Roommate - Capítulo 7
O despertador tocou as 6 da manhã e confesso que foi um tormento me levantar. Mas tirei forças (sei lá de onde), tomei um
banho, coloquei um short confortável, blusa e top por baixo, e fui correr. Conforme funcionava pra mim, ir comer em jejum,(principalmente depois da janta de ontem à noite) fui direto.
Dei algumas voltas no quarteirão e depois fui ao supermercado que já começava a abrir. Ainda deu tempo de fazer feira!
Por volta das 8 da manhã, voltei pra casa. Assim que abri a porta me assustei ao ver um Noah descabelado, mas tomando café e assistindo tv.
- virou ou?
- Eu tentei acordar pra te encontrar no mercado, na verdade. - riu, vindo na minha direção me ajudar com as sacolas. - mas não
consegui. Só acordei agora e imaginei que você já teria passado no mercado nessa altura do campeonato.
- Ainda bem que não foi atrás, se não provavelmente ia me encontrar aqui embaixo, chegando. - ri, colocando as compras com
ele na cozinha, Noah não disfarçava os olhares pra mim e minha roupa. - encontrei uma feira pelo caminho e aproveitei para trazer umas frutas também.
- Você vai acabar me deixando mal acostumado, Alice. - disse, sorrindo.
- você ainda tem tempo. - eu disse, olhando pra ele e saindo da cozinha. - vou tomar um banho.
Depois de caminhar/correr até sentir minhas pernas falharem, minha segunda coisa preferida é chegar em casa e tomar um bom banho gelado. Ah, eu amo a sensação da água batendo em minha pele e limpando tudo. Me sinto renovada, de verdade.
Depois de um longo (e relaxante) banho, me arrumei e quando voltei pra cozinha, estava tudo arrumado, nada fora do lugar. Noah
me viu da sala, olhando a cozinha, e disse:
-Arrumei tudo, já. - ouvi sua voz vindo da sala, então me virei.
Ele estava sentado, de óculos, lendo um jornal.
-Que beleza. - Fui até a geladeira, peguei um copo d'água e me sentei ao lado dele, olhando pra TV.
Deu a entender que Noah apenas ligou a TV pra ouvir alguma coisa, porque estava no canal sobre notícias de investimentos e
bolsa de valores, enquanto ele lia o jornal (e parecia estar bem atento).
Então, peguei o controle e mudei.
Na hora, ele levantou a cabeça e virou pra mim, dizendo, e rindo:
-Ei. Estava ouvindo.
-Ah. - ri, sem graça. - Desculpa. Eu achei que você só tinha ligado a TV e deixado no canal que tava...
-Tô lendo sobre a bolsa, nessa parte aqui do jornal. - me mostrou. - e ouvindo sobre as notícias de agora.
Franzi o cenho, olhando-o.
-Você trabalha com o quê? Acho que nunca te perguntei isso.
-Eu sou sócio de um restaurante. Desde pequeno fui educado a estudar sobre o mercado, investimentos, esse tipo de coisa.
Uau.
Ergui a sobrancelha. Tá aí algo que eu não esperava ouvir.
-Sócio de um restaurante?
-É. Do meu pai. - Ergueu a sobrancelha, voltando sua atenção para o jornal. Deu pra perceber que é algo contra a vontade dele. -
Ele não está mais em condições de cuidar integralmente do restaurante, então, eu comprei parte de suas ações.
-E no tempo que sobra, você toca numa banda. - eu disse, sarcástica.
-Aham. - ele sorriu, me olhando. Fiquei um tempo olhando ainda pra ele. Deve ter percebido que as coisas não estavam fazendo lá
sentido na minha cabeça, porque completou - Esse sou eu. 25 anos, formado em Economia, fazendo pós em administração, sócio
de um restaurante e guitarrista de uma banda. Esse cara deve ter dinheiro pra cacete.
Por que diabos ele estava divindo aluguel?
Quase a pergunta saiu pelos meus lábios. Mas vi que Noah estava imerso de novo no jornal. Resolvi não incomodá-lo.
Dez minutos depois, ele perguntou:
-E aí, quais os planos pra mais tarde?
-Barzinho com uns amigos, eu acho. - sorri. - quer ir?
-Nah. Vou descansar hoje. Acordei bem cedo pra correr, sabe. - eu ri com seu comentário. - com o pessoal da sua faculdade?
-Aham. - assenti, checando meu celular pra ver se tinham mandado alguma mensagem sobre o rolê.
Por volta de umas 19:00 a campainha tocou e eu já sabia que era Jess chegando. Ela insistiu para subir no apê, já imagino o
porquê.
Terminei de me arrumar rapidinho para não me atrasar.
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