Dançamos
aquela musica inteira e talvez tenhamos conversado por horas, e horas e
horas
-MEU
DEUS,SABE QUE HORAS SÃO,PAUL THOMAS? –Falei em um tom recriminador, com
vergonha
-Não..
Hum.AI CARAMBA -Paul falou minutos depois de ter olhado em seu relógio.
Já iam dar
00h.
-Isso
porque você disse que iria me fazer dormir cedo, ein. –Revirei os olhos, rindo.
-Mas pelo
menos consegui algo melhor. –Franzi o cenho. –Fazer você sorrir.
Ok, agora
sim eu estava corando.
-Vamos
embora, sim?
Depois de
muito insistir, Paul concordou em dividir a conta e logo ele estava me deixando
na porta de meu prédio.
-Obrigada
por hoje, Paul. –Eu disse tirando o cinto de segurança e sorrindo um pouco.
-Não foi
nada.. Eu só estava precisando me distrair um pouco.
-Aconteceu
algo? –Não resisti e perguntei
-Sabe..Você
me falou aquelas coisas sobre você e bem..Eu acabei não te contando sobre mim.
Eu não
iria conversar com ele, dentro do carro né?
-Venha,-Abri
a porta fazendo sinal pra que saísse do carro. –Entre um pouco, acho que ainda
temos muito o que conversar. –Ele concordou saindo e não dizendo mais nada.
Assim que
subimos, ele falou:
-Uau! Apartamento
grande pra ser só você aqui.. –Se aproximou da sala enquanto eu fechava a porta
e colocava minha bolsa na mesa ao lado.
-É.. eu
não gosto de lugares pequenos. Me sinto sufocada. Quer uma água, vinho, sei lá?
-Não, obrigado.
-Fique a
vontade.. –Fiz sinal pra que se sentasse e assim ele fez.
-Sabe..
–Paul suspirou meio sem graça ainda- Eu na verdade estou aqui pra fugir de
minha família.
Eles me cobraram a vida inteira pra eu ser um juiz famoso, ou
então um médico bem sucedido. E eu não quero isso sabe? –Assenti –Eu acredito
na felicidade no próprio trabalho. Eu acredito nisso.
-E foi por
isso que mandou seu currículo pra Mark?
-Exatamente..
E sério, eu sinto muito por na sorte, ter tomado o lugar que você poderia estar
representando agora. –Fiz sinal pra que não ligasse- Eu mandei meu currículo
pra primeira empresa que vi pela frente. –Rimos –E deu nisso..
-Você vai
gostar de lá. Karoline apesar de seus ataques diários é uma boa chefe.
-Com
certeza. Gostei dela..
Um
silencio constrangedor começou a surgir, mas graças a Deus ele perguntou:
-Mas..posso
te fazer uma pergunta, Jess? –Sabia que viria algo mas mesmo assim, falei:
-Pode, Paul,
pode. –Ri me levantando, enquanto ia na cozinha pegar um pouco de água.
-Conversamos
um pouco no restaurante.. –Ouvi a voz dele se aproximando de mim –E agora
aqui.. Então.. o que achou?
-Do
que?-Me encostei na bancada, me virando pra ele
-Você
sabe...
-OK, foi
bom, preciso admitir. –Fitei o chão, odiando admitir isso. –Sei lá, havia um
tempo que eu não saia com alguém e me divertia dessa forma..
-E o que
acha de sairmos de novo amanhã? –Ele se aproximou e eu acabei não resistindo em
dizer:
-Gosto da
ideia. Mas nada ligado a vinho, estou com uma enxaqueca terrível!
-Quer que
eu passe a noite aqui, cuidando de você? –Paul colocou uma mecha de meu cabelo
atrás da minha orelha
-Na na ni
na não! –Afastei ele, e rimos juntos –Já está até na hora de ir –Empurrei ele
pra porta
-OK,OK
–Ele jogou as mãos pra cima, se rendendo
-Boa noite
e até amanhã, Paul. –Me encostei na beirada da porta, me despedindo.
-Até
amanhã...No trabalho..Ou.. –Assenti –Yessss.-Ele fez uma dancinha ridícula que
me fez rir a toa. –Boa noite ,Jess. –Paul se aproximou dando um demorado beijo
em minha bochecha.
-Boa
noite.. –Eu sussurrei pra mim mesma, mais uma vez depois que ele já havia
saído.
E que
noite!
-


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