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Capítulo 13 - a paixão tem o nome dele
Tomei um bom banho,tentando esquecer aquelas mensagens,e pensar só na gente. Coloquei uma jeans,um casaco,pois a neve já estava caindo lá fora,um cachecol e minhas botas de cano alto. Peguei meu celular,coloquei no bolso e trás e simplesmente saí,apenas pra caminhar um pouco.
Na primeira volta ao quarteirão, quando passei na porta de um bar, vi um garoto ser arremessado pra fora dele. Não me contive e acabei me aproximando.
Quando vi, era Paul. E ele estava completamente machucado.
-
-Onde.. Onde eu estou?
Foram as primeiras palavras inconscientes que Paul gaguejou. Havia conseguido arrastar ele pra minha casa, apesar dele estar mancando e não enxergando quase nada pois seu supercílio estava sangrando, e bem ferido. –AI! –Ele se afastou bruscamente quando coloquei um pouco de gelo na lateral de sua boca
-Bom, você quer começar pela parte que te encontro bêbado em um bar ás 13h da tarde, de um feriado, ou pela parte que está completamente machucado e que tenho certeza que estava metido em confusão? –Paul abriu bem os olhos e ficou só me olhando, sem dizer nada. –Paul?
-Jessie.. –Ele murmurou –Ah, Jessie..
-Paul, você está parecendo aqueles caras de filme pornô, bêbados e ainda por cima me chamando dessa forma. Me diz, onde dói? –Paul sorriu um pouco
-Aqui. –Ele pegou minha mão e colocou em cima do seu coração
-Poxa, o cara que te bateu foi fera mesmo, ein! Ele ainda quis tirar seu coração? –Ele riu um pouco
-Não brinca com isso.. –Paul tentou se levantar, mas logo gemeu de dor.
-Ei, fique quieto. Já passei pomada em suas costas e no seu supercílio também, mas você precisa descansar. O que aconteceu, ein?
-Depois de te mandar aquela mensagem na madrugada.. Eu só queria beber. Beber e beber. Mas quando estava indo pro bar, eu recebi uma ligação do hospital, dando noticias da minha mãe. –A voz dele falhou e meu coração na hora, disparou.
-Ela.. Ela está bem, né? –Uma lágrima escorreu de seus olhos
-Ela morreu, Jessie.
-Ah meu Deus.. Eu.. eu sinto muito Paul. –Passei a mão sob seu rosto, dando um leve selinho em seus lábios.
-Eu também. E desde então, tudo o que eu consegui fazer foi encher a cara, tentando esquecer. Porque pareceu que tudo desmoronou, sabe? Eu perdi a melhor amiga que eu pude ter aqui.. E perdi minha mãe. –Engoli em seco, minha vontade foi só chorar naquele momento.
E eu fui tão burra. Poderia ter corrido atrás dele, queria ter estado com ele naquela hora que ele mais precisou de alguém.
-Eu.. Eu estou aqui, tudo bem? –Me ajoelhei de frente a ele. –Eu estou aqui.
-Não me deixa não. Eu sei que faço tanta besteira, sei que te enganei e que você está com vontade de me bater mais do que aquele cara do bar –Ele riu fraquinho–Mas.. Fica aqui comigo. –Paul pegou minha mão e beijou-a.
-Eu vou, Paul. Mas.. O que vai fazer agora?
-Voltar pra casa não vou. Eu tive pouco contato com ela ultimamente, mas voce sabe, é minha mãe. –
Ele se ajeitou, virando pro meu lado, devagarzinho. –Vou ficar aqui por um tempo.. Jogar meu currículo em outra empresa..
-Não precisa fazer isso.
-Eu devo, Jessie. Eu quero ter algo com você, eu quero que o ´nós´ deixe de se tornar só essa palavra idiota e se torne, de verdade, eu e você.
Eu fiquei sem palavras.
-Nenhum cara já disse essas coisas pra mim, Paul.. E eu..
-Eu sei, eu sei. –Ele afagou meu rosto, me beijando. –Mas eu vou cuidar de você, eu prometo isso. –
Paul se jogou em cima de mim, me beijando novamente.
E apesar das coisas não estarem correndo tão bem, o importante foi que ele estava ali comigo. Deslizei minhas mãos por suas costelas, tirando logo sua camisa e ele assim fez com a minha também. Sem separar nossos lábios, Paul encontrou o feche-clair de meu shorts e logo sua mão deslizava por ali, e a minha, em sua Jeans.
-Você não sabe o quanto eu esperei por isso.. –Paul sussurrou em meu ouvido, enquanto beijava minha nuca e descia para meu colo (<colo aqui, me refiro a busto, embaixo da garganta.)
-SH. –Eu calei-o, beijando-o novamente. –Apenas esqueça tudo. Esqueça. –Sussurrei e minutos depois, pude sentir o corpo de Paul se encaixar perfeitamente no meu.
Dizem que se apaixonar, é algo surreal.
Dizem que é algo supérfluo.
Dizem que não existe amor a primeira vista.
Mas desde que vi Paul, eu me apaixonei, e me entreguei desde o primeiro segundo. E quando me perguntam como é se apaixonar, eu também não sei responder. Mas sei que pra mim, se apaixonar tem o nome dele. Tem o meu nome. Tem o ´nós´.
Sei que se apaixonar é bem mais do que querer alguém do seu lado, querer beijar alguém ou querer sentir alguém. Se apaixonar é algo mais profundo. É algo que cada um define, porque cada um sente de sua forma. Eu e Paul, sentimos juntos.
-
Nota da autora: Lembro que escrevi essa história no intuito de mergulhar nas paixões, nos amores de verão, nos amantes de uma semana de duração. Eu queria explorar esse lado da paixão, essa vontade de estar com quem se gosta, de ter vontade de lutar pra ter quem você gosta. Afinal, quando você se apaixona e percebe que vale a pena e que é correspondido, não tem porque fechar o livro assim que começou a história que vale a pena ler.
Capítulo 12 - não estou bêbado ainda
-Ei, Karol, tem 1 minuto? –Assim que Karoline viu minha cara de quase choro, ela na hora deixou eu entrar.
-Claro, claro Jess. Aconteceu alguma coisa?
-Eu.. Eu estou me sentindo muito mal. Pode me dar uma folga?
-Mas é claro que sim. Está liberada até 4ª,ok? Amanhã é feriado de qualquer forma. –Ela sorriu –Me mande noticias, por favor.
-Sim, obrigada Karol. Muito obrigada. –Eu disse, quando na verdade, queria dizer ´´morre vadia, morre´´.
Arrumei rapidamente minhas coisas e dei graças a deus por Paul não estar naquela sala. Quando
Maya me perguntou sobre a festa, eu fraquejei.
Cancelei. Eu tinha muito do que pensar pelo resto do dia.
Assim que cheguei em casa, troquei de roupa e fiquei deitada mesmo. O dia passou devagar. Cada hora foi torturante em pegar o celular, e ver se tinha ou não alguma mensagem de Paul mas consegui me distrair com o filme.
Mas que droga. Não tinha como não parar pra pensar, como que eu estava me apegando aquele menino tão rápido. Pensei na nossa noite na praia.. E em quando dormimos juntos. Pensei em tudo.
Pensei, pensei, e pensei. Até cair completamente no sono.
-
Levantei-me assustada. Sonhei a noite inteira com Paul.
Peraí, a noite inteira?
Jesus, eu tinha dormido o dia inteiro! Fui até a cozinha e tomei um pouco de água, ainda com partes do sonho em minha mente. Eu e Paul discutindo, depois nos beijando.. Tantas, tantas coisas.
Fui pra sala e liguei um pouco a TV, apenas pra me distrair um pouco quando acabei não aguentando mais e peguei meu celular pra ver se havia alguma mensagem.
Haviam 2.
A primeira de Paul, (o que eu já esperava) :
´´Lembra quando eu te disse que nunca havia me apaixonado? Então. Hoje eu perguntei a um amigo meu como era se apaixonar. Ele enrolou, enrolou e no final, não soube explicar. Mas eu tive que procurar lá dentro, bem dentro de mim, a resposta pra essa pergunta. E sabe qual foi? Você. Eu de repente parei de pensar em tudo, e fiquei horas, só pensando em você. Pensando naquele dia na praia, como você sorria, apesar de estar quase bêbada (hahahahaha ok, parei!).Mas.. eu pensei em quando você estava aqui em casa.. Dormia como um anjo. (Sim, eu fiquei horas na madrugada olhando você dormir). Fiquei te fazendo carinho beijando seu rosto e sentindo seu cheiro. Hoje de manhã quando acordei, senti falta disso tudo. Aliás, eu sinto falta desde domingo. Se você me perguntar qual roupa estava na primeira vez que saímos ou o que eu disse, eu não vou lembrar. Mas se me perguntar, como foi passar o dia com a imagem de você quase chorando em minha frente, quando descobriu tudo sobre Karoline, eu te descrevo cada fisgada que senti em meu peito. E te digo mais, se me perguntarem como é se apaixonar hoje, ou amanhã, eu vou continuar não sabendo responder. Mas pode ter certeza que você vai ser a primeira pessoa que vai vir na minha mente. E talvez seja a resposta pra tudo também. Sei que está brava, mas .. Por favor, me perdoa ,Jessie. Me perdoa. Eu não estou mais aguentando essa casa aqui vazia, ou então olhar toda hora no meu celular pra ver se tem uma mensagem sua. Sabe aquela camisa que te emprestei quando dormiu aqui? Entao.. Eu dormi com ela só pra poder sentir seu cheiro e imaginar você aqui do meu lado. Em todo canto, eu procuro um pouco de você. Mas dentro de mim ainda tem muito. “
E a outra mensagem que não sei como consegui ler, já estava com os olhos encharcados de tanto chorar:
´´E não estou bêbado, tá? Não ainda. Hum. Sério.´´
Ah, idiota.
O que eu vou fazer? Eu gosto de Paul.. Eu me apeguei estranhamente e rapidamente a ele. Eu não
posso negar isso.
-
Capítulo 11- não temos nada
Quando vi, tinham algumas mensagens dele no Messenger.
´´Jessie? Por favor, eu preciso muito conversar com você. ´´
´´Jess, não faz isso comigo! Deixa eu te explicar?´´
´´ Explicar o que? Não temos nada pra conversar, ué.´´ -E eu ia bancar a sádica agora.
´´Tudo bem.. Entao só me encontra na dispensa? Por favor, só faça isso.´´
Suspirei, fechando tudo e deixando o computador em espera assim que Paul viu, eu me levantei e ele se levantou também, indo junto comigo até o final do corredor.
-O que quer? –Eu disse assim que ele fechou a porta atrás da gente. –Fala rápido porque aqui é fechado demais e eu fico com falta de ar.
-Eu sei que devem ter te contado do lance com a Karoline..Mas eu juro que eu faço tudo o que ela pede por causa dessa droga desse aumento. Eu não quis te contar, mas minha mãe está muito doente, Jessie. E eu não fui preenchendo meu currículo em qualquer empresa por causa daquele lance com meus pais, mas sim, por causa dela. Eu preciso de dinheiro pra ela.
-Você não cansa de mentir? –Eu perguntei cruzando meus braços –Mas.. Quer saber? Não precisa me explicar mais nada, sério. Nada. Até porque, não temos nada. Entao não estou interessada nas suas ´desculpas´.
-Como nada? Você ficou louca? –Vi os olhos de Paul mudarem conforme eu disse essas coisas.
-Eu fiquei louca? Quem tem algo com alguém não mente, Paul. Não mente. Como eu não menti pra você, em nenhum minuto que ficamos juntos.
-Ok, e você queria que antes que eu te beijasse, eu dissesse, ‘’Jessie, estou dormindo com outra mulher, porque preciso de uma boa posição na Empresa, ok? Você não se importa, né?” Você queria
que eu dissesse o que? Me diz?
-Eu não queria que dissesse nada. Mas que apenas não tivesse começado isso. Tivesse pensado em mim. Em como eu ficaria quando soubesse.
-Mas.. Você acabou de dizer que não temos nada!
-Realmente, não temos. Mas e os meus sentimentos? Acha mesmo que tudo isso foi em vão? –Ele recuou –Ah, é, pra você deve ter sido. Esqueci. –Assim que passei na frente dele, Paul me prensou contra porta, me segurando e disse:
-Eu não sei o que temos, não sei o que você sente, mas eu sei o que eu sinto. Sei que eu adoro quando você sorri e odeio quando você foge dos seus sentimentos. Sei que parece que foi ontem que te conheci, porque foram poucos dias, mas que você me deixou louco como nenhuma garota conseguira um dia. Eu errei, errei muito, mas por favor, me dá uma chance de concertar tudo?
-Eu entendo que é pela sua mãe, Paul, mas não entendo porque mesmo sabendo disso, quis arriscar ter algo com outra pessoa. Você realmente não deveria ter feito isso.
-Tenta encarar, a pressão do seu pai em cima de você pra você voltar pra casa e ficar com sua mãe doente. E ainda por cima, sua chefe te exigindo trabalho diário. Eu não conseguiria encarar isso tudo sozinho, Jessie.
-E você me usou, como uma válvula de escape então? Ah, por favor, Paul Thomas.
-Não é isso.. Mas você me faz tão bem, sabe? Eu não consegui resistir, desde quando você deu aquele primeiro sorriso bobo pra mim. Por favor, me dá uma chance.. –Paul choramingou, e eu juro que o vi quase chorar em minha frente.
-Eu.. eu não posso com isso, não dá. –Me desvencilhei dele, abri a porta e saí dali, o mais rápido possível e fui direto pra sala de Karoline.
-
Capítulo 10 - seu doce cheiro
´´Não fiz nada. Fiquei em casa mesmo, lendo. ´´
Parabéns, Jessie. Você acabou de ganhar um premio de ‘idiota do ano’.
Tentei encostar a cabeça no travesseiro pra dormir só um pouco, mas foi impossível. Minha mente não parava. E pra piorar,recebi duas mensagens de Paul:
´´boa noite,princesa : )estou ansioso pra festa amanhã!´´
E um tempo depois:
´´Jess? Está tudo bem?´´
E me ligou, milhares de vezes. Mas eu só deixei chamar, chamar e chamar.
A ultima coisa que eu queria naquele momento era ouvir a voz dele.
-
Acordei com vontade de levantar 0. Ok, que não adiantaria eu ficar nesse mau humor o dia inteiro. As pessoas não tem nada a ver com isso, e isso só trará coisas ruins pra mim mesma. Porque se Paul ao menos se importasse no que eu sinto não teria feito essa sacanagem toda comigo.
Eu é que fui idiota. Fui idiota demais. Por isso nunca arrisco nada com os homens todos são iguais.
Todos.
Mas hoje apesar d’eu estar destruída por dentro, ao pensar que estaria ate me apaixonando por Paul há dias atrás, vou sorrir. Sorrir, e fingir que nada disso aconteceu.
Coloquei a melhor roupa que eu tinha em meu guarda roupa, prendi meu cabelo e me arrumei, impecavelmente.
Poderia estar tudo desabando mas ninguém se importa.
Então, vou passar a fingir que está tudo bem.
Peguei o primeiro táxi que passou em frente ao prédio –parece que estou com sorte, porque nunca achei um táxi aqui na porta –e assim que cheguei na porta da Empresa com quem que eu dou de cara, saindo do carro?
Sim, Paul.
Ok, não estou mais com sorte.
Paguei minha corrida, e saí do táxi fingindo que nem tinha visto ele. Mas é claro que ele não me deixaria passar assim né?
-Ei, Jess. –Ele me chamou, e eu somente me virei, erguendo a sobrancelha
-O que?
-Está.. Está tudo bem? –Paul se aproximou pra me beijar e eu logo me afastei e virei o rosto.
-Sim, claro.
-Eu te liguei ontem. –Ele segurou meu braço, me virando de novo pra ele. –Várias vezes. Por que não atendeu?
-Hum.. Acho que deixei meu celular na casa de Karoline depois de ter dormido com ela. Mas não se preocupe, porque toda noite eu volto lá então hoje mesmo devo pegar, ok?
-
Paul ficou pálido. Completamente pálido.
Prossegui, e entrei logo na Empresa, sem dizer mais nada. Procurei rapidamente a sala e me sentei.
-Ei amiga, tudo bem? –Maya me abraçou
-Claro! E você?
-To bem.. Sumida! Podia ter me ligado esse final de semana, né? –Sorri, sem graça
-Foi sem querer, viu? Eu só queria um tempinho pra mim.. Mas ein, partiu a festa hoje a noite?
Se eu queria fingir que está tudo bem, não iria ficar fora dessa, né?
-Claro, amiga! Achei até que você não fosse porque sei que gostou do novato e bem, provavelmente ele vai estar lá com ela..
-Que nada! Pra mim, sem problemas. –Dei de ombros, sorrindo e logo liguei meu computador.
Não foi preciso olhar pra porta pra saber que Paul entrava. Em instantes seu cheiro invadiu todo o
ambiente. Seu doce cheiro..
-
Capítulo 9 -o novato se deu bem, ne?
Acordei com uma certa claridade em meu rosto e assim que abri os olhos, vi que só poderia ser o sol mesmo.
-Bom dia, patroa. –Sorri falando um ´´bom dia´´ baixinho de volta para Paul também.
-O que é isso? –Recuei quando vi uma bandeja de comida em cima da cama ao meu lado.
-Hum, seu café da manhã, ué.
-Está falando sério? –Eu ri e me levantei, sentando na beirada da cama –Vou ficar desacostumada dessa forma.
-Não tem problema –Paul se levantou da cadeira em uma escrivaninha que estava sentado, de frente a mim, e veio em minha direção sentando em minha frente e me dando um leve beijo. –Agora sim, bom dia. –Ele encostou nossas testas, roçando nossos narizes e sorrindo.
-Claro que tem problema, Paul.
-Quando quiser, você me chama, e eu vou pra sua casa cozinhar pra você.
-Só cozinhar..? –Falei com um sorriso meigo
-Faço o que quiser, Jess.-Paul colocou a bandeja de lado, se inclinando sob mim e me beijando mais uma vez.
Ele levantou e dobrou minha perna de lado, pra que se encaixasse em cima de mim e não ficasse desconfortável nem pra mim, nem pra ele.
Juro que se me perguntassem o que eu estava fazendo ou sentindo, eu não saberia responder nem metade. Paul ao mesmo tempo que me deixava louca e até com vontade de bater nele, me deixava..
Me deixava feliz. Ele me fazia sentir bem, de uma forma inexplicável.
Enquanto as mãos de Paul se perdiam em minha costela e minhas pernas, as minhas apenas acariciavam sua nuca, e pediam cada vez mais e mais daquele maravilhoso beijo.
-Eu podia fazer isso o dia inteiro.. –Paul murmurou, se deitando ao meu lado, ainda abraçado comigo.
-Faça então. –Ele me olhou com uma cara, muito, mas muito engraçada que não me contive e acabei gargalhando. –O que vamos fazer hoje, ein?
-Estou com dois filmes muito bons pra assistir, topa?
-Claro –Coloquei minhas mãos ao redor de sua nuca, novamente ,o beijando.- Mas vamos ficar vendo filme o dia todo, Paul?
-Jessie, vão dar duas da tarde.- Me assustei
-Está brincando, né?
-Não.. Dormimos demais hoje.
-Caramba! Eu.. Eu preciso ir pra casa e.. –Quando ia me levantar da cama, Paul me deteve, se jogando em cima de mim e dizendo:
-Você não vai fazer nada hoje, ok? A não ser isso –Ele me beijou –Isso –De novo –E isso –E de novo, me fazendo rir.
-Mas amanhã trabalhamos, Paul..
-Consegui meio expediente, amanhã pra poder ficar com você. –Ergui a sobrancelha
-Como conseguiu? Karoline é um saco pra liberar alguém..
-Você sabe, eu consigo as coisas. –Ele deu um sorriso safado –Mas isso é o de menos, ok? Amanhã a noite tem uma festona pra a gente ir..
-Que festa, ein?
-No Grants, vai ser muito boa. Topa, né? –Assenti, beijando ele novamente –OK, tome logo seu café e vamos assistir nossos filmes!
-
Eu e Paul passamos o resto da tarde vendo filmes que ele havia selecionado, comédia romântica e vi até um de terror!
Quando eram por volta das 20h, convenci o mesmo de me levar em casa –ele queria que eu passasse o resto da semana em sua casa!
-Até amanhã, e mais uma vez, obrigada por tudo. –Sorri, dando um selinho nele de despedida.
-Até amanhã e mais uma vez, apareça quando quiser. A porta está sempre aberta, Jess. –Ele me deu outro beijo e eu logo entrei no prédio.
Tomei um bom banho, arrumei minhas coisas pra amanhã, mas logo notei uma mensagem no meu
celular, de Maya:
´´O novato se deu bem.. né?´´
Como ela já soube de nós?
´´Como assim? ´´ -Resolvi perguntar, como se não soubesse de nada.
´´Ué amiga, você não soube? Está todo mundo na empresa comentando! Ele fica cortejando Karoline em troca de ir pra cama com ela. E quando pede algum favor nela, ela retribui, com mais uma noite. Hahahahaha eu sabia que ele não valhia nada. Mas e ai, o que fez no final de semana, ein? Você
sumiu!´´
-
Capítulo 8 - quem sofre nunca esquece
-Pronto
–Disse voltando ao quarto.
-Ficou boa
em você –Ele riu –Vamos tomar logo o chocolate, porque frio não fica muito
bom.. –
Assenti
Assim que
descemos, pegamos nossa xícara e nos sentamos juntos no sofá –não me
pergunte o porque, nem eu sei.
-Pode
ficar aqui até segunda de manhã.. –Paul esticou o braço por cima de meus
ombros, sussurrando.
-Eu tenho
casa também, ok? –Falei rindo, tomando o chocolate.
-Desculpe.
–Ele disse meio sem graça –É que você sabe.. Aqui é enorme. E eu estou sempre
sozinho.. Não gosto disso.
-Seu irmão
não vem te visitar, ninguém? –Ele negou com a cabeça
-Lembra
que te disse sobre meus pais só quererem que eu fosse bem sucedido na vida?
–Assenti –então. Desde que vim pra cá, eles não falam direito comigo. Ano passado
passei o natal com uma amiga.
-Caramba.
-É. Por
isso a casa vive cheia de porta retrato deles.. Mas.. E você? Sua mãe vai te
visitar, as vezes?
-As
vezes.. Ela não se contenta muito também mas por eu ter me afastado dela, sabe?
Ela achava que eu tinha que ficar sobre o mesmo teto dela pra sempre,ou sei lá!
–Rimos –Mas eu não gosto disso.
Não gosto de me prender a ninguém
-Por isso
nunca namorou, Jessie?
Eu sabia
que ele perguntaria algo do tipo.
E sabia, que
uma hora, teria que conversar com alguém sobre isso.
-Pra falar
a verdade, eu já tive um namorado sim, Paul. –ele assentiu –Mas sabe.. Foram tantas
decepções, que eu só quis esquecer, apagar, e fingir que nada aconteceu.
-E.. você
tem medo que isso aconteça de novo?
-Quem
sofre uma vez nunca esquece. É ruim, você se sente insegura toda hora.. Porque
tem medo de que alguém te decepcione, sabe? –Ele assentiu
-Eu.. Eu
nunca me apaixonei. Sempre fui disso de cair na curtição, sair pegando todas
nas festas, ficar bêbado.. por isso que meus pais sempre planejaram um futuro
pra mim. Sempre tiveram medo d’eu sujar o nome da minha família.
-Não
queira se apaixonar –Ri, pra descontrair o momento, mas Paul apenas ficou me
olhando sério, sem dizer nada. –Paul, você se importa d’eu ir dormir agora?
Estou muito, muito cansada.
-Não, claro
que não. Vamos subir e eu arrumo lá em cima pra você. –Assenti e logo subimos.
Enquanto
eu arrumava o lado da cama que iria dormir, vi que Paul arrumava colchões e
colchas no chão ao lado de onde eu iria dormir.
-Você vai
dormir no chão? –Perguntei rindo
-Sim, ué.
Não me importo, pode dormir na cama.
-Na na ni
na não, Paul! Trate de deitar aqui, agora! –Ele riu de mansinho
-Sério, Jess.
Pode ficar aí. Não quero que se sinta incomodada com um cara dormindo ao seu
lado.
-Não estou
acreditando nisso! –Me sentei na cama, indignada
-Boa
noite. –Ele disse, se cobrindo e virando pro outro lado.
Agora foi
a parte que meu lado bonzinho começou a me afetar.
E muito.
Deitei-me
ao lado de Paul, (de frente para as costas dele) e ele logo se virou, dizendo:
-Você é
muito teimosa, sabia?
-Você não
quer dormir na cama.. Dormimos no chão mesmo, né!
Paul começou
a me cobrir e logo entrelaçou suas pernas nas minhas.
-Aqui faz
frio.. –Me cobri mais, tentando me esquentar.
-Chega
mais perto. –Paul sussurrou com uma voz rouca que me fez sentir tão, mas tão
bem e logo me puxou pra perto dele.
Deitei
minha cabeça em seu abdômen e sussurrei:
-Boa noite
Paul.
-Boa
noite, Jess.
E foi com
ele fazendo carinho em minha cabeça que eu adormeci.
-
Capítulo 7 - faz as malas e vem pra cá
-VOCÊ ME
FAZ IR PRA PRAIA, ME EMBEBEDA E AINDA POR CIMA QUASE SOMOS PRESOS, CARA, VOCÊ É
10 MESMO, EIN?! –Bufei assim que entramos no carro, encharcados.
-Cara, calma,
você é muito estressada, sabia?
-Não sou
estressada, Paul ,eu só faço as coisas certas! Posso saber pra onde você está
me levando?
-Sua casa
é no outro bairro, Jessie. Até lá vamos levar no mínimo 30 minutos e eu
realmente não estou afim de ser preso por estar dirigindo alcoolizado. Minha
casa é ali na frente. –Olhei pra ele, brava. –OQUE? QUER QUE EU TE DEIXE NA RUA?
EU PARO AQUI MESMO. –Ele freou bruscamente o carro e eu só suspirei, olhando
pela janela.
Aposto que
ele sabia que isso tudo iria acontecer só pra me levar pra casa dele.
Mas quer
saber?
Eu estou cansada
de ser a garotinha certa que faz tudo pra agradar todos. Porque no final, quem
acaba sozinha, sou eu mesma!
Então, está
mais do que na hora d’eu aproveitar porque cansei.
Assim que
chegamos na sua casa Paul me jogou uma toalha, pra que me cobrisse e me
secasse, estava muito frio.
-Quer um
chocolate? Hoje está marcado pra um dos dias mais frios do ano.. –Ele disse
indo pra cozinha e eu fui me aproximando da sala.
-Quero
sim, obrigada. –Fui olhando os porta retratos. Eram fotos de Paul quando
pequeno, ele com seu irmão, seus pais..
Sua
família era linda.
Sentei-me
em uma poltrona e me cobri mais com a toalha.
-Vou ligar
isso aqui.
Paul havia
tirado a camisa e colocado uma calça de moletom cinza. Foi quando vi que aquele
garoto, não tinha nada de garoto não, Paul era um homem já. Ele estava
colocando lenha na lareira quando eu não me contive e perguntei:
-Paul.. Quantos
anos você tem? –Ele riu se virando pra mim
-26. Por
que? –Arregalei os olhos.
Isso eu
realmente não esperava.
-Jura?
–Falei sem graça. –Caramba..
-Aparento
ser mais novo, né? –Ele riu –Todo mundo sempre diz.. mas e você?
-23. –Ele
gargalhou
-Estou
falando sério ,Jessie. Se você é mais velha, pode falar. Não me incomodo não.
-Tenho
23,Paul. É sério.. –Paul se aproximou e tocou no meu rosto
-Você é
real? –rimos –Caramba.. Você aparenta ser bem mais velha! –Revirei os olhos- No
bom sentido, é claro.
-É, já
ouvi bastante isso também. E o chocolate, ein?
-Vou pegar
patroa, vou pegar.
Levantei-me
e fui atrás de Paul na cozinha, e assim que ele se virou pra me entregar o
chocolate, eu perguntei:
-Você tem
alguma camisa pra me emprestar? Esse vestido está encharcado ainda. –Falei sem
graça
-Claro que
sim, segure aqui. –Ele me entregou a xícara do chocolate –Pode vir, se quiser.
-Aham..
–Falei subindo atrás dele.
A casa
dele era enorme.
-Não
entendo porque mora aqui sozinho..
-Tem um
quarto a mais a casa pode fazer suas malas e vir pra cá então. –Revirei os
olhos, rindo –Estou brincando, ei!
Assim que
entramos em seu quarto, fiquei mais abismada ainda. Era lindo, lindo e lindo!
Havia uma estante com muitos livros do lado da porta, e mais na frente, uma
cama de casal gigante. Com uma
TV maior ainda na parede contrária.
-Serve
essa? –Paul me jogou depois de pegar no armário
-Sim, qualquer
uma está bom.
-Tem um
banheiro no corredor, fica a vontade.
-Obrigada.
–Sorri e fui adiante.
Troquei
logo aquele vestido e a camisa de Paul coube como uma linda camisola na
verdade. Mas .. O melhor não foi isso.
Estava com
seu cheiro.
Seu doce
cheiro.
Capítulo 6 - é proibido nadar
-Sei que
você adora esbarrar nos outros, -Ele riu –Sei que adora me pegar desprevenida, e
ah, adora me cortejar também. –Paul fez uma careta, rindo. –Adora dar em cima
de todas..
-Ah, isso
aí é mentira! –Neguei com a cabeça –Como sabe, então?
-Bom, primeiro
que usou aquela pegadinha que aprontei com você sobre o almoço de Karoline como
oportunidade pra pegar ela e acabou conseguindo um aumento. –Ele olhou pro
outro lado, sem dizer nada. –E segundo que Maya me disse que viu você chamando
2 garotas do escritório pra sair.
-Ah, mas
elas... –Antes que ele terminasse, eu falei:
-Paul, por
favor, né? Eu conheço o seu tipo. –Ele gargalhou
-Claro que
não conhece, Jessie. Você não sabe nem metade do que eu sou capaz de fazer. Posso
te surpreender, sério.
-Pode? Ah,
por favor, se pudesse já teria feito. –Revirei os olhos
-Ah, é? E você
acha mesmo que qualquer cara teria corrido tanto atrás de você, só em 3 dias, e
você chutando ele dessa forma? Você acha mesmo que qualquer cara estaria aqui, conversando
com você, numa boa, invés de estar te agarrando ou te levando pra cama? –Olhei
pra ele, erguendo a sobrancelha.
-E vai
admitir que não é o que você queria estar fazendo?
-Queria,
mas se você não quer pra mim está tudo bem. Te pedi uma chance, e quero saber
aproveitá-la.
-Hum...
–Falei irônica, rindo. –Está certo, está certo.
-Mas você
queria..? –Concentrei minha vista no mar
-O que?
–Olhei pra ele, sem graça.
-Que eu te
beijasse.. De novo. –Ele riu
-Vou te
falar o que eu quero –me levantei –Dar um mergulho.
-AHHH não!
Está brincando, não é?
-Vamos, por
favor? –Me curvei, fazendo biquinho
-AAAAH..
–Paul rapidamente se levantou, me pegou no colo e saiu correndo
-NAAAO!
–Eu gritei –SÉRIO, ME SOLTA! –Rimos –A AGUA DEVE ESTAR GEL....-E era tarde
demais, ele já havia me jogado junto com ele na água. –Vou te matar, sério.
–Tremi
-Está com
frio? –Revirei os olhos
-Não, cara!
Olha como a água está quentinha! Ai, droga, acho que até me queimei!
-Vem cá
então. –Ele me puxou pela cintura me abraçando muito forte –Está melhor agora?
–Nos afastamos um pouco, concentrando o olhar somente um no outro.
Um grande
farol veio em nossa direção e ouvimos uma grossa voz de um rádio, dizer:
´´ATENÇÃO: Retirem-se
do mar, por favor. É proibido nadar a noite nessa praia?´´
-
Capítulo 5 - por que eu faria isso?
´´bom dia
dorminhoca : )´´
´´VOCE ME
ENGANOU,BABACA!´´
E em segundos
já tinham2 ligações perdidas em meu celular.
-Que é, Paul?
–Liguei de volta, irritada me levantando da cama.
-Que que
eu fiz, cara? –Ele riu
-Hoje é
sábado, seu idiota! Não trabalhamos hoje!
-Eu sei e
daí?
-E daí que
ontem a noite falou sobre trabalho! E vamos sair hoje.. E..
-E sim, você
vai sair comigo querendo ou não.
-Vamos pra
onde, Paul?
-Pro
melhor lugar de Nova Orleans que você pode conhecer.
-
-Não acredito
que me trouxe pra cá!
Eram 20h
da noite de um sábado, estava frio, e onde eu estava com Paul?
Na praia.
-Gosto
daqui. –Ele falou se sentando, e colocando 2 garrafas de Whisky ao seu lado.
2
garrafas.
D U A S.
-Eu não
bebo, Paul, sério. –Falei me sentando ao lado dele e rejeitando a garrafa
quando o mesmo me ofereceu
-Vai
experimentar agora.
-Por que
eu faria isso?
-Porque.. Porque,
ah, cala a boca e experimenta logo, Jessie. –Suspirei e assim o fiz.
E era bom
demais, caramba!
-Falei que
ia gostar. –Paul disse, irônico, quando me viu já no 4ºgole.
-OK, e
qual foi sua intenção de me trazer pra praia, me embebedar e descobrir meus
piores segredos?
-Olha, pra
ser sincero, hoje fazem 3 ou 4 dias que te conheci mas já sei o bastante sobre
você, Jess. –fitei ele sem dizer nada –Como.. Você prefere trabalhar do que
conversar com alguém porque não tem noção do quanto é bom ter uma companhia por
perto.. Você me xinga quando está nervosa.. –Ri, revirando os olhos. –Você..
Fica linda quando sorri. –Paul falou se aproximando e eu não consegui recuar
E acabou
acontecendo, o inevitável.
As mãos
dele rapidamente foram parar ao redor de minha cintura e as minhas em sua nuca.
Paul me deu um leve selinho que em segundos, se transformou em um longo beijo.
Ok, eu já
namorei uma vez. E me decepcionei muito, muito mesmo. Mas.. O que eu senti com
esse beijo, foi diferente. Foi algo que realmente mexeu comigo naquela
noite. Mas antes que eu permitisse que Paul me deitasse e se deitasse em cima
de mim, acabei dizendo:
-Idiota.
–E o afastei, sem graça.
-Viu, eu
disse. Está nervosa–Paul falou rindo e abraçando suas pernas (ele estava sentado).
-Não
estou. –Falei rindo, sinicamente.
-Está.
-Não estou,
é sério.
-Cala a
boca, porque sei que está.
-Cala a
boca você, retardado! –Ele ergueu a sobrancelha, como se dissesse ´´viu, eu
disse´´. E eu apenas fiz sinal de que estava surpresa, rindo. –Como se eu
não soubesse algo sobre você, né?
-Ah ta, e
o que você sabe, ein?
-
Capítulo 4 - e que noite.
Dançamos
aquela musica inteira e talvez tenhamos conversado por horas, e horas e
horas
-MEU
DEUS,SABE QUE HORAS SÃO,PAUL THOMAS? –Falei em um tom recriminador, com
vergonha
-Não..
Hum.AI CARAMBA -Paul falou minutos depois de ter olhado em seu relógio.
Já iam dar
00h.
-Isso
porque você disse que iria me fazer dormir cedo, ein. –Revirei os olhos, rindo.
-Mas pelo
menos consegui algo melhor. –Franzi o cenho. –Fazer você sorrir.
Ok, agora
sim eu estava corando.
-Vamos
embora, sim?
Depois de
muito insistir, Paul concordou em dividir a conta e logo ele estava me deixando
na porta de meu prédio.
-Obrigada
por hoje, Paul. –Eu disse tirando o cinto de segurança e sorrindo um pouco.
-Não foi
nada.. Eu só estava precisando me distrair um pouco.
-Aconteceu
algo? –Não resisti e perguntei
-Sabe..Você
me falou aquelas coisas sobre você e bem..Eu acabei não te contando sobre mim.
Eu não
iria conversar com ele, dentro do carro né?
-Venha,-Abri
a porta fazendo sinal pra que saísse do carro. –Entre um pouco, acho que ainda
temos muito o que conversar. –Ele concordou saindo e não dizendo mais nada.
Assim que
subimos, ele falou:
-Uau! Apartamento
grande pra ser só você aqui.. –Se aproximou da sala enquanto eu fechava a porta
e colocava minha bolsa na mesa ao lado.
-É.. eu
não gosto de lugares pequenos. Me sinto sufocada. Quer uma água, vinho, sei lá?
-Não, obrigado.
-Fique a
vontade.. –Fiz sinal pra que se sentasse e assim ele fez.
-Sabe..
–Paul suspirou meio sem graça ainda- Eu na verdade estou aqui pra fugir de
minha família.
Eles me cobraram a vida inteira pra eu ser um juiz famoso, ou
então um médico bem sucedido. E eu não quero isso sabe? –Assenti –Eu acredito
na felicidade no próprio trabalho. Eu acredito nisso.
-E foi por
isso que mandou seu currículo pra Mark?
-Exatamente..
E sério, eu sinto muito por na sorte, ter tomado o lugar que você poderia estar
representando agora. –Fiz sinal pra que não ligasse- Eu mandei meu currículo
pra primeira empresa que vi pela frente. –Rimos –E deu nisso..
-Você vai
gostar de lá. Karoline apesar de seus ataques diários é uma boa chefe.
-Com
certeza. Gostei dela..
Um
silencio constrangedor começou a surgir, mas graças a Deus ele perguntou:
-Mas..posso
te fazer uma pergunta, Jess? –Sabia que viria algo mas mesmo assim, falei:
-Pode, Paul,
pode. –Ri me levantando, enquanto ia na cozinha pegar um pouco de água.
-Conversamos
um pouco no restaurante.. –Ouvi a voz dele se aproximando de mim –E agora
aqui.. Então.. o que achou?
-Do
que?-Me encostei na bancada, me virando pra ele
-Você
sabe...
-OK, foi
bom, preciso admitir. –Fitei o chão, odiando admitir isso. –Sei lá, havia um
tempo que eu não saia com alguém e me divertia dessa forma..
-E o que
acha de sairmos de novo amanhã? –Ele se aproximou e eu acabei não resistindo em
dizer:
-Gosto da
ideia. Mas nada ligado a vinho, estou com uma enxaqueca terrível!
-Quer que
eu passe a noite aqui, cuidando de você? –Paul colocou uma mecha de meu cabelo
atrás da minha orelha
-Na na ni
na não! –Afastei ele, e rimos juntos –Já está até na hora de ir –Empurrei ele
pra porta
-OK,OK
–Ele jogou as mãos pra cima, se rendendo
-Boa noite
e até amanhã, Paul. –Me encostei na beirada da porta, me despedindo.
-Até
amanhã...No trabalho..Ou.. –Assenti –Yessss.-Ele fez uma dancinha ridícula que
me fez rir a toa. –Boa noite ,Jess. –Paul se aproximou dando um demorado beijo
em minha bochecha.
-Boa
noite.. –Eu sussurrei pra mim mesma, mais uma vez depois que ele já havia
saído.
E que
noite!
-
Capítulo 3 - dança comigo?
Soltei meu cabelo, bagunçando-o da forma que eu gosto
e arrumei minha camisa. Pronto, estava ótimo agora.
-Bem melhor agora. –Ele deu um sorriso safado e quando
olhei pra ele como quem diz ´vou te bater´ele
logo recuou, dizendo –NAO, NAO, ta horrível, NOSSA, CARAMBA,QUANTO CUSTA PELO
HALLOWEEN? –Eu gargalhei, não me contive.
Não ria assim com alguém a meses.
Chegamos a Empresa rapidinho e é claro que Maya quando
me viu entrando com Paul, fez aquela cara de ´wtf?´e eu expliquei pra ela rapidinho. E é claro que depois ela fez
aquela cara de ´´hummm´´.
Normal.
Arrumei tudo e dei conta de meu trabalho rapidinho. Levantei
por 2 minutos pra tomar um pouco de água e quando voltei, tinha um recado
colado na tela de meu computador:
‘’Deixa eu adivinhar.. Foi dormir ás 4 ontem? Enfim,
se não quer acordar atrasada, jante comigo hoje a noite. ‘’
Franzi o cenho lendo antes de levantar a cabeça pra
olhar na direção de Paul,e vê-lo fazendo sinal de digitar; queria dizer pra eu
enviar uma mensagem, no celular.
Enviei pra ele
‘’Não entendi, explica? Hahahah”
“Porque eu te cansaria rapidinho no jantar e você iria
pra cama cedo. Sacou? Hahahahahahaha”
“Já disse o quanto você é babaca? Nao sei. Vou ver, ok?”
“Por que você nunca me diz um sim, Jessie?”
“Porque você nao merece, ué!” –Suspirei.
Nunca dei intimidade a ninguém do meu trabalho e Paul
não iria fazer eu dar intimidade pra ele. Não, não iria.
“Então deixa eu te provar que mereço? Só preciso de
hoje a noite e amanhã.”
“Ah, está vendo? Você está sempre alongando as coisas!
Parece que precisa fazer tudo hoje e já pensa no amanhã.”
“Porque eu quero fazer você sorrir amanhã mais do que
eu fiz hoje. “
E pronto.
A única coisa que eu consegui responder, foi: ´´me
pega na porta do prédio,ás 19h. Sem atraso, entendeu? ”´e esperar, tenho que
admitir, ansiosamente pelas 19h.
-
-Uau.
Foi a única coisa que Paul disse quando me viu saindo
do prédio, após eu cumprimenta-lo ao me
aproximar.
-Boa noite pra você também. –Falei. Estava muito sem
graça.
Eu nunca fui de sair com caras. Sair mesmo; pra
jantar, almoçar ou o que for. Estava com muita vergonha.
-Quis dizer que está.. –Fiquei olhando pra ele fazendo
uma cara de ´´por favor, nao me elogie agora ou escondo meu rosto debaixo do
carro ´´ -Apresentável.
-Obrigada. –Sorri-Você também, Paul. –Entrei no carro
–Onde vamos jantar?
-Em um restaurante muito bom que eu conheço. Você vai
adorar.
-Você sabe muito sobre mim. –Falei distraidamente
olhando pela janela e ouvi ele sussurrar algo, mas não dei muita importância.
Depois de uns 20 minutos chegamos ao local.
Era muito, muito lindo.
-Parece que gostou. –Paul disse quando nos sentamos e
me viu ainda olhando para os lados e admirando a decoração dali.
-Tenho que admitir. –Sorri.
Peguei o cardápio que o garçom veio oferecer e logo
Paul pediu 2 taças de vinho para nós dois.
-Então..Você mora sozinha aqui, na grande Nova
Orleans?
-Viemos aqui falar sobre mim? –Perguntei meio sem
graça
-Bom, num encontro as duas pessoas falam sobre..Você
sabe, elas duas.
Cheguei até a querer perguntar ´´isso é um
encontro?´´ mas não tive coragem o suficiente.
-Ok.. Eu me mudei pra cá aos 16, fiz umas faculdades mas
acabei sendo aceita pela Empresa, por isso estou lá há 2.. –Paul assentiu
–Minha mãe é de Ny, e está lá com minha família, acho.
-Entendi. –Paul bebericou seu vinho –Você nunca ficou bêbada?
-Ai meu deus –Eu ri –Que pergunta é essa Paul? Sim, já
fiquei bêbada. Muitas vezes..
-Aposto que já pegou muitos numa boate, bêbada né?
–Revirei os olhos, batendo nele –OK, estou brincando! É que.. eu adoraria te
ver bêbada.
-Não, não é legal me ver bêbada!
-Por que? –Ele riu –Você é das que fica falando sobre
ex?
-Nao, nao tenho nem um ex pra falar sobre. –Ri –Sou
das que começa a dançar descontroladamente
-Então vamos chamar o garçom e pedir a adega de vinho
inteira. –Eu gargalhei junto com ele. –
Brincadeira.
-E você? Qual foi a pior coisa que já fez?
-Uma vez, meu irmão me embebedou e fez eu ligar pra
minha ex. Nós tínhamos terminado um namoro de 2 anos –Ergui a sobrancelha –E eu
estava mal porque terminamos por ela ter de fazer um intercambio.. Então, eu
disse tudo o que sentia no telefone, mas quem disse algo depois foi o novo
namorado dela.
-Não acredito. –Olhei assustada pra ele, bebendo meu
vinho depois
-Sim, ele era mau! Então, eu embebedei ele e o fiz vestir
roupas intimas de mulher. Publiquei na internet várias fotos. Tenho até hoje, muito
bem guardadas!
-Minha irmã
nunca fez nada de mal comigo.. Mas eu já aprontei muito com ela, coitadinha! –Ele
se debruçou um pouco na mesa querendo saber mais. –Já afoguei ela na piscina, pintei
ela de bolinhas e disse a mamãe que ela havia pego catapora, mas essa não deu
muito certo, a não ser pela parte que minha irmã realmente entrou em pânico!-Paul
gargalhou
-Você é má, garota, é má!
-Gosto de ser uma bad girl. –Falei terminando
meu vinho e sorrindo.
Ficamos um pouco em silencio, e logo começou a tocar
minha musica preferida.
-Gosto dessa musica que está tocando.. Give
me love like her,cause lately I've been waking up alone..
–Paul cantarolou baixinho
- Paint splattered
teardrops on my shirt,told you I'd let them go.. –Continuei, apoiando meu
braço na mesa e em minha cabeça.
Ed –cantor
dessa música - é sensacional, sem dúvida!
-Dança
comigo? –Paul se levantou, esticando sua mão.
E meu
coração quase saiu pela boca. Eu nunca havia dançado com alguém, a não ser no
baile de formatura que o menino que eu ficava na época me tirou uma dança mas..
Por que Paul iria querer dançar comigo?
Ok, era só
uma dança, Jessie.
Com as
pernas bambas, mãos tremendo e o coração disparado segurei sua mão, e
simplesmente disse sim.
-
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