Capítulo 11- não temos nada

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Quando vi, tinham algumas mensagens dele no Messenger.

´´Jessie? Por favor, eu preciso muito conversar com você. ´´

´´Jess, não faz isso comigo! Deixa eu te explicar?´´

´´ Explicar o que? Não temos nada pra conversar, ué.´´ -E eu ia bancar a sádica agora.

´´Tudo bem.. Entao só me encontra na dispensa? Por favor, só faça isso.´´

Suspirei, fechando tudo e deixando o computador em espera assim que Paul viu, eu me levantei e ele se levantou também, indo junto comigo até o final do corredor.

-O que quer? –Eu disse assim que ele fechou a porta atrás da gente. –Fala rápido porque aqui é fechado demais e eu fico com falta de ar.

-Eu sei que devem ter te contado do lance com a Karoline..Mas eu juro que eu faço tudo o que ela pede por causa dessa droga desse aumento. Eu não quis te contar, mas minha mãe está muito doente, Jessie. E eu não fui preenchendo meu currículo em qualquer empresa por causa daquele lance com meus pais, mas sim, por causa dela. Eu preciso de dinheiro pra ela.

-Você não cansa de mentir? –Eu perguntei cruzando meus braços –Mas.. Quer saber? Não precisa me explicar mais nada, sério. Nada. Até porque, não temos nada. Entao não estou interessada nas suas ´desculpas´.

-Como nada? Você ficou louca? –Vi os olhos de Paul mudarem conforme eu disse essas coisas.

-Eu fiquei louca? Quem tem algo com alguém não mente, Paul. Não mente. Como eu não menti pra você, em nenhum minuto que ficamos juntos.

-Ok, e você queria que antes que eu te beijasse, eu dissesse, ‘’Jessie, estou dormindo com outra mulher, porque preciso de uma boa posição na Empresa, ok? Você não se importa, né?” Você queria
que eu dissesse o que? Me diz?

-Eu não queria que dissesse nada. Mas que apenas não tivesse começado isso. Tivesse pensado em mim. Em como eu ficaria quando soubesse.

-Mas.. Você acabou de dizer que não temos nada!

-Realmente, não temos. Mas e os meus sentimentos? Acha mesmo que tudo isso foi em vão? –Ele recuou –Ah, é, pra você deve ter sido. Esqueci. –Assim que passei na frente dele, Paul me prensou contra porta, me segurando e disse:

-Eu não sei o que temos, não sei o que você sente, mas eu sei o que eu sinto. Sei que eu adoro quando você sorri e odeio quando você foge dos seus sentimentos. Sei que parece que foi ontem que te conheci, porque foram poucos dias, mas que você me deixou louco como nenhuma garota conseguira um dia. Eu errei, errei muito, mas por favor, me dá uma chance de concertar tudo?

-Eu entendo que é pela sua mãe, Paul, mas não entendo porque mesmo sabendo disso, quis arriscar ter algo com outra pessoa. Você realmente não deveria ter feito isso.

-Tenta encarar, a pressão do seu pai em cima de você pra você voltar pra casa e ficar com sua mãe doente. E ainda por cima, sua chefe te exigindo trabalho diário. Eu não conseguiria encarar isso tudo sozinho, Jessie.

-E você me usou, como uma válvula de escape então? Ah, por favor, Paul Thomas.

-Não é isso.. Mas você me faz tão bem, sabe? Eu não consegui resistir, desde quando você deu aquele primeiro sorriso bobo pra mim. Por favor, me dá uma chance.. –Paul choramingou, e eu juro que o vi quase chorar em minha frente.

-Eu.. eu não posso com isso, não dá. –Me desvencilhei dele, abri a porta e saí dali, o mais rápido possível e fui direto pra sala de Karoline.

-


Nenhum comentário

Postar um comentário

 
Desenvolvido por Michelly Melo.