Capítulo 4 - e que noite.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Dançamos aquela musica inteira e talvez tenhamos conversado por horas, e horas e horas

-MEU DEUS,SABE QUE HORAS SÃO,PAUL THOMAS? –Falei em um tom recriminador, com vergonha

-Não.. Hum.AI CARAMBA -Paul falou minutos depois de ter olhado em seu relógio.
Já iam dar 00h.

-Isso porque você disse que iria me fazer dormir cedo, ein. –Revirei os olhos, rindo.

-Mas pelo menos consegui algo melhor. –Franzi o cenho. –Fazer você sorrir.

Ok, agora sim eu estava corando.

-Vamos embora, sim?

Depois de muito insistir, Paul concordou em dividir a conta e logo ele estava me deixando na porta de meu prédio.

-Obrigada por hoje, Paul. –Eu disse tirando o cinto de segurança e sorrindo um pouco.

-Não foi nada.. Eu só estava precisando me distrair um pouco.

-Aconteceu algo? –Não resisti e perguntei

-Sabe..Você me falou aquelas coisas sobre você e bem..Eu acabei não te contando sobre mim.

Eu não iria conversar com ele, dentro do carro né?

-Venha,-Abri a porta fazendo sinal pra que saísse do carro. –Entre um pouco, acho que ainda temos muito o que conversar. –Ele concordou saindo e não dizendo mais nada.

Assim que subimos, ele falou:

-Uau! Apartamento grande pra ser só você aqui.. –Se aproximou da sala enquanto eu fechava a porta e colocava minha bolsa na mesa ao lado.

-É.. eu não gosto de lugares pequenos. Me sinto sufocada. Quer uma água, vinho, sei lá?

-Não, obrigado.

-Fique a vontade.. –Fiz sinal pra que se sentasse e assim ele fez.

-Sabe.. –Paul suspirou meio sem graça ainda- Eu na verdade estou aqui pra fugir de minha família. 
Eles me cobraram a vida inteira pra eu ser um juiz famoso, ou então um médico bem sucedido. E eu não quero isso sabe? –Assenti –Eu acredito na felicidade no próprio trabalho. Eu acredito nisso.

-E foi por isso que mandou seu currículo pra Mark?

-Exatamente.. E sério, eu sinto muito por na sorte, ter tomado o lugar que você poderia estar representando agora. –Fiz sinal pra que não ligasse- Eu mandei meu currículo pra primeira empresa que vi pela frente. –Rimos –E deu nisso..

-Você vai gostar de lá. Karoline apesar de seus ataques diários é uma boa chefe.

-Com certeza. Gostei dela..

Um silencio constrangedor começou a surgir, mas graças a Deus ele perguntou:

-Mas..posso te fazer uma pergunta, Jess? –Sabia que viria algo mas mesmo assim, falei:

-Pode, Paul, pode. –Ri me levantando, enquanto ia na cozinha pegar um pouco de água.

-Conversamos um pouco no restaurante.. –Ouvi a voz dele se aproximando de mim –E agora aqui.. Então.. o que achou?

-Do que?-Me encostei na bancada, me virando pra ele

-Você sabe...

-OK, foi bom, preciso admitir. –Fitei o chão, odiando admitir isso. –Sei lá, havia um tempo que eu não saia com alguém e me divertia dessa forma..

-E o que acha de sairmos de novo amanhã? –Ele se aproximou e eu acabei não resistindo em dizer:

-Gosto da ideia. Mas nada ligado a vinho, estou com uma enxaqueca terrível!

-Quer que eu passe a noite aqui, cuidando de você? –Paul colocou uma mecha de meu cabelo atrás da minha orelha

-Na na ni na não! –Afastei ele, e rimos juntos –Já está até na hora de ir –Empurrei ele pra porta

-OK,OK –Ele jogou as mãos pra cima, se rendendo

-Boa noite e até amanhã, Paul. –Me encostei na beirada da porta, me despedindo.

-Até amanhã...No trabalho..Ou.. –Assenti –Yessss.-Ele fez uma dancinha ridícula que me fez rir a toa. –Boa noite ,Jess. –Paul se aproximou dando um demorado beijo em minha bochecha.

-Boa noite.. –Eu sussurrei pra mim mesma, mais uma vez depois que ele já havia saído.


E que noite! 

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