Segurei cada parte de meu corpo pra não acabar com a raça
daquele cara.
Ariel não lembrava nem de mim e provavelmente não lembrava
de Tom. É.
-O que faz aqui?
-Eu vim conversar um pouco com Ariel esses dias. E não
demorou muito pra nos acertarmos.
-Eu ouvi a campainha toc..
E quem foi que desceu, em um hobbie, de cabelo molhado? A
própria.
-Sebastian? –Ariel se aproximou da porta –Por que não o
deixou entrar, Tom?
-Ele..
-Como você pode fazer isso com a gente, Ariel? –Eu disse
com lágrimas escorrendo pelo meu rosto. –Quantas vezes você quer partir meu coração?
-Hã? Do que está falando Sebastian?
-Você brigou comigo e me mandou embora porque não te
contei a verdade. Mas você acha mesmo que esse canalha lhe contou tudo o que
precisava saber? Acha mesmo? –Sequei meu rosto com as costas das mãos, jogando
o buque de flores que eu havia trazido no chão. –Incrível como nem o acidente
pode mudar os fatos.
E desci, me afastando o mais rápido possível daquele
prédio.
Ariel tinha seguido sua vida com ou sem memória.
Eu estava lúcido o bastante pra saber que era minha vez de
seguir em frente.
-
Depois que Sebastian foi embora, eu só consegui começar a
chorar e pedir pra que Tom sumisse dali. Ele ficou meio transtornado e confuso,
mas logo o fez.
Sebastian tinha chorado na minha frente. Eu tinha mesmo
machucado ele.
Mas eu não conseguia me lembrar o que Tom fez de tão ruim.
Resolvi que nem iria mais pra faculdade a tarde pegar a
matéria que eu perdi. Hoje estava chovendo e frio, tudo que eu precisava pra
ficar deitada, quietinha, escrevendo pelo resto do dia.
-


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