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Capítulo 92 (Final) - Minha Ariel estava de volta.

quarta-feira, 17 de julho de 2019 Nenhum comentário


-Cara, você ta legal? –Kevin perguntou quando me viu secando o rosto rapidamente e me afastando da tela do computador.

-Ela se lembrou. –Falei baixinho, me levantando e fitando o chão, ainda tentando assimilar tudo. –ELA SE LEMBROU CARA! ELA SE LEMBROU! –Eu sacudia Kevin feito um louco.

Mas agora eu não perderia essa chance. Eu não posso deixar minha Ariel.

Saí correndo dali, peguei meu carro e fui direto pra casa. Eu ia nesse exato instante pra Boston.

Assim que cheguei no meu apartamento subi que nem um louco.

E quando eu cheguei no meu quarto, a vi olhando pela janela. Ela foi se virando aos poucos, e céus, estava mais linda do que nunca.

Seu cabelo estava nos ombros, um tanto repicado e ela tinha feito uma franjinha de lado. Nesse tempo todo que ficamos longe um do outro, Ariel ganhou bastante corpo também –estava mais gostosa ainda, por mais impossível que fosse!

Ela me olhou de cima a baixo, assentiu com a cabeça sorrindo e cruzou os braços, falando:

-Achei que fosse demorar mais.

-Como subiu? –Eu perguntei, sorrindo feito uma criança.

-Eu me lembrei de Alexandre. E graças a Deus, ele me reconheceu também. –Ela dizia meu porteiro.

-Ahn..

Eu me aproximei dela, sorrindo, e ela começou a falar:

-Foi bem difícil, sabe. –Ariel desviou de mim, andando pelo quarto. –Eu sei que você não aguentaria ficar todo o tempo comigo, te chutando por te achar um estranho como qualquer um. Mas queria que tivesse passado todo esse tempo comigo.

-Você acha que é tarde demais pra recompensarmos esse tempo?

-Talvez seja. –Assim que ela disse, ela se virou, e fixou seus olhos nos meus.

Uma tristeza enorme tomou parte de mim.

Eu havia chegado tarde demais.

-Mas acredito que não tenha hora marcada pro amor. Pra mim, ele estará sempre disponível, Sebastian. Ainda mais quando se trata de você.

Antes que eu pudesse gritar de tanta alegria, Ariel se aproximou aos poucos de mim, apoiou seus braços eu meus ombros e me deu um calmo selinho. Que fez meu coração ir a mil.

Conduzi minhas mãos a sua cintura e colei nossos corpos, como duas alma gêmeas.

Independente do tempo, elas nunca se separam. Não completamente.

-Eu te amo, Ariel. –Sussurrei em seu ouvido logo depois, abraçando-a mais forte ainda.

Ela se afastou, e olhou pra minha mesinha onde estava a caixinha de veludo preta, na qual eu havia dado a aliança pra ela, ali dentro.

-Me devolva.

-O que?

-Minha aliança.

-E por que eu faria isso? -Perguntei brincando.

-Porque acho que agora eu realmente tenho um motivo pra usá-la, amor.

E no instante que Ariel disse isso, um choque atingiu cada célula e membro de meu corpo. No mesmo segundo eu soube, com toda certeza, que Minha Ariel estava de volta.


- 

[/Nota Autora: Caramba! Eu nunca imaginei criar uma história tão longa, e com tantos detalhes importantes. Apesar de serem personagens de minha autoria –eu não curto escrever Histórias com “meus” personagens. Sei lá. –foi uma história significativa pra mim. Meu sonho sempre fora fazer uma baseada nesse livro “The Vow” que levou ao filme, “Pra Sempre”, fora o que mais me emocionara, e me mostrara, como quando duas pessoas são feitas pra ficar juntas, nao há nada, nem ninguém no mundo que possa impedi-las. O amor é uma força indestrutível, insubstituível e que cada um, sente de cada forma diferente.
Espero que tenham gostado –Apesar de ter ficado longa, acredito que valeu MUITO apena escrever -. /]



Capítulo 90 - Quantas vezes você quer partir meu coração?

segunda-feira, 15 de julho de 2019 Nenhum comentário


Segurei cada parte de meu corpo pra não acabar com a raça daquele cara.

Ariel não lembrava nem de mim e provavelmente não lembrava de Tom. É.

-O que faz aqui?

-Eu vim conversar um pouco com Ariel esses dias. E não demorou muito pra nos acertarmos.

-Eu ouvi a campainha toc..

E quem foi que desceu, em um hobbie, de cabelo molhado? A própria.

-Sebastian? –Ariel se aproximou da porta –Por que não o deixou entrar, Tom?

-Ele..

-Como você pode fazer isso com a gente, Ariel? –Eu disse com lágrimas escorrendo pelo meu rosto. –Quantas vezes você quer partir meu coração?

-Hã? Do que está falando Sebastian?

-Você brigou comigo e me mandou embora porque não te contei a verdade. Mas você acha mesmo que esse canalha lhe contou tudo o que precisava saber? Acha mesmo? –Sequei meu rosto com as costas das mãos, jogando o buque de flores que eu havia trazido no chão. –Incrível como nem o acidente pode mudar os fatos.

E desci, me afastando o mais rápido possível daquele prédio. 

Ariel tinha seguido sua vida com ou sem memória.

Eu estava lúcido o bastante pra saber que era minha vez de seguir em frente.
-

Depois que Sebastian foi embora, eu só consegui começar a chorar e pedir pra que Tom sumisse dali. Ele ficou meio transtornado e confuso, mas logo o fez.

Sebastian tinha chorado na minha frente. Eu tinha mesmo machucado ele.

Mas eu não conseguia me lembrar o que Tom fez de tão ruim.

Resolvi que nem iria mais pra faculdade a tarde pegar a matéria que eu perdi. Hoje estava chovendo e  frio, tudo que eu precisava pra ficar deitada, quietinha, escrevendo pelo resto do dia.

-

Capítulo 91 - Ela havia lembrado de tudo.

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Sebastian’s POV:

2 MESES DEPOIS.

Hoje iriam fazer 6 meses se eu estivesse com Ariel ainda.

E faz exatamente 1 mês que não a vejo, desde aquela cena ridícula que presenciei em sua casa.

Ultimamente, eu tenho feito o que dei por mim: seguindo em frente.

Há umas semanas atrás, fui a uma festa com uns amigos. Em poucos dias vou embora daqui, apenas pra fazer um mochilão pelo mundo e conheci uma garota bem legal.

Só que seria uma pena dizer que esqueci o nome dela. Ela até me mandou mensagem esses dias, querendo sair comigo de novo, mas tem algo dentro de mim que ainda resiste pra aceitar.

Era uma sexta feira, eu havia voltado ao meu antigo escritório pra pegar o resto de uma papelada, quando Kevin, um antigo amigo meu que trabalhava aqui comigo veio falar comigo.

-E aí, cara! –Ele falou chegando na cozinha, onde eu tomava um café.

-Fala aí, Kevin! –Nos abraçamos –Como vai as coisas?

-Tudo 10, irmão. E tu? Já tem rumo?

-Vou só fazer um mochilão por enquanto. Quem sabe quando voltar, não fundo meu próprio escritório!

-Isso aí. Confiança sempre. Não desiste não, você tem talento, cara. Mas e ai, e a Ariel?

-Nós terminamos, Kevin.

-Caraca, sério? –Ele pareceu surpreso.

-Sim, não soube?

-Claro que sim, mas pensei que tivessem voltado, ué.

-O que o fez pensar isso? –Franzi o cenho, nervoso.

Ela por acaso finalmente se lembrou do babaca que era Tom e resolvera difamá-lo, mais uma vez?
Esses dias ela me ligou várias vezes, e mandou email-s falando que precisava falar comigo, mas eu não respondi-os e muito menos liguei de volta. Era pra eu seguir em frente, não trazer o passado á tona.

-Ela voltou a escrever no blog, cara. E umas coisas lindas.

-C.. como assim?

-Vem ver!

Katy me contou no dia que Ariel excluiu seu blog e ficou um bom tempo fora das redes sociais. Mas eu não sabia que ela tinha voltado.

Kevin fez questão de que eu me sentasse em sua cadeira, e desse uma olhada no blog dela.

Estava novinho em folha e parece que bem melhor. Ela até havia mudado o nome pra vintagememories. Estava lindo.

Mas não fora isso tudo que me chamara atenção.

Foram os textos dela.

Meu coração disparou e umas lágrimas começaram a correr pelo meu rosto, quando li:

“Era um dia frio e desgastante pra ela. Havia acabado de terminar um namoro, e se via no fundo do poço. Até aquele cara bem estiloso e afeiçoado chamar sua atenção. “Aqui no chão é mais gelado, bem melhor” ,ele dizia em um sentido irônico após cair em meio aquela Starbucks.

Seu sorriso fazia seu coração disparar inconsequentemente. Eles conversaram pelo resto da tarde e ela até fez um show emocional pra que o atendente da cafeteria pagasse um lanche pra eles, afinal, ambos já tinham tido um dia ruim o bastante. Ele era mais velho, mais autentico, mais amadurecido.
Mas o que sem dúvida os dois eram perfeitamente iguais, eram quanto aos seus sentimentos. Os dois amavam demais, gostavam demais, queriam demais. O que faltava era dividir toda essa paixão que os dois tinham um pelo outro.” –Ela falava sobre nosso encontro na Starbucks.

“Eles haviam passado a tarde trocando mensagens depois de terem se conhecido. Ele era engraçado, mas ao mesmo tempo um idiota. Era frio, mas ao mesmo tempo uma criança que só precisava de um pouco de carinho e atenção.

Ele era discreto, mas a surpreendia a cada palavra..

´´Então só troca de roupa. Estou na porta do teu prédio.´´ -Isso fora no dia em que ela me levara até o terraço.

Mas antes d’eu entrar em prantos na frente daquele computador, vi o ultimo que ela publicou ontem a noite:

“ ´(...) O amor não gosta de contratos. Alianças de ouro não servem como moeda de troca. Ele não dá a mínima para cor, idade ou classe social [...]Promessas não garantem um final feliz, pleno e definitivo. Cada pessoa tem seu tempo e o amor não dá a mínima para o ponteiro do relógio. Passam dias, passam meses e os planos? Fazem e se desfazem o tempo todo. Por bem, ou para o bem. Já você, minha querida, continua inteira. Portanto, trate já de fechar essa caixa vazia e guardar pertinho das outras.  A felicidade logo se acostuma com o espaço que sempre teve.´ Lembrei de nós quando li esse texto. Lembrei do que a gente costumava significar. Eu apenas lembrei. “
Era o texto que eu vi numa tarde e identifiquei muito com ela.

Ela havia lembrado de tudo.

De tudo.

-

Capítulo 89 - A pessoa que eu menos esperava no mundo.

quarta-feira, 10 de julho de 2019 Nenhum comentário


Conversamos um pouco e vi que ele era legal. Fiz um café e nós dois tomamos. Ele disse algo sobre ficar sabendo sobre meu acidente e quis vir pra cá na mesma hora, mas acabou que ficou preso no trabalho.

Tom várias vezes se aproximava mais de mim, e me olhava dentro de meus olhos mesmo. Aquilo estava me irritando.

-Bom, Tom, se não me importa, eu preciso ir pra faculdade ainda.

-Ariel, são 11 da manhã.

-11h? –Levantei-me, rapidamente, assustada. –MEU DEUS. Eu ainda pensei que poderia pegar o segundo tempo..

-Se quiser, eu posso te deixar lá. Volto pra Londres hoje mesmo, de qualquer maneira passo na porta da sua faculdade.

-Você se importa? –Ele balançou a cabeça de forma negativa, sorrindo.

-Certo. Eu só vou trocar de roupa e já venho então. Bom, fique a vontade..

-Demore o tempo que precisar.

-
Sebastian’s POV:

Fazia apenas uns dias que eu estava longe de Ariel, mas eu juro por Deus, não estava aguentando.

Eu sei que ela podia ainda não se lembrar de nada, mas eu não podia deixar as coisas dessa forma. Eu tinha de ir atrás dela.

Ariel não desistiu de nós um minuto, por que eu desistiria logo agora que ela precisava tanto de mim?

Estávamos na metade da semana, mas como não tenho mais o que fazer aqui em Londres, podia ir e voltar de Boston a hora que eu quisesse. Peguei um voo na noite de 3ª e cheguei 4ª de manhã.

O porteiro de seu prédio como já me conhecia, me deixou subir e assim que toquei a campainha, 
atendeu a pessoa que eu menos esperava no mundo.

-Oi, Sebastian.
-

Capítulo 88- Ariel! Não se lembra de mim?

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Fiquei realmente assustada.

Era como se eu estivesse com poderes sobrenaturais e eles estivessem se revelando aos poucos. E sempre na hora que eu menos esperava.

Rick me contou que era justamente por isso que ele havia me procurado (por não saber o que fazer com o bebe, e o fato de que se mudaria pra longe) e logo me contou a real novidade –que havia acontecido há pouco tempo-.

Sua mãe estava internada no hospital, bem doente. Então, eles não se mudariam pro Canadá nem tão cedo. Pelo que ele disse –e pelo que deu a entender, Rick estava bem nervoso –Ela estava com..ahn, acho que ele disse tumor, algo assim. Bem sério.

E que ele quando soube do meu acidente, parece que o ‘’mundo acabou’’ –que drama, né.

Porque eu era a única que ele tinha, depois da mãe dele porém, com ela doente, e eu “doente” –podemos dizer assim –tudo complicou.

Fiquei bastante comovida com aquilo tudo, e senti outra coisa voltando. Era como se eu tivesse perdido vários objetos pessoais, e estivesse os reencontrando aos poucos.

Céus, eu me sentia tão bem quando isso acontecia.

-

Mais tarde, Rick me deixou em casa –nossa, ele deve ter dito umas trocentas vezes, pra que o que eu precisasse, contasse com ele e o avisasse imediatamente –e Katy não estava por sinal.

Ela deixou um recado, avisando que só foi em casa e logo estaria de volta.

Eu odiava ela ter de ficar de babá pra mim. Está casada, tem seu marido, tem sua vida pra seguir. Ela realmente não tem de ficar presa a mim.

Dei uma ligada pra ela, contando que eu já me sentia muito melhor, não tinha mais dor de cabeça e que muita coisa da minha memória estava voltando. Ela recusou de início, mas acabou cedendo.

Estava escurecendo quando tomei um bom banho e me deitei no sofá pra ver TV.

Começou a passar Diário de uma paixão, e eu fui tendo umas ideias muito.. Estranhas, digamos assim.

Automaticamente, eu me levantei, peguei meu computador, abri o Word Pad e comecei a escrever. 

Me veio na mente, como acostumava acontecer quando eu era pequena, uma história.

Não tinha dois personagens ou um certo sentimento, mas apenas veio uma história.

Comecei a escrever uns textos, e procurei na internet outros também.

Achei um lindo e salvei no meu computador.

Aproveitando que eu estava mexendo ali, resolvi checar minhas redes sociais. Foi quando eu vi, no Twitter e principalmente no Facebook, muitas mensagens de fãs pedindo pra que eu voltasse a postar. 

Dizendo que estavam rezando por mim e pedindo pra que eu estivesse bem.

Muitas pessoas admiravam meu trabalho, eu não podia decepcioná-las.

Publiquei um anúncio com um novo site meu (e um novo nome. “outonostalgico’’? eca!)

Agora era vintagememories. Depois eu pensava em algo melhor.

Publiquei uns textos que eu já tinha escrito, -e já tinha gente comentando, dando like e essas coisas. 
Isso me animou muito-.

Fiquei até de madrugada escrevendo mais e mais e nem vi a hora passar.

-

Acordei com o som da campainha.

Céus, eu havia dormido em cima do notebook e na sala mesmo.

Fechei meu hoobie, e fui ainda bem sonolenta, olhar pelo olho mágico na porta.

Era um cara alto, mais ou menos nos seus quase 40. Tinha barba e seu cabelo era batidinho, preto. 
Curto, nada demais.

Mas uau, ele era mesmo bonito.

-Oi? –Abri a porta, e ele deu um longo sorriso.

-Ariel! Não se lembra de mim?

-Deveria?

Eu estava irritada. Qual é, eu mal dormi e o cara já vem aqui me acordar!

-Eu trabalhei com você em Londres. Era seu chefe!

-Ah, sim. –Sorri, abraçando-o. –Entre, fica a vontade. Desculpe, mas qual seu nome mesmo?
-É Tom.

O cara deu um sorriso soberbo assim que entrou e se sentou no sofá. E uma onda eletrizante passou pelo meu corpo. Mas não era algo bom, pelo contrário.

De uma forma estranha aquele cara me dava nojo.

Capítulo 87 - lembrando

segunda-feira, 8 de julho de 2019 Nenhum comentário


-Está mais do que na hora, Katy. Não se preocupe. Eu vou ficar bem. Sério.

-Boa noite então, pequena.

Katy me deu um beijo na testa e saiu do quarto.

Fiquei acordada um tempo pensando, e me veio na mente a imagem de Sebastian bravo e uma pequena lembrança...

´´-Idiota.

-Infantil.

-Sai daqui, Sebastian! –Levantei-me, irritada já. –Eu só quero ficar sozinha! Que saco!

-Você não tem maturidade o suficiente nem pra resolver seus próprios problemas, não é garota? Nem parece que já passou dos 20. Nem parece. ´´

Onde a gente estava?

Oh, sim, estávamos em uma floresta.

Uma floresta?

Não era uma floresta, era o bosque do clube. Por que diabos eu estava ali com ele?

-Era o casamento de minha irmã. –Sussurrei, pensando comigo mesma.

Céus.

Minha memória estava mesmo voltando aos poucos.

Tortuosamente.

-

´´Não caia na conversa dele. É tudo mentira. Você se lembra que é. Você consegue fazer isso sozinha.´´

Eu sonhei com meu pai dizendo isso a mim.

E acordei mais confusa do que antes. “Ele” quem?

E que mentiras?

Fui pra faculdade com a mente bem atordoada.

Conforme os coordenadores ficaram sabendo de meu acidente, logo providenciaram resumos das matérias que eu perdi pra me entregarem e eu poder fazer as provas e passar pro semestre, ficando na minha antiga turma. Como se fosse uma recuperação.

-Será que a gente pode almoçar?

Estava saindo com Melissa, quando senti alguém segurar em meu braço e quando me virei, era Rick.

Antes que eu mandasse ele pra algum lugar, Melissa me deu um bom beliscão e eu logo suspirei, respondendo:

-Sim. Podemos.

Rick me levou a um restaurante que ficava perto dali, pediu nosso almoço, e logo começou a falar:

-Você está brava, não é? –Eu apenas assenti, olhando bem séria pra ele. –É. Eu suspeitei. Depois daquilo tudo, a gente sentou pra conversar por que.. Bem, eu precisei da sua ajuda.

-E por que eu te ajudei?

-Por que eu te ajudei quando seu pai faleceu. –Ergui a sobrancelha, assentindo.

Agora eu entendi. Foi tudo só uma troca de favores.

Ah, eu boazinha como sempre, sabia que não iria resistir ao charme de Rick.

-Certo. Você se importa de começar do inicio? Como se fosse no dia que você me procurou pra te 
ajudar. Que aí eu posso te entender melhor.

-Claro que posso.

Uma coisa me veio a mente e eu logo perguntei:

-E como vai o bebê?

-Bebê? –Rick arregalou os olhos na hora como se eu tivesse dito ‘’vou te matar, fica quietinho ai 
malandro”

-É. Marry não estava grávida?

-Como você lembra disso, Ariel?

-Ué. Você me contou, idiota. Eu sofri o acidente e você quem esquece das coisas?

-Eu te contei isso dias depois de nós termos terminado. E Melissa me contou que sua memória parou no dia que terminamos.

- 

Capítulo 86 - Vai ficar tudo bem, ok?

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Meu Deus do céu, que saudade! –Melissa tinha marcado comigo na Starbucks perto da minha casa.

-Como você está? –Eu perguntei me afastando do abraço dela e se sentando.

-A questão é como VOCE está né, amiga.

-Eu estou indo. –Dei de ombros.

-Eu amei esse cabelo! Está mais perfeito que nunca! –Mel falou sorrindo e eu assenti, agradecendo. –
Me desculpe pelo tempo que fiquei longe, Ariel. Aconteceram umas coisas e.. Eu acabei não tendo tempo pra mais nada.

-Está tudo certo, não está?

-Vai ficar minha amiga. Então, do que você quer falar?

-A minha vida está de cabeça pra baixo, como é evidente. Mas a questão não é essa.. –Suspirei, dizendo.

-O que você resolveu fazer?

-Vou terminar a faculdade e trabalhar em um escritório. Mas não sei se vou voltar a escrever em 
colunas..

-Você deveria, Ariel. Sabe muito bem do talento que tem em mãos.

-Eu quero começar do zero, sabe amiga? –Melissa assentiu –Eu quero que o talento flua de novo pro 
papel. Quero que saia natural como era antes.

-Entendi. E por enquanto?

-Eu volto amanhã pra faculdade.

-Ah, falando nisso ele quis vir comigo, mas achei melhor só deixar isso aqui. –Ela tirou de uma sacola um buque de flores.

-Caramba, que lindo. –Peguei-o- De quem é?

Melissa indicou com a cabeça pra que eu lesse o cartãozinho que tinha colado na lateral, e assim o fiz.

´´Espero que esteja se sentindo melhor, meu anjo. Queria muito estar aí com você. Ass-Rick”

-Rick? –Franzi o cenho, colocando o buque de lado. –Que diabos ele quer comigo?

-É por isso que disse a ele que não viesse comigo. Fiquei com medo de você não.. Ariel, qual é a 
última coisa que você se lembra?

-Eu estava na Starbucks. Muito chateada por causa desse idiota. E foi quando vi Sebastian caindo. Por que? Eu traía Sebastian com Rick?-Perguntei assustada

-NÃO, NÃO! –Melissa riu um pouco –Nossa, não mesmo. Mas vocês ficaram amigos, não bem ficaram.. vocês são amigos né. Mas aí entra em detalhes que é melhor vocês dois conversarem sozinhos.

-Tem certeza disso?

-Mais do que qualquer outra coisa, amiga.

-OK então. Eu converso com ele amanha na faculdade. –Suspirei –Mas Melissa.. A questão não é tudo isso. Eu estou sentindo algo estranho ultimamente.

-Como assim?

-Eu não sei. Sebastian estava me escondendo que nós éramos PRIMOS! Tem noção disso? Primos! Céus.. Mas enfim. Eu senti algo estranho quando eu fiquei sabendo. Como se fosse um deja-vu, sabe?

-Sua memória está voltando pelas suas emoções, amiga. –Melissa pegou minha mão, afagando-a e 
percebi que em seus olhos brotavam umas lagrimas. –Ah, meu Deus..

-Será? Eu não estou dizendo que já sinto algo por ele, não. Mas é confuso. A gente se beijou ontem a tarde e foi a mesma sensação. Eu estou tão confusa.

-Ei, calma. Vai ficar tudo bem, ok?

-Eu espero, Mel. Eu espero.

Eu e Melissa conversamos por mais 1 hora e pouca, e ela disse que precisava voltar pra casa pra 
resolver umas coisas. E deixou bem claro, pra se Rick me ligasse eu conversar com ele
E como mais outra pessoa, eu tive a sensação de que estava esquecendo de me contar algo.
Ou simplesmente não queria.

-

-Está tudo bem? –Katy perguntou um tempo depois d’eu ter chegado em casa e ido me deitar um pouco.

-Está sim, Katy. Só vou descansar um pouco.

-Certo. Qualquer coisa me chame. Você vai a aula amanha? –Assenti –Tem certeza?


-

Capítulo 85 - o meu normal

quarta-feira, 3 de julho de 2019 Nenhum comentário


-Você e Sebastian são primos, Ariel.

Fiquei paralisada. Parecia que cada parte do meu corpo tinha sofrido uma grande queda. Como se fosse um impacto.

E no fundo eu reconhecia aquele sentimento, eu sabia o que eu estava sentindo.

Como se estivesse sentindo outra vez.

-P.. Primos? como assim?

-Não de sangue, mas são primos distantes. Só estão no mesmo nome da família.

-Como você não me contou isso, meu Deus?

-Você queria o que, Ariel? Que eu chegasse falando ´´oi, você é minha noiva, e somos primos, e estamos fugindo do meu pai que é um maluco´´.

-Seu pai? –Franzi o cenho. Outra coisa que ele obviamente tinha esquecido de mencionar.

-O pai dele ficou furioso quando descobriu de vocês juntos. E você como herdou toda a fortuna do meu pai, Sebastian ou roubava seu dinheiro e entregava ao seu pai, ou terminava com você. Se não, ele iria atrás de vocês.

-Você não.. –Sebastian balançou a cabeça, negativamente. –Ele que provocou o acidente?

-Ainda estão investigando isso, Ariel. –Katy continuou falando. –Mas é 99.9% de chance de quem estava na direção daquele caminhão, era alguém mandado por ele.

-Meu Deus do céu.. Eu arrisquei minha própria vida..

Eu amava esse cara. Era mais do que evidente.

-Como você pode me esconder uma coisa dessas?

-Eu ia te contar, Ariel, eu juro que..

-Como você quer que eu recupere minha memória esquecendo de me contar a peça chave do quebra-
cabeças? Como você quer que eu do dia pra noite me apaixone por você de novo, com você me 
esquecendo de contar as coisas? Meu Deus do céu! –Fiz um gesto com os braços, indignada. –VAI 
EMBORA.

-Não, Ariel, nós precisamos conversar. –Ele se aproximou, mas eu me afastei, ainda franzindo o cenho.

-VAI EMBORA DAQUI, SEBASTIAN! Arruma suas coisas, volta pra Londres, ou sei lá de onde você é, se até nisso você não mentiu pra mim! Apenas vai embora!

-Você não pode fazer isso! Amanhã você vai se lembrar e..

-Eu não sei mais se tenho condições de me lembrar de alguma coisa, Sebastian. Enquanto eu não me lembrar, eu não quero continuar convivendo com um estranho que a cada hora eu sinto um sentimento novo crescer dentro de mim, mas não sei da onde ele veio e o porque dele. Eu não posso mais continuar com isso, continuar me enganando dessa forma! Eu não posso!

-Ariel, por favor. –Vi lágrimas em seus olhos.

-Vai embora. E toma isso. –Tirei do meu dedo a aliança e entreguei a ele.

-É melhor você ir, Sebastian. Depois nós conversamos. –Katy pediu a ele, que na mesma hora subiu, sem falar mais nada.

Tomei meu café, sem trocar nenhuma palavra com minha irmã. Pedi pra que ela deletasse meu blog, e na hora a mesma fez um escândalo, mas logo depois o fez. Saí pra comprar umas roupas novas e cortei meu cabelo. Não curto, apenas repiquei e fiz uma franjinha de lado.

Ficou da forma que eu queria.

Passei no escritório, pedi meus papéis e avisei que estava me demitindo.

Eu iria voltar a minha vida normal, mas do meu jeito e começando do zero.

-



Capítulo 84 - O que você não me contou, Sebastian?

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-Mas é claro. –Sebastian sorriu se levantando e eu logo o segui.

-Por que você não ficou aqui em Boston comigo, Sebastian?

Notei que ele enrijeceu um pouco, e depois de um tempinho, respondeu:

-Bom.. Você quis ir pra Londres comigo. Sabe como é.. Você disse que já tinha ‘’passado’’ por coisas demais aqui. Queria uma vida nova.

-Ah sim.

Chegamos rapidinho no terraço e continuava da mesma forma que eu me lembrava.

-Como é bom voltar aqui. Você sabe, pra mim, parece que faz anos.

Andei pelo local, e fiquei olhando a paisagem. Uma linda lua cheia brilhava e chamava toda atenção possível no céu.

-Pois é.

-Você é legal, Sebastian. Eu não sei se um dia eu voltarei a sentir tudo o que eu sentia por você, mas eu juro que estou tentando.

-Quando você conseguir, não vai nem se dar conta.

Sebastian sussurrou em meu ouvido e eu fui me virando aos poucos, com ele logo me abraçando.

-Você acha que..

-Apenas faça. –Sussurrei, e abracei sua nuca.

Ele encostou nossos lábios com toda delicadeza possível e logo transformou aquilo em um longo beijo. Nossas línguas dançavam uma musica lenta e confortante quando davam de encontro. Suas mãos seguravam minha cintura e eu apenas quis mergulhar dentro daquele sentimento.

Eu não podia negar que senti algo diferente quando ele me beijou, mas também, não poderia afirmar que senti algo tão forte a ponto de me lembrar de algo.

Sebastian se afastou aos poucos, e assim que colou nossas testas, não consegui evitar que lágrimas 
escorressem pelo meu rosto.

-Algo errado?

-Está tudo errado, Sebastian. Eu não consigo lembrar. Eu me sinto tão idiota, sabe? –Me afastei, 
dando as coisas pra ele. - Eu não consigo.

-Nós vamos dar um jeito nisso, Ariel. Nós. Como sempre foi.

-Eu não me lembro desse ‘’nós’’, nem o que ele costumava significar pra mim, me entende? –Virei-me pra ele

-Vamos voltar pra casa. Hoje você conseguiu lembrar de alguma coisa. Amanhã você pode lembrar de outra, e aos poucos, você vai lembrando. Você vai ver, Ariel. Confie em mim.

Naquele instante, só com o olhar que Sebastian me lançou, eu soube que eu poderia confiar nele.

E por um estranho momento, pensei que um sentimento estivesse voltando.. aos poucos. Mas eu ainda não estava dando conta dele ou não permitindo que ele voltasse a tona de uma vez.

-

Acordei ouvindo um barulho na cozinha e me levantei aos poucos. Fui ao banheiro, lavei meu rosto e fiquei me olhando por uns segundos.

Meu cabelo estava tão sem vida, eu precisava mudar um pouco. Estava cansada daquele visual brega.

E eu tinha que tirar o dia hoje, dedicando apenas ao meu blog e ir no escritório que eu –costumava? –ir e escrever.

Melissa ficou de vir hoje. Ela me contou que precisava urgentemente conversar comigo e chorava muito ao telefone. Acho que isso foi um sinal de que ela não me via desde o acidente, e como minha 
melhor amiga, se sentia culpada.

Prendi meu cabelo em um coque e fechei o casaco longo que eu vestia. Estava fazendo bastante frio. 

Fui pelo corredor devagarzinho, já que ouvia vozes conhecidas na sala.

Não fiz barulho e nem fui de encontro porque sabia que falavam de mim.

-Você já contou a ela? –Era a voz de minha irmã.

-Ainda não. –Sebastian respondia.

-E ela nem perguntou sobre?

-Só perguntou porque ela que foi quem teve de se mudar e essas coisas..

-Sebastian, está mais do que na hora de você..

-Contar o que? –Na hora que eu cheguei os dois me olharam bem assustados. –Vamos lá. Podem falar. –Dei de ombros.

-Não era nada demais. –Sebastian comentou olhando pra minha irmã.

-Se não era, não estariam cochichando e você teria me dito.-Mas é claro. –Sebastian sorriu se levantando e eu logo o segui.

-Por que você não ficou aqui em Boston comigo, Sebastian?
Notei que ele enrijeceu um pouco, e depois de um tempinho, respondeu:
-Bom.. Você quis ir pra Londres comigo. Sabe como é.. Você disse que já tinha ‘’passado’’ por coisas demais aqui. Queria uma vida nova.
-Ah sim.
Chegamos rapidinho no terraço e continuava da mesma forma que eu me lembrava.
-Como é bom voltar aqui. Você sabe, pra mim, parece que faz anos.
Andei pelo local, e fiquei olhando a paisagem. Uma linda lua cheia brilhava e chamava toda atenção possível no céu.
-Pois é.
-Você é legal, Sebastian. Eu não sei se um dia eu voltarei a sentir tudo o que eu sentia por você, mas eu juro que estou tentando.
-Quando você conseguir, não vai nem se dar conta.
Sebastian sussurrou em meu ouvido e eu fui me virando aos poucos, com ele logo me abraçando.
-Você acha que..
-Apenas faça. –Sussurrei, e abracei sua nuca.
Ele encostou nossos lábios com toda delicadeza possível e logo transformou aquilo em um longo beijo. Nossas línguas dançavam uma musica lenta e confortante quando davam de encontro. Suas mãos seguravam minha cintura e eu apenas quis mergulhar dentro daquele sentimento.
Eu não podia negar que senti algo diferente quando ele me beijou, mas também, não poderia afirmar que senti algo tão forte a ponto de me lembrar de algo.
Sebastian se afastou aos poucos, e assim que colou nossas testas, não consegui evitar que lágrimas escorressem pelo meu rosto.
-Algo errado?
-Está tudo errado, Sebastian. Eu não consigo lembrar. Eu me sinto tão idiota, sabe? –Me afastei, dando as coisas pra ele. - Eu não consigo.
-Nós vamos dar um jeito nisso, Ariel. Nós. Como sempre foi.
-Eu não me lembro desse ‘’nós’’, nem o que ele costumava significar pra mim, me entende? –Virei-me pra ele
-Vamos voltar pra casa. Hoje você conseguiu lembrar de alguma coisa. Amanhã você pode lembrar de outra, e aos poucos, você vai lembrando. Você vai ver, Ariel. Confie em mim.
Naquele instante, só com o olhar que Sebastian me lançou, eu soube que eu poderia confiar nele.
E por um estranho momento, pensei que um sentimento estivesse voltando.. aos poucos. Mas eu ainda não estava dando conta dele ou não permitindo que ele voltasse a tona de uma vez.
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Acordei ouvindo um barulho na cozinha e me levantei aos poucos. Fui ao banheiro, lavei meu rosto e fiquei me olhando por uns segundos.
Meu cabelo estava tão sem vida, eu precisava mudar um pouco. Estava cansada daquele visual brega.
E eu tinha que tirar o dia hoje, dedicando apenas ao meu blog e ir no escritório que eu –costumava? –ir e escrever.
Melissa ficou de vir hoje. Ela me contou que precisava urgentemente conversar comigo e chorava muito ao telefone. Acho que isso foi um sinal de que ela não me via desde o acidente, e como minha melhor amiga, se sentia culpada.
Prendi meu cabelo em um coque e fechei o casaco longo que eu vestia. Estava fazendo bastante frio. Fui pelo corredor devagarzinho, já que ouvia vozes conhecidas na sala.
Não fiz barulho e nem fui de encontro porque sabia que falavam de mim.
-Você já contou a ela? –Era a voz de minha irmã.
-Ainda não. –Sebastian respondia.
-E ela nem perguntou sobre?
-Só perguntou porque ela que foi quem teve de se mudar e essas coisas..
-Sebastian, está mais do que na hora de você..
-Contar o que? –Na hora que eu cheguei os dois me olharam bem assustados. –Vamos lá. Podem falar. –Dei de ombros.
-Não era nada demais. –Sebastian comentou olhando pra minha irmã.
-Se não era, não estariam cochichando e você teria me dito. O que você não me contou, Sebastian? 

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