua mãe conseguiu se apaixonar por um agressor. 

Você logo se apaixona pela Lily, uma mulher independente, inteligente, que em nenhum momento te faz pensar (pelo menos não ME fez pensar) "ah, que menina burra, se apaixonar por  um cara desse,,,", porque a autora tomou um tremendo cuidado pra que você não pensasse dessa forma, pra que você se apaixonasse pelo agressor tanto quanto a própria vítima. 


Ryle e Atlas são personagens perfeitos. Tem seus defeitos, mas parecem suprir as expectativas emocionais de Lily, são envolventes o tempo inteiro. Há um momento que, apesar dos pesares, você se pega pensando estar entre dúvida entre os dois. 

A crítica 

Eu me senti com 13 anos, lendo livros do Nicholas Sparks ao ler esse livro, juro: aquela ansiedade, angustia de querer devorar o livro de uma vez, sentar pra ler em poucas horas tudo de uma vez. Chorei, me emocionei, em certas cenas precisei largar o livro de lado pra poder dar uma respirada e digerida em tudo o que eu havia acabado de ler. 

Se você tem/sente certo gatilho quando o tema é violência doméstica, eu não te aconselharia a ler. Eu não costumo ser sensível a esses temas, mas esse livro me pegou bem desprevenida. Me deixou de estômago embrulhado. 

Não é grande, e é uma ótima leitura para fugir um pouco da sua realidade e do mundo real: eu trabalhava o dia todo, e quando chegava à noite, mal esperava para poder ler mais páginas do meu livrinho.

De 0 a 10, nota 11, sem dúvidas. 


Dois Papas

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020 Nenhum comentário
Oi, gente, tudo bem?





Tem um tempinho já que eu não posto resenha por aqui (seja de livros ou filmes), antes tinha a desculpa do TCC e mil coisas para estudar, agora já não cola mais essa desculpa, hehe.

Além disso, não posso mentir, nem filmes ando vendo: eu simplesmente perdi a paciência de ficar horas sentada vendo uma trama e esperando pelo final. Mas ando me forçando, vez ou outra quando bate inspiração, pra ver um filme ou outro, já que estou cheia de títulos famosos e grandes atrasados.

Eu, como uma jornalista, não posso ficar desinformada e sem saber o que anda nas telinha, né?

Então, hoje resolvi trazer pra vocês o filme escolhido desse final de semana:

Dois Papas


Resumo: 

O filme conta, em duas horas, como foi a renúncia do Papa Bento e um pouco sobre Francisco, quem assumiu seu lugar. 

Primeiramente, gostaria de dizer que achei o filme bem raso, eu esperava bem mais.

Inclusive, esperava ver algumas revelações, coisas que ninguém sabia que rolava “lá dentro”... não sei se por conta de ser um tema “polêmico”, não quiseram ir longe demais ou foram longe demais e cortaram as cenas.

De qualquer forma, foi um bom filme. Amigável, bom de se ver numa tarde de domingo. 

O filme foi dirigido por um brasileiro, (o mesmo que dirigiu Cidade de Deus) e gira em torno de uma conversa (fictícia!) entre o cardeal de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, e o bispo de Roma, papa Bento 16, pouco antes de sua renúncia. 

O suposto foco do filme seria as opiniões diferentes dos dois papas a respeito de temas como reforma da Igreja Católica,  homossexualidade, aborto, etc. E foi nesse ponto, na minha opinião, que o diretor pecou: eu esperava que fosse mais explorado esse lado e essas divergências, mas tudo se passou como se fosse uma mera conversa de alguns minutos.

Mostra outro lado da relação entre esses importantes nomes da Igreja Católica, o que achei bem legal (principalmente por colocarem o fanatismo do antigo cardeal (e atual papa) por futebol, coisas que a gente não imagina (qual é, o cara é O Papa né!)

Além disso, o filme também retratou o caso conhecido como “Vatileaks”, uma pessoa próxima ao papa teria vazado documentos sigilosos, um dos maiores escândalos do catolicismo.


De 0 a 10, daria nota 7 para o filme. Envolvente, fiquei entretida o tempo todo, porém acredito que isso se deu ao fato da minha esperança de informações serem reveladas (o que não acontece), me decepcionando um pouco no final. Mas é um bom filme para entender um pouco mais sobre o que aconteceu quando Bento renunciou.

Vi o filme pela plataforma da Netflix mesmo

Você pode conferir o trailer abaixo: 


A Essência do Mal

sexta-feira, 23 de agosto de 2019 Nenhum comentário

Oi, gente, tudo bem?


Hoje trouxe para vocês mais uma resenha, essa de um livro que li há um tempinho mas que não poderia deixar de falar.


De cara, a capa (e o título) logo me chamaram atenção, não posso mentir. Logo percebi que seria um livro que fugiria dos tópicos aos quais estou acostumada a ler: romance, amor, etc. De fato, o livro me arrancou suspiros (e arrepios) ao longo de minha leitura.

Curioso?

Então, vamos lá!

Sinopse


Um lugar amaldiçoado.

Um caso abandonado.

Um assassino que não deixa rastros.

Jeremiah Salinger ganha a vida fazendo documentários, até que se muda com a família para uma região remota da Itália. Lá, após um acidente com o helicóptero
em que está fazendo uma filmagem, passa a ser atormentado pela ideia de que existe nas montanhas ao redor uma força que não consegue entender, e a que chama de A Besta.

Anos depois, em um passeio com a filha no Bletterbach — um desfiladeiro com toneladas de fósseis —, Jeremiah escuta uma conversa que lhe dá um novo foco na vida. Em 1985, três jovens foram mortos ali, e seus corpos, desmembrados por um assassino que nunca foi descoberto.

Para solucionar o mistério, que marcou uma cidade inteira por décadas, Jeremiah mergulha de cabeça em um quebra-cabeças macabro e fascinante.

O livro 

Com capítulos pequenos, o livro me fez uma leitura ávida: eu devorava um capítulo atrás do outro. O suspense que o autor faz durante a história toda é de tirar o fôlego, preciso admitir. 

Tem uma escrita fluida, a história é convincente, os personagens são bem criados. A respeito desses itens não posso falar mal. 


Crítica

Sabe aqueles filmes de terror bobos, que é criado um enredo incrível, que te prende, mas no final você se decepciona? Não era nada do que estava esperando, e nada demais?

Se esse livro virasse filme, ia ser exatamente o que ia acontecer, infelizmente.

Eu esperava muito mais, durante o livro todo imaginei mil situações, mil hipóteses, mas no fim das contas... não era nada demais, nada daquilo. 

Vale a leitura, em relação a aspectos da escrita, como o autor criou um enredo tão envolvente... mas se for pela história mesmo, deixou a desejar um pouco.

No entanto, fico feliz que o primeiro livro "de terror" que eu li, não me traumatizou ou algo do tipo. 

Para quem gosta de pesquisar sobre esse tipo de escrita, indico! 




Without a Map

quarta-feira, 14 de agosto de 2019 Nenhum comentário
Oi, gente, tudo bem?





Tem um tempinho já que eu não posto mais resenhas aqui do que andei lendo, não é mesmo?

Não posso mentir, fiquei parada na leitura uns bons meses. E esse livro foi um dos que fiquei estagnada por um bom tempo: até decidir, de vez, começar a le-lo de verdade.

E quando peguei pra ler, preciso confessar que a leitura foi bem rápida.

Antes de começar a dar minha opinião sobre o livro, vou indicar para vocês um aplicativo novo que descobri, que me ajudou muito e me incentivou bastante na leitura: Bookly!

Nele, você coloca o livro que está lendo e ao começar a fazer uma sessão de leitura o app pode te acompanhar também. Assim, você ganha "prêmios" conforme avança sua leitura: por exemplo- "você leu durante 1 hora!", esse tipo de coisa.

O legal é que ao terminar o livro, o app junta todos esses dados e mostra numa imagem.

Olha como ficou a desse livro que vou contar um pouco para vocês:



Legal, né? 

Para quem não entendeu muito bem: ali mostra a quantidade de páginas lidas, o total do tempo lido durante o livro, velocidade de leitura das páginas, quantidade de páginas lidas por dia e minutos lidos por dia! 

Bom, vamos ao que interessa! 


Sinopse 

 O livro de memórias comovente, mas não sentimental, de Meredith Hall começa em 1965, quando ela engravida aos dezesseis anos. Desprovada por sua comunidade insular de New Hampshire, ela é expulsa da casa por sua mãe. Seu pai e madrasta relutantemente a aceitam, escondendo-a antes de finalmente bani-la completamente. 

Depois de dar o bebê para adoção, Hall vagueia imprudentemente pelo Oriente Médio, onde sobrevive vendendo seus pertences e finalmente seu sangue. Ela retorna para a Nova Inglaterra e costura uma vida que envolve sua tristeza silenciosa e invisível. 

Quando ele tem vinte e um anos, seu filho perdido a encontra. Hall descobre que ele cresceu em extrema pobreza com um pai abusivo - na cidade natal de seu pai. Sua reunião é terna, turbulenta e, finalmente, redentora. 

Os pais de Hall nunca pedem perdão, mas à medida que envelhecem, ela lhes oferece seu amor. O que define Without a Map  é o modo pelo qual a perda e a traição evoluem para a compaixão e a compaixão para a sabedoria.

O livro 


Como dito anteriormente, o livro começa no ano de 1965, porém o tempo todo a autora vai no tempo futuro da personagem e volta, vai e volta. 

Você, obviamente, acaba perdido de tempos em tempos sem saber mais se aquilo que está sendo dito se trata do passado ou do presente. 

Os capítulos são bem grandes, e isso para mim, define um ponto negativo. Gosto de capítulos curtos e simples, sem muita enrolação: a autora já não curte esse tipo de texto. Trabalhou durante o livro com capítulos grandes, muitas descrições e muito drama.

No meio de tanto drama e tristeza, o que mais me chamou atenção foi como foi desenvolvida a parte em que a garota, ainda adolescente, fica grávida e é obrigada a dar o bebê para adoção e logo após, o livro mostra o quanto isso iria afetar sua vida.

Em tudo que já vi até agora (filmes, séries e até livros) sobre esse assunto, a personagem que engravidava não queria o bebê, dava para adoção e, na medida do possível, seguia sua vida. Não mostrava o quanto isso afetaria, de verdade, seu emocional e sua vida. Nesse livro, a autora fez questão de deixar isso bem claro: a personagem principal fica anos e anos pensando em como seria seu filho, e o quanto sente falta daquele bebê que precisou "abandonar".

Outro ponto importante é o quanto o relacionamento com os pais, principalmente na vida de um adolescente que ainda está numa fase de criar opiniões e personalidades, afeta a vida do jovem. 

A personagem do livro tem um péssimo relacionamento com os pais (principalmente por eles terem a obrigado a dar seu bebê, é claro), mas durante a leitura do livro você percebe que tem mais ali.

"Eu vivi essa vida, e não importa o que os outros possam decidir sobre isso, devo reivindicar cada decisão como minha. Eu causei dano, falhei nas expectativas e obrigações do amor. Eu amei bem. O que eu faço a cada dia é levado dentro de mim até eu morrer. "


Crítica

Acredito que seria antiético da minha parte dizer simplesmente que um livro é ruim porque não me considero muito informada para ler ou entender sobre o tema. 

O livro é bem dramático, pesado. Eu realmente comprei achando que seria um "romance light" e nada demais: mas me surpreendeu completamente.

É, definitivamente, um livro para ser não somente lido, mas compreendido, e aos poucos. 

Se eu soubesse o que encontraria pela frente ao fazer sua leitura, talvez não tivesse o escolhido, sinceramente. Mas, em contrapartida, me fez ter esse novo olhar sobre diversas situações. 

Indico para quem gosta de ler sobre o tema. 









Negação

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019 Nenhum comentário

Olá, galera, tudo bem? 





Hoje trouxe para vocês a resenha de um livro incrível.

No último dia 27 foi o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. Apesar de ter passado um pouco do timing, eu não poderia deixar de postar sobre esse livro aqui para vocês.

Já imaginou você ter que ir a um tribunal para provar que o Holocausto aconteceu de verdade? Pois é, é justamente isso que Deborah Lipstadt, personagem principal do livro (e do filme!) passa.

Confira um pouco mais sobre a história do livro.

Sinopse: 

Nesta história real, Deborah Lipstadt enfrenta no tribunal David Irving – um dos mais conhecidos negacionistas do Holocausto. Acompanhe todo o processo do julgamento enfrentado pela historiadora e seu empenho em ter que corroborar que um dos episódios mais cruéis da humanidade de fato aconteceu. 

David Irving é um autor inglês que usa métodos pouco ortodoxos de pesquisa histórica em seus inúmeros livros sobre a Segunda Guerra Mundial e o Terceiro Reich, nos quais ora atenua os impactos e as atrocidades dos campos de concentração, ora questiona a própria existência das câmaras de gás. Irving chega até mesmo a negar a existência do Holocausto, que descreve como “uma lenda”. 

São justamente essas alegações negacionistas que levam a historiadora americana Deborah Lipstadt a descrevê-lo, em seu aclamado livro Denying the Holocaust, de 1993, como “um dos mais perigosos porta-vozes do negacionismo do Holocausto”. Indignado, Irving decide abrir um processo por difamação contra Lipstadt. 

Agora, a historiadora se vê obrigada a enfrentar, na Inglaterra, uma batalha jurídica que não se restringe à reputação de dois estudiosos, mas que diz respeito ao registro da própria História. Amparada por uma competente equipe de defesa, Lipstadt inicia uma minuciosa análise do trabalho de Irving para mostrar como, a partir de uma postura ideológica, antissemita e racista, ele perverte documentos e registros históricos com o objetivo de “absolver Hitler”. 

Em “Negação”, livro que deu origem ao filme homônimo, Deborah Lipstadt narra os dias do julgamento em Londres e revela o drama que foi ter de seguir o conselho de seus advogados e ficar em silêncio enquanto seu objeto de estudo e seus princípios eram desvirtuados diante de um tribunal e da imprensa de todo o mundo.


O livro 


O livro é divido em algumas partes: antes do julgamento, durante e depois do julgamento. 

No "antes", Deborah conta um pouco da sua história e ligação com o Holocausto, fazendo os leitores entenderem um pouco do porquê essa questão se torna um tanto pessoal para ela. 

Apresenta também um pouco do cenário de como tudo aconteceu: de quando foi acusada por Irving pela difamação, a procura de um advogado (que aceitou trabalhar "pro-bono" para ela, já que ela teria de gastar muito com isso) e o começo de tudo. 

Durante o julgamento, o livro é longo. Foi uma leitura que me custou mais de quatro meses, aproximadamente. Principalmente porque quis ficar atenta a cada detalhe, cada vírgula ali dito. 
As cenas são divididas em: Deborah no tribunal, depois da sessão e alguns comentários da autora sobre posições de Irving. 

Irving é um cara que é inacreditável. Chegou a comparar o Holocausto com um caso famoso de um Sereal Killer dos Estados Unidos. Você não vai acreditar no que está escrito nesse livro, nas palavras que ele usava no tribunal para defender a inexistência de câmaras de gás. Chegou até mesmo a perguntar quanto uma vítima do holocausto lucrava por possuir uma tatuagem do Holocausto. 

Sério. 

Você perde o fôlego lendo o livro. 

Outro aspecto interessante, é a forma como a autora se preocupou em explicar fatos históricos, quando sitados, em certos momentos do livro. Não simplesmente jogava o fato, mas sim, contextualizava ali dentro, explicando a relação do porquê aquilo havia sido trazido a tona. 

Irving decidiu ser seu próprio advogado, e era hilário a forma como ele se contradizia em vários e vários momentos. Fazia até mesmo o juiz perder a paciência, vez ou outra, com tanta enrolação que ele fazia. Dava para perceber que o "historiador" estava enrolando quando não possuía argumentos suficientes. 


O pior de tudo? Tinham sobreviventes do Holocausto assistindo a todas as bárbaries que esse monstro ousava dizer. Imagina a dor de ter que ouvir aquilo tudo? 
Em alguns momentos do livro (de arrepiar), Deborah teve contato com algumas vítimas do Holocausto que chegaram a encorajá-la, pedir para que não desistisse delas. É muito emocionante. 
Além disso, Deborah, durante o julgamento, visitou alguns campos de concentração. É bem interessante o olhar da autora e a descrição que faz deles. Você se sente teletransportado por um minuto. 
Os extremistas acreditavam que, se o Holocausto, que era usado para lançar uma mancha indelével sobre o nazismo, pudesse ser exposto como uma farsa, o nazismo ressuscitaria. 


Crítica  

O livro é incrível e eu mal posso esperar para ver o filme. Sim, tem filme!

Você pode conferir o trailer aqui.

Foi um livro que eu vi nas lojas, me apaixonei por ele e pela história e depois o perdi. Fiquei semanas e semanas procurando por "aquele livro da capa interessante que falava sobre o Holocausto", mas ninguém entendia do que eu tava falando.

Ainda sim, não desisti e continuei procurando. Até o encontrar novamente e entender: eu tinha que ter lido ele.

Indico +100 vezes.


As duas guerras de Vlado Herzog

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 Nenhum comentário

Olá, galera, tudo bem?



Confesso que enrolei até o último segundo para escrever essa resenha pra vocês. Foi um livro longo, demorei pra mais de 4 meses tentando finalizá-lo e quando acabei, precisei de um tempo. Precisei de um tempo para digerir tudo o que eu li e para acreditar que aquilo tudo foi real, foi de verdade.

Mas, vamos lá. Até porque, quem ainda não leu e quem ainda não conhece essa história, precisa conhecer.

Quem foi Vlado Herzog

Vladimir Herzog, nascido Vlado Herzog (Osijek, Reino da Iugoslávia, 27 de junho de 1937 — São Paulo, 25 de outubro de 1975), foi um jornalista, professor e dramaturgo brasileiro.

Herzog nasceu na cidade de Osijek, na então Iugoslávia, em 1937, filho de um casal de origem judaica. Durante a Segunda Guerra Mundial, para escapar do antissemitismo praticado pelo estado fantoche da Croácia, então controlado pela Alemanha Nazista, a família fugiu primeiramente para a Itália, onde viveu clandestinamente até imigrar para o Brasil.

Naturalizado brasileiro, Vladimir também tinha paixão pela fotografia, atividade que exercia por conta de seus projetos com o cinema.

 Na década de 1970, assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV Cultura e também foi professor de jornalismo na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).

Marco da ditadura


O nome de Vladimir tornou-se central no movimento pela restauração da democracia no país após 1964. Militante do Partido Comunista Brasileiro, foi torturado e assassinado pelo regime militar brasileiro nas instalações do DOI-CODI, no quartel-general do II Exército, no município de São Paulo, após ter se apresentado voluntariamente ao órgão para "prestar esclarecimentos" sobre suas "ligações e atividades criminosas".

O livro 

Audálio Dantas (escritor do livro) dividiu a história de Vlado, no livro, em dois momentos: primeiro contou um pouco sobre como foi a fuga de Vlado para o Brasil, quando ainda era um menino, e depois como foi sua vida aqui. 

O livro é longo, não vou mentir. Longo em todo os aspectos possíveis. Incomodou-me um pouco porque Audálio se estendeu bastante ao falar sobre o período político do Brasil na época, não explorando muito a vida de Vlado. Por diversas páginas, o autor somente discursava sobre  os absurdos da ditadura, deixando de lado o personagem. De fato foi incrível poder conhecer muito mais sobre a ditadura "pelos olhos" de quem a estava vivendo. Audálio, na época da tortura e assassinato de Vlado, era o presidente do Sindicato dos Jornalistas. Ou seja, não tinha ninguém melhor para contar essa história. 

Foi um livro dolorido. Audálio começou a escrevê-lo depois da morte de Vlado, ou seja, ele reviveu todo esse período, foi atrás de testemunhas e fontes para poder relembrar, darem testemunhos e recriarem esse momento tão difícil da história. Ao pesquisar sobre o livro na internet você vai encontrar o autor dizendo o quão doloroso foi reviver aqueles momentos e escrever aquelas palavras. Mas nada mais fascinante do que ter sido dito por alguém que viveu tudo aquilo de fato. 

Sinopse 

O ponto de partida do livro é a saga da família Herzog em sua fuga desesperada da Iugoslávia, para longe do horror da guerra que despedaçava a Europa e perseguia cruelmente os judeus. O pequeno Vlado viveu aí sua primeira guerra e aprendeu dolorosas lições. A segunda travou no Brasil, país no qual se refugiou em busca de paz. Mas foi aqui que sua vida lhe foi duramente tirada, na escuridão de uma sala de tortura, episódio que marcou para sempre a história dessa família e da luta política aqui no país.

A história

A morte de Vlado foi um marco para a nossa ditadura. Aqui se vão alguns fatos, que li no livro e por pesquisas na internet, do porquê isso se deu: 

1- A morte de Vlado foi dada como SUICÍDIO. Sim, suicídio! Sendo que na cela em que ele supostamente "se enforcou" o trabalho feito pelos militares não foi muito "bem feito", já que deixaram alguns resquícios de que definitivamente aquilo não foi um suicídio. 
2- Na época da ditadura, quem morria não tinha enterro. A família no máximo encontraria o corpo do ente em algum local, ou os militares o despejavam. Mas não havia enterro. E, na morte de Vlado, houve enterro. Não somente um enterro, mas um culto ecumênico que fez uma multidão comparecer (E foi justamente nesse momento que Audálio Dantas decidiu escrever o livro)
3- Nosso país foi condenado pela morte de Vlado. A Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou que o Estado brasileiro apure, julgue e, se for o caso, puna os responsáveis pela morte do jornalista na ditadura militar.

Crítica

Mesmo se você já ouviu falar ou conhece a história de Vlado, deve ler esse livro. Deve ler todos os cem livros que existirem sobre Vlado e sobre a ditadura. Todo mundo sabe (ou, no mínimo, imagina) como foi a ditadura, mas cada autor falará dela de uma forma diferente - principalmente os que a vivenciaram - com um olhar diferente e sob um aspecto diferente. A mesma coisa se aplica a história de Vlado. 

Leiam, leiam e leiam mais um pouco sobre esse momento difícil que nós vivemos há tão pouco tempo. 

Não parem de ler e de se informar.

“Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos ante atrocidades sofridas por outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados”.




Menina Má

sexta-feira, 14 de setembro de 2018 Nenhum comentário

Oi, galera, tudo bem?


Hoje trouxe uma resenha pra vocês daquelas bem macabras.

Vamos a sinopse de "Menina Má", de William March

Sinopse:  


 Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também. Menina Má é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter.

Estética


Com capítulos um tanto grandes (desnecessariamente grandes, arrisco dizer), William ambientou bem o leitor quanto aos personagens da história. Fatos e relatos do passado da mãe da personagem principal, Christine, são revelados durante a trama - até o que a faz querer "justificar" os atos repugnantes de sua vida. 

Achei um pouco extenso demais, que o autor poderia ter descrito de menos ambientes e pessoas. Mas quanto a personalidade de Rhoda (principalmente) e de outros personagens, é incrível a descrição que o autor faz. 

Rhoda tem apenas 8 anos de idade e já tem um passado de mortes que assombra sua mãe, que no começo do livro, se faz, acha que a filha nunca seria capaz de machucar alguém. Porém, aos poucos Christine vai ligando os fatos e pesquisando, e descobre que a verdade é pior do que ela imaginava. 

Mas de onde surgiu uma garotinha psicopata de 8 anos? 

No próprio livro há algumas partes em que algumas palavras são dedicadas ao autor e a vida dele. Se querem saber -até mesmo para entender um pouco da estética da história-  aqui vão algumas: 

"William March nasceu em uma família pobre no Alabama, em 1893. Alistou-se na Marinha e combateu na Primeira Guerra Mundial, tendo recebido condecorações dos governos norte americano e francês. Largou a farda logo após o conflito, e os horrores do confronto lhe inspiraram a escrever seu primeiro romance, Company K. Publicou seis romances e quatro compilações de contos. Morreu em 1954, um mês após o lançamento do seu livro mais celebrado, Menina Má." O próprio autor passou por problemas psicológicos. 

Personagens

Rhoda é considerada uma criança muito inteligente, educada e simpática aos olhos de vizinhos e conhecidos. Sua mãe, Christine, sabe que a filha é tudo isso, mas as vezes questiona a frieza presente nas palavras e atitudes da garota. Em determinado momento da história, Christine a questiona sobre seus sentimentos a respeito dela (sua própria mãe), e Rhoda invés de dizer que a ama ou algo do tipo, só responde algo como: "como você é boba, mamãe!" 

E em outro momento, ao ter seu colega morto, a mãe da garota lamenta, dizendo o quanto a mãe do garotinho não deve estar sofrendo. Rhoda, intocável pela situação, diz: "se ela quer outro filho, é só adotar". 

A criança expressa sentimentos que ao mesmo tempo infantis (talvez  para mascarar toda a falta deles dentro da menina) são completamente diferentes de uma criança de 8 anos. Rhoda simplesmente não se importa com nada (a não ser com ela mesma - já que em uma parte do livro, ao ver sua vida correndo risco, nota-se certo desespero da personagem!). 

Já Christine, casada com um militar que passa a história toda fora de casa, passa uma falsa imagem de uma personagem passiva. Dona de casa, dá uma pista no início do livro de que nunca se deu bem com sua mãe - situação que lá na frente é justificada e da pior maneira possível-, mas que se dá com vizinhos e funcionários do colégio da filha. A moça fica esterrecida quando sua filha é convidada a sair de mais um colégio - fato que a fez começar a duvidar da inocência da garota sobre muitas coisas. 


Enredo

O livro não é grande, quase 300 páginas, e acredito que poderia ter me mantido mais fiel à ele. Poderia ter me conquistado mais. 

Por aquela questão do autor ser muito descritivo, acabou por ser uma leitura mais pesada, mais cansada. 

O final, entretanto, me surpreendeu. E eu gosto exatamente disso, de livros que contam histórias além do que eu posso imaginar. 

Minha nota final para o livro é 8. 




Nós

sexta-feira, 7 de setembro de 2018 Nenhum comentário

Oi, galera, tudo bem?

Fã de David Nicholls desde "Um dia", quando vi que ele lançou outro romance, fui correndo comprar.

Mas, é claro, "Um dia" é "Um dia". E "nós" não foi nada do que eu esperava.



Sinopse

Certa noite, Douglas Petersen, um bioquímico de 54 anos apaixonado pela profissão, por organização e limpeza, é acordado por Connie, sua esposa há 25 anos, e ela lhe diz que quer o divórcio. O momento não poderia ser pior. Com o objetivo de estimular os talentos artísticos do filho, Albie, que acabou de entrar para a faculdade de fotografia, Connie planejou uma viagem de um mês pela Europa, uma chance de conhecerem em família as grandes obras de arte do continente. Ela imagina se não seria o caso de desistirem da viagem. Douglas, porém, está secretamente convencido de que as férias vão reacender o romance no casamento e, quem sabe, também fortalecer os laços entre ele e o filho. Com uma narrativa que intercala a odisseia da família pela Europa — das ruas de Amsterdã aos famosos museus de Paris, dos cafés de Veneza às praias da Barcelona — com flashbacks que revelam como Douglas e Connie se conheceram, se apaixonaram, superaram as dificuldades e, enfim, iniciaram a queda rumo ao fim do casamento, Nós é, acima de tudo, uma irresistível reflexão sobre a meia-idade, a criação dos filhos e sobre como sanar os danos que o tempo provoca nos relacionamentos. Sensível e divertido, com a sagacidade e a inteligência dos outros livros do autor, o romance analisa a intrincada relação entre razão e emoção.

Estilo 

Com capítulos longos (o livro é longo) Nichollls dividiu a história entre momentos presentes e passados. Usou flashbacks para localizar o leitor na história, que confesso, já no início já senti um pouco de cansaço e peso que isso fez. Quando algo está acontecendo, o leitor, ávido por respostas, quer logo chegar no fim, quer logo saber o por quê que aquilo está acontecendo e como será resolvido;  mas David optou por nos deixar curiosos até a última página do livro.

Em certo momento, você imagina o que pode (ou não) acontecer, se o casal vai (ou não) se separar, no fim das contas. Porém, com tantos flashbacks, idas e voltas no passado para informar o leitor sobre quem o casal "era" - em relação a como é agora - você acaba perdido e quebrando suas expectativas a todo momento.

Douglas, o pai dessa família, é um personagem difícil. É teimoso e muito metódico: se as coisas não saem exatamente como ele planejou, ele explode. E ainda não tem um relacionamento muito bom com seu filho de 17 anos, o Albie. Acredito que esses fatos foram fundamentais na hora de sua esposa ter decidido se separar dele.

O livro

Acreditei, do meio pro final, que era uma boa história. Mas ao terminar o livro, pensei: não. Não foi legal. O cara, que é chato, teimoso, metódico, recebe a notícia que a esposa quer se separar dele e começa a fazer de tudo para não deixar isso acontecer, já que são muitos anos de casamento e ele não imagina mais a vida sem ela. Ok. Do final da viagem deles para Europa para o fim do livro, Douglas até ficou mais legal: mais compreensivo. Topou fazer uma loucura em nome do filho dele (mas pensando no quanto sua esposa acharia incrível aquilo e talvez, somente talvez, desistisse de deixá-lo), coisa que o Douglas de antes com certeza não o faria.

Porém, quando o livro foi encontrando seu fim, tive uma decepção: foi tudo em vão. Não gosto de dar spoilers em resenhas, até porque acredito que o intuito seja apenas para deixar para o próximo leitor registrada a minha opinião sobre o livro e situá-lo pelo que ele vai encontrar pela frente. Então, vou terminar por aqui. Avisando, mais uma vez: é um livro longo. Dramático. Você fica o tempo todo querendo que digam logo o que foi, o que vai ser, mas aí o autor resolve voltar naquele jantar de 2005, quando Douglas chega tarde do trabalho, doido para encontrar sua família, e mãe e filho já terminaram de fazer o que tinha que fazer.

Nota: 4.


O Alquimista

sexta-feira, 24 de agosto de 2018 Nenhum comentário



Paulo Coelho de Souza,


(Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1947) é um escritor, letrista e jornalista brasileiro. Sua obra O Alquimista é o livro brasileiro mais vendido de todos os tempos e é considerado um importante fenômeno literário do século XX.

Não vou nem me estender falando muito de Paulinho por motivos óbvios. Caso você ainda não o conheça e não for do Planeta Terra, o Google está aí a sua disposição.

Paulo Coelho é um escritor que: ou você ama, ou no caso, odeia. Eu, por enquanto, o amo.

O Alquimista foi um livro que me deixou "embasbacada". Por quê, Giulia? Porque o livro reúne tudo o que eu mais acredito (e vivo por) nessa vida: a fé, esperança e o universo.

Sinopse

Aqui vai uma pequena sinopse do livro: " O alquimista é a mágica história de Santiago, um menino pastor andaluz que anseia por viajar em busca do tesouro mais magnífico do mundo. De sua casa na Espanha ele parte para os mercados do Tânger e através do deserto egípcio para um encontro do destino com o alquimista. A história dos tesouros que Santiago encontra ao longo de sua jornada nos ensina, como poucas histórias fizeram, sobre a sabedoria de escutarmos nossos corações, aprendendo a ler os sinais que aparecem ao longo do caminho de nossas vidas e, acima de tudo, a seguir nossos sonhos."

Opinião e estilo

Preciso nem falar mais, não é mesmo? O Alquimista é incrível. É um livro curtinho, com capítulos um pouco longos mas que prendem muito seu leitor. O tempo todo, Paulo Coelho joga incentivação, coragem e força para o pastor, que a todo momento e como qualquer um, diante de dificuldades, pensa em desistir.

Livro x Realidade

O livro também é um pouco sobre você não precisar se contentar somente com o que tem ou com aonde está agora. Afinal, Santiago tinha suas ovelhas, casa, comida, tudo ao seu dispor. Pra que partir em busca do desconhecido e a procura de um tesouro que a todo momento ele sabia que podia não ser real?

Muitas vezes vivemos isso em nossas vidas. Surge uma oportunidade que vai nos tirar da situação atual, que é arriscada mas que promete ser algo bom para o futuro. Alguns aceitam de cara, outros pestanejam até dizer o "sim" e poucos desistem logo de cara, preferindo ficar dentro de sua zona de conforto. E aí, a qual grupo destes você pertence?

"Quando você quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que você realize o seu desejo", citou P.C no livro. E eu não poderia concordar mais. Por ter minhas crenças que vão muito além do nosso mundo físico e da ciência, acredito - e como acredito!- que quando você deseja, você realmente deseja (e faz por onde, é óbvio!) o universo traz aquilo pra você. Me entende?

Parece papo de doido, eu sei. Mas foi exatamente o que pensei ao terminar O Alquimista: esse não é um livro pra qualquer um.

É pra quem sabe, pra quem acredita, pra quem sente.

E eu senti. A todo momento, senti. 10, sem mais. 10.

Obrigada, Paulo Coelho.

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Holocausto Brasileiro - O campo de concentração Brasileiro

sexta-feira, 29 de junho de 2018 Nenhum comentário

Sobre a autora


Daniela Arbex é uma das jornalistas mais premiadas de sua geração: tem mais de 20 prêmios nacionais e internacionais no currículo, entre eles 3 prêmios Esso, o americano Knight Internacional Journalism Award (2010) e o prêmio IPYS de Melhor Investigação Jornalística da América Latina (2009).

Ganhou também o prêmio Melhor Livro-Reportagem pelo cafecomgiulia. 


O livro 

Holocausto Brasileiro trata-se de uma tragédia, algo tão surreal que foi até comparado ao Holocausto original. Daniela juntou em seu livro depoimentos de pessoas que passaram pelo chamado "Colônia".

Localizado em Minas Gerais, o Hospital Colônia de Barbacena, foi um hospital psiquiátrico fundado em 12 de outubro de 1903 na cidade de Barbacena, Minas Gerais. Fazia parte de um grupo de sete instituições psiquiátricas edificadas na cidade que, segundo alguns, recebeu o epíteto de "Cidade dos Loucos".

Tornou-se conhecido pelo público na década de 1980, pelo tratamento desumano que oferecia aos pacientes. O psiquiatra italiano Franco Basaglia taxou a instituição como um campo de concentração nazista.

Em grandes vagões de carga, conhecidos como "trem do doido", chegavam os pacientes do Hospital Colônia, em uma época que várias linhas ferroviárias chegavam à cidade. A instituição tinha sido fundada em 1903 com capacidade para 200 leitos, mas contava com cerca de cinco mil pacientes em 1961. 

Para o Colônia, eram enviados "pessoas não agradáveis", como opositores políticos, prostitutas, homossexuais, mendigos, pessoas sem documentos, entre outros grupos marginalizados na sociedade. Estima-se que cerca de 70% dos pacientes não tinham diagnóstico de qualquer tipo de doença mental. 


No período em que houve o maior número de mortes, entre as décadas de 1960 e 1970, o que acontecia no hospital chegou a ser chamado de "Holocausto Brasileiro". Estima-se que pelo menos 60 mil pessoas tenham morrido no Hospital Colônia de Barbacena.

Daniela conseguiu depoimento de sobreviventes do Colônia, mas as fotos concentradas no livro conseguem te fazer chorar mais do que as palavras (que já são bem fortes) dessas pessoas. O pior de tudo é pensar que muitos nem sequer sabiam do genocídio que acontecia por trás das paredes do local.


Pessoas (que hoje em dia seriam diagnosticadas com apenas distúrbios) que entraram naquele hospital, saíram como corpos sem nome, sem identidade. Um dos pacientes, identificado pela autora, ficou anos sem falar porque os enfermeiros e médicos do hospital acharam que ele era mudo. Diante de tanta tristeza, maldade e esquecimento, é plausível de se perder a voz. 

"Pelo menos 30 bebês foram roubados de suas mães. As pacientes conseguiam proteger sua gravidez passando fezes sobre a barriga para não serem tocadas. Mas, logo depois do parto, os bebês eram tirados de seus braços e doados. Alguns morriam de frio, fome e doença. Morriam também de choque. Às vezes os eletrochoques eram tantos e tão fortes, que a sobrecarga derrubava a rede do município. Nos períodos de maior lotação, 16 pessoas morriam a cada dia. Ao morrer, davam lucro. Entre 1969 e 1980, 1853 corpos de pacientes do manicômio foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país, sem que ninguém questionasse. Quando houve excesso de cadáveres e o mercado encolheu, os corpos foram  decompostos em ácido, no pátio do Colômbia, diante dos pacientes, para que as ossadas pudessem ser comercializadas. Nada se perdia, exceto a vida." 


Um livro- reportagem desse não poderia ganhar nada menos que um 10 meu. Com tanta delicadeza, Daniela correu atrás de descobrir (e desenterrar) muito do que acontecia nesse chamado Campo de Concentração Brasileiro. Daniela deu voz àqueles que foram esquecidos, abandonados pela sociedade. Deu uma chance de mostrar que por trás daqueles chamados "doentes" existia um pai, uma mãe, um irmão (ã), existia uma alma. 

Tudo o que eu consigo falar sobre esse livro, é: obrigada, Daniela. Obrigada. 

50 tons de cinza

sexta-feira, 25 de maio de 2018 Nenhum comentário

Hoje eu vim falar deles: os polêmicos, estarrecedores, peculiares livros da trilogia 50 Tons de Cinza.

Mas fiquem calmos, ao longo dessa resenha vocês entenderão o título desse post.

Vamos do começo.

Caso você seja de Marte e não tenha ideia do que se tratam os livros, vou por aqui uma breve sinopse do livro 1 (e da história inteira, basicamente):


A estudante de literatura Anastasia Steele, de 21 anos, entrevista o jovem bilionário Christian Grey, como um favor a sua colega de quarto Kate Kavanagh. Ela vê nele um homem atraente e brilhante, e ele fica igualmente fascinado por ela. Embora seja sexualmente inexperiente, Anastasia mergulha de cabeça nessa relação e descobre os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do enigmático Grey.

Aqui eu não vou postar nenhum spoiler dos livros (eu acho!), então fiquem tranquilos. É mais para dizer o que eu achei sobre essa estarrecedora história de "amor" (talvez eu use "estarrecedora" mais vezes, superem.) 

Por que 50 tons de cinza não é uma história de amor?


Porque eu acho que vai muito além disso. Eu sou culpada pra dizer, já que em todos os meus personagens eu procuro por um passado bizarro na vida deles, porque eu acredito muito no quanto o passado pode afetar nosso presente, e é claro, nosso futuro. 
Christian Grey tem um passado de tirar o fôlego. Teve uma mãe (drogada, prostituta - como ele mesmo diz) e um pai ausente. Durante os 3 livros ele se lembra de diferentes situações e momentos que viveu antes de ter sido adotado. Ele passou por mais uma casa  até finalmente ir para a que ele ficou de verdade e onde foi criado (não vou entrar muito nessa parte por causa da promessa dos spoilers!). 

Eu comecei a ler o livro por causa da proposta diferente. Fiquei sabendo da história e dos personagens e pensei: um romance sadomasoquista? Hum, por que não?! 
Mas confesso que a história é um pouco cansativa. Trás uma carga emocional pesadíssima. É como eu sempre digo: pais estragam seus filhos. O Christian Grey então... nem se fala. 

Ana Steele


Anastasia Steele, apesar de ter uma mãe que teve um total de 76 maridos, não sofreu muito com isso, não da forma que Grey absorveu seu passado e deixou ele atormentá-lo a vida toda. Ana tem um passado, é claro. Teve um "antes de Christian", mas o problema é que apenas 3% do passado de Ana que vinha afetar vez ou outra a vida dos dois como um casal. Já o passado de Christian afetava os dois até em tempo integral. 

É uma personagem calma, extremamente ansiosa e um tanto imbecil, se me permitem dizer. Ela era submissa a Christian em todos os sentidos. 

E é chega engraçado que ela parece povão que nem todo mundo: demora a perceber que uma vez que está com Christian, ela tem dinheiro. Ah, ela tem muuuito dinheiro! E é bacana ver como a forma que ele consegue tudo com um estalar de dedos (ou "crédito ou débito? Débito!") incomoda ela. Ela simplesmente não se encosta e pensa "ah, agora que meu companheiro é rico, pra quê trabalhar? Muito pelo contrário, ela lutou pelo que ela queria a história inteira, mesmo que de forma boçal, se me permitem dizer, de novo. 


Christian Grey 



Como já falei ali em cima, ele tem um passado pesado. E, infelizmente (ou não!) é ele quem mais define quem é Christian Grey. Quando pequeno e na família biológica dele, ele não tinha nada. 

Depois de ter sido adotado de verdade pela família atual foi que começou a construir seu império. 
Mas não se engane: toda a sua coisa de ser dominador, sadomasoquista, não começou quando o dinheiro entrou na conta, não. 

Essa sua personalidade foi sendo criada (e alimentada por minha quase xará) ao longo dos anos. Mas, sem spoilers, fiquem tranquilos. 

E uma característica de sua personalidade que é um tanto peculiar no meio dessa história: sua fidelidade. Inquestionável durante toda a história.

Ele é machista, ciumento (DEMAIS), controlador e muitos adjetivos ruins... mas, preciso dizer que em muitos momentos fiquei movida por coisas que ele disse ou situações em que, por exemplo, ele não sabia como aceitar carinho. E com a Ana que ele foi aprendendo a amar, a cuidar de verdade de alguém. 


Afinal, como você vai amar e cuidar se você pouco foi amado e cuidado? 


Os personagens 


A evolução dos personagens é incrível. A autora foi extremamente fiel ao que ela provavelmente já planejava enquanto escrevia essa história: porque é tão rica em detalhes e em acontecimentos, que não teria como ela ter inventado tudo da noite pro dia. Dá pra se sentir que ela planejou cada pingo nos i's. 

Outro aspecto muito legal da história, foi que a autora deixou o resto dos personagens terem uma vida (e momentos, momentos importantes) na história. Ela não fez somente uma história sobre o casal Steele e Grey que vez ou outra viam os amigos, vez ou outra surgiam personagens terciários. Não, ela deixou-os bem presentes na história, tirando um pouco o peso (e o foco) dos personagens principais, o que é ótimo, na minha opinião. 

Os livros 

Os três livros são longos, achei o segundo o mais cansativo porque pareceu-me que era sexo o tempo inteiro (e juro que uma hora cansa de ler tanto erotismo), senti falta de um pouco de movimento, de ação mesmo. Mas, para contestar... no terceiro (e último) livro, rola ação (e muita! Além do sexo, ok?). 

O primeiro livro foi mais a apresentação dos personagens, é claro, e a vida dos dois como um casal. 

No segundo, um pouco da continuação do primeiro (a vida deles como casal) e já entrando num nível diferente, já é como se eles tivessem mais amadurecidos na relação. 

O terceiro livro destruiu um pouco da raiva e do preconceito que eu tinha do Christian (ele é extremamente machista. As fãs que me perdoem, mas meu feminismo apitou muito durante os livros) e ele nao é dominador somente na cama, ele é dominador o tempo inteiro! Ele sente ciumes até da sombra da Ana! As vezes eu parava de ler uns segundos e ficava com vontade de dar uns tabefes na cara dessa garota!  Christian Grey é um tremendo fuckboy.  

Foi um livro que já trouxe muitas problemáticas pro casal e explorou muito mais e de forma explicatória toda a história dos dois, principalmente a do Grey (que tem um passado que daria uma coleção de uns 50 livros), mas digamos que terminou de uma forma (esperada, é claro), mas além disso: satisfatória. 
Não foi um final que me deixou surpresa, mas também, não me deixou decepcionada.



No geral, a nota para os livros, a trama, os personagens é 9, só porque o Grey é um machista controlador babaca. 

Normalmente evito expressar minha opnião tão abertamente assim, ainda mais numa resenha, porém com esses livros não deu. Não deu mesmo.

Espero que tenham gostado!

Besin, besin, 

Giulia.

Louco ou cruel?

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018 Nenhum comentário

Apaixonada por investigação como sou, esse livro me cativou desde a página 1. 


Ilana Casoy (todos saúdam Ilana Casoy!) lançou esse livro ha algum tempo, mas pelo que percebi, ele foi restaurado pela Editora Dark Side e virou essa coisa linda que vocês estão vendo aí em cima.

O livro não só descreve, conta, a anatomia de um serial killer mas também mostra casos famosos de alguns (dos EUA e do Brasil!) seres desturpadamente perturbados da cabeça (existe essa expressão? Se não, vocês já entendem o que quero dizer). Ilana chegou até mesmo a entrevistar um deles, e confesso que foi a pior parte do livro, a parte que eu lia página por página e tinha que parar 5 minutos para conseguir respirar.. Confesso que depois desse livro fiquei um pouco traumatizada (achando que todo homem pela rua era um Serial Killer), mas agora, depois de meses dessa leitura pesada e profunda, consigo falar com propriedade sobre o livro [e andar na rua tranquila.. mas sempre atenta].

Ilana demonstra 16 casos de Serial Killers e com todos os detalhes. A forma como ela pesquisou, como ela fala sobre cada um.. é de outro mundo. Você consegue imaginar absolutamente tudo o que ela descreve nesse livro.

Com cerca de 700 páginas, é divido em dois momentos: livro 1 - só serial Killers dos EUA, livro 2 - made in Brazil (spoiler alert: a coisa fica feia no Vampiro de Niterói. Esse, de todos os caras mais bizarros que eu li nesse livro..foi o pior. Definitivamente. Foi com ele que Ilana fez a entrevista que consta no livro).

No final do livro, consta um "anexo técnico", com pesquisas - por outros autores - de assassinatos em série e psicopatia, critérios de classificação de psicopatia, laudo de serial killers, etc.

Shoutout pra Dark Side também, que arrasou na confecção do livro; ele é lindo, esteticamente falando. Se não fosse sobre serial killers talvez eu dormisse com ele toda noite [com o livro - melhor deixar isso beeem claro, né?!].

Enquanto lia, precisei fazer um trabalho na faculdade e escolhi falar sobre Psicopatas.
Esse livro me ajudou de uma forma.. Valendo 2, consegui 2 no trabalho.

Então, Ilana, a minha nota pra você é 10, valendo 10.
 
Desenvolvido por Michelly Melo.