Oi, gente, tudo bem?
Como não estou aqui para falar apenas sobre livros que amei, preciso falar também sobre aqueles que não foram nada com meu tipo de livro preferido, né? Já dou logo esse spoiler sobre a resenha de hoje.
Hoje vamos falar sobre um livro que é chamado de "clássico" por muitos e que data uma época interessante. Virou até filme.
Sinopse
Nick é um corretor de valores que mora nos arredores de um bairro classe A em Nova Iorque. Através de sua prima Daisy, uma rica e extravagante mulher, ele começa a frequentar as altas rodas da sociedade e é assim que conhece o ilustre Gatsby, um homem famoso pelo seu estilo exuberante de vida. Mas o luxo dessas pessoas esconde mais segredos do que ele possa imaginar.
O livro
É um livro curto, confesso, mas que com seu linguajar de época (ele é de 1925) se torna um pouco mais cansativo e exige um pouco mais de atenção à trama que qualquer outro livro.
Achei uma resenha, de Sabryna Rosa, que concordei completamente, então resolvi trazer ela pra vocês:
Nick é aquele narrador que sabe de tudo sem se meter em nada. Acompanha o que acontece na vida daquelas pessoas abastadas e bem vestidas sem no entanto participar diretamente do que acontece. Sorrateiro, ele começa a frequentar a casa da prima, conhece seu marido Tom, sua amante, o marido verdadeiro da amante, e por aí vai. Também conhece O Grande Gatsby, o maior festeiro das redondezas, que não pensa duas vezes em oferecer todo o conforto e abundância para seus convidados. Os dois logo se tornam amigos íntimos e Nick descobre que tudo aquilo, a casa imensa, a riqueza, o estilo de vida, tudo foi conquistado para impressionar Daisy, o amor antigo que Gatsby nunca superou. Daisy, acostumada a um alto padrão de vida, não aceitou o rapaz quando ele ainda era um pobre militar sem um tostão no bolso. Pensando então ser esse o único jeito de conquistar a amada, Gatsby vai em busca da possibilidade de oferecer a única coisa que importa para ela.
Toda a narrativa é uma crítica à sociedade da época, que escondia através do status social uma hipocrisia e um falso moralismo — convenhamos, isso “da época” não tem nada, né? — para atestar uma condição de superioridade sobre os demais. Por trás de todo o dinheiro, das mansões e carros de luxos, havia mentiras, traições, preconceitos, ganância e uma culpa. No final, a grande ação do livro demonstra: 1) pessoas com poder financeiro acham que podem tudo em qualquer área e 2) há amigos de riqueza e amigos que são amigos independente dela.
Como falei ali em cima, existe um filme sobre o livro (na verdade, até dois!):
Essa que é considerada a maior obra de Fitzgerald, então existe: um de 1974 (IMDB: 6.4/10) e um mais recente de 2013 (IMDB: 7.3/10), ambos com o título homônimo ao livro.
A crítica
É um livro curto, mas com leitura pesada. Isso já é um ponto negativo pra mim. Li, esperando ser algo bem interessante, afinal, a história é um clássico e não há quem não conheça, mas na verdade, não cumpriu com minhas expectativas.
Gosto mais de diálogos que de historinha, e esse livro tem mais história que conversa dos personagens. As coisas acontecem com muita rapidez, e sem demarcação de tempo. Você tem que ficar ligado na história pra saber que já se passou um tempinho de um momento pro outro.
De 0 a 10, 5.


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