-Mas é claro. –Sebastian sorriu se levantando e eu logo o
segui.
-Por que você não ficou aqui em Boston comigo, Sebastian?
Notei que ele enrijeceu um pouco, e depois de um tempinho,
respondeu:
-Bom.. Você quis ir pra Londres comigo. Sabe como é.. Você
disse que já tinha ‘’passado’’ por coisas demais aqui. Queria uma vida nova.
-Ah sim.
Chegamos rapidinho no terraço e continuava da mesma forma
que eu me lembrava.
-Como é bom voltar aqui. Você sabe, pra mim, parece que
faz anos.
Andei pelo local, e fiquei olhando a paisagem. Uma linda
lua cheia brilhava e chamava toda atenção possível no céu.
-Pois é.
-Você é legal, Sebastian. Eu não sei se um dia eu voltarei
a sentir tudo o que eu sentia por você, mas eu juro que estou tentando.
-Quando você conseguir, não vai nem se dar conta.
Sebastian sussurrou em meu ouvido e eu fui me virando aos
poucos, com ele logo me abraçando.
-Você acha que..
-Apenas faça. –Sussurrei, e abracei sua nuca.
Ele encostou nossos lábios com toda delicadeza possível e
logo transformou aquilo em um longo beijo. Nossas línguas dançavam uma musica
lenta e confortante quando davam de encontro. Suas mãos seguravam minha cintura
e eu apenas quis mergulhar dentro daquele sentimento.
Eu não podia negar que senti algo diferente quando ele me
beijou, mas também, não poderia afirmar que senti algo tão forte a ponto de me
lembrar de algo.
Sebastian se afastou aos poucos, e assim que colou nossas
testas, não consegui evitar que lágrimas
escorressem pelo meu rosto.
-Algo errado?
-Está tudo errado, Sebastian. Eu não consigo lembrar. Eu
me sinto tão idiota, sabe? –Me afastei,
dando as coisas pra ele. - Eu não consigo.
-Nós vamos dar um jeito nisso, Ariel. Nós. Como sempre
foi.
-Eu não me lembro desse ‘’nós’’, nem o que ele costumava
significar pra mim, me entende? –Virei-me pra ele
-Vamos voltar pra casa. Hoje você conseguiu lembrar de
alguma coisa. Amanhã você pode lembrar de outra, e aos poucos, você vai
lembrando. Você vai ver, Ariel. Confie em mim.
Naquele instante, só com o olhar que Sebastian me lançou,
eu soube que eu poderia confiar nele.
E por um estranho momento, pensei que um sentimento
estivesse voltando.. aos poucos. Mas eu ainda não estava dando conta dele ou
não permitindo que ele voltasse a tona de uma vez.
-
Acordei ouvindo um barulho na cozinha e me levantei aos
poucos. Fui ao banheiro, lavei meu rosto e fiquei me olhando por uns segundos.
Meu cabelo estava tão sem vida, eu precisava mudar um
pouco. Estava cansada daquele visual brega.
E eu tinha que tirar o dia hoje, dedicando apenas ao meu
blog e ir no escritório que eu –costumava? –ir e escrever.
Melissa ficou de vir hoje. Ela me contou que precisava
urgentemente conversar comigo e chorava muito ao telefone. Acho que isso foi um
sinal de que ela não me via desde o acidente, e como minha
melhor amiga, se
sentia culpada.
Prendi meu cabelo em um coque e fechei o casaco longo que
eu vestia. Estava fazendo bastante frio.
Fui pelo corredor devagarzinho, já que
ouvia vozes conhecidas na sala.
Não fiz barulho e nem fui de encontro porque sabia que
falavam de mim.
-Você já contou a ela? –Era a voz de minha irmã.
-Ainda não. –Sebastian respondia.
-E ela nem perguntou sobre?
-Só perguntou porque ela que foi quem teve de se mudar e
essas coisas..
-Sebastian, está mais do que na hora de você..
-Contar o que? –Na hora que eu cheguei os dois me olharam
bem assustados. –Vamos lá. Podem falar. –Dei de ombros.
-Não era nada demais. –Sebastian comentou olhando pra
minha irmã.
-Se não era, não estariam cochichando e você teria me
dito. -Mas é claro. –Sebastian sorriu se levantando e eu logo o
segui.
-Por que você não ficou aqui em Boston comigo, Sebastian?
Notei que ele enrijeceu um pouco, e depois de um tempinho,
respondeu:
-Bom.. Você quis ir pra Londres comigo. Sabe como é.. Você
disse que já tinha ‘’passado’’ por coisas demais aqui. Queria uma vida nova.
-Ah sim.
Chegamos rapidinho no terraço e continuava da mesma forma
que eu me lembrava.
-Como é bom voltar aqui. Você sabe, pra mim, parece que
faz anos.
Andei pelo local, e fiquei olhando a paisagem. Uma linda
lua cheia brilhava e chamava toda atenção possível no céu.
-Pois é.
-Você é legal, Sebastian. Eu não sei se um dia eu voltarei
a sentir tudo o que eu sentia por você, mas eu juro que estou tentando.
-Quando você conseguir, não vai nem se dar conta.
Sebastian sussurrou em meu ouvido e eu fui me virando aos
poucos, com ele logo me abraçando.
-Você acha que..
-Apenas faça. –Sussurrei, e abracei sua nuca.
Ele encostou nossos lábios com toda delicadeza possível e
logo transformou aquilo em um longo beijo. Nossas línguas dançavam uma musica
lenta e confortante quando davam de encontro. Suas mãos seguravam minha cintura
e eu apenas quis mergulhar dentro daquele sentimento.
Eu não podia negar que senti algo diferente quando ele me
beijou, mas também, não poderia afirmar que senti algo tão forte a ponto de me
lembrar de algo.
Sebastian se afastou aos poucos, e assim que colou nossas
testas, não consegui evitar que lágrimas escorressem pelo meu rosto.
-Algo errado?
-Está tudo errado, Sebastian. Eu não consigo lembrar. Eu
me sinto tão idiota, sabe? –Me afastei, dando as coisas pra ele. - Eu não consigo.
-Nós vamos dar um jeito nisso, Ariel. Nós. Como sempre
foi.
-Eu não me lembro desse ‘’nós’’, nem o que ele costumava
significar pra mim, me entende? –Virei-me pra ele
-Vamos voltar pra casa. Hoje você conseguiu lembrar de
alguma coisa. Amanhã você pode lembrar de outra, e aos poucos, você vai
lembrando. Você vai ver, Ariel. Confie em mim.
Naquele instante, só com o olhar que Sebastian me lançou,
eu soube que eu poderia confiar nele.
E por um estranho momento, pensei que um sentimento
estivesse voltando.. aos poucos. Mas eu ainda não estava dando conta dele ou
não permitindo que ele voltasse a tona de uma vez.
-
Acordei ouvindo um barulho na cozinha e me levantei aos
poucos. Fui ao banheiro, lavei meu rosto e fiquei me olhando por uns segundos.
Meu cabelo estava tão sem vida, eu precisava mudar um
pouco. Estava cansada daquele visual brega.
E eu tinha que tirar o dia hoje, dedicando apenas ao meu
blog e ir no escritório que eu –costumava? –ir e escrever.
Melissa ficou de vir hoje. Ela me contou que precisava
urgentemente conversar comigo e chorava muito ao telefone. Acho que isso foi um
sinal de que ela não me via desde o acidente, e como minha melhor amiga, se
sentia culpada.
Prendi meu cabelo em um coque e fechei o casaco longo que
eu vestia. Estava fazendo bastante frio. Fui pelo corredor devagarzinho, já que
ouvia vozes conhecidas na sala.
Não fiz barulho e nem fui de encontro porque sabia que
falavam de mim.
-Você já contou a ela? –Era a voz de minha irmã.
-Ainda não. –Sebastian respondia.
-E ela nem perguntou sobre?
-Só perguntou porque ela que foi quem teve de se mudar e
essas coisas..
-Sebastian, está mais do que na hora de você..
-Contar o que? –Na hora que eu cheguei os dois me olharam
bem assustados. –Vamos lá. Podem falar. –Dei de ombros.
-Não era nada demais. –Sebastian comentou olhando pra
minha irmã.
-Se não era, não estariam cochichando e você teria me
dito. O que você não me contou, Sebastian?
-


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