Menina Má

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Oi, galera, tudo bem?


Hoje trouxe uma resenha pra vocês daquelas bem macabras.

Vamos a sinopse de "Menina Má", de William March

Sinopse:  


 Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também. Menina Má é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter.

Estética


Com capítulos um tanto grandes (desnecessariamente grandes, arrisco dizer), William ambientou bem o leitor quanto aos personagens da história. Fatos e relatos do passado da mãe da personagem principal, Christine, são revelados durante a trama - até o que a faz querer "justificar" os atos repugnantes de sua vida. 

Achei um pouco extenso demais, que o autor poderia ter descrito de menos ambientes e pessoas. Mas quanto a personalidade de Rhoda (principalmente) e de outros personagens, é incrível a descrição que o autor faz. 

Rhoda tem apenas 8 anos de idade e já tem um passado de mortes que assombra sua mãe, que no começo do livro, se faz, acha que a filha nunca seria capaz de machucar alguém. Porém, aos poucos Christine vai ligando os fatos e pesquisando, e descobre que a verdade é pior do que ela imaginava. 

Mas de onde surgiu uma garotinha psicopata de 8 anos? 

No próprio livro há algumas partes em que algumas palavras são dedicadas ao autor e a vida dele. Se querem saber -até mesmo para entender um pouco da estética da história-  aqui vão algumas: 

"William March nasceu em uma família pobre no Alabama, em 1893. Alistou-se na Marinha e combateu na Primeira Guerra Mundial, tendo recebido condecorações dos governos norte americano e francês. Largou a farda logo após o conflito, e os horrores do confronto lhe inspiraram a escrever seu primeiro romance, Company K. Publicou seis romances e quatro compilações de contos. Morreu em 1954, um mês após o lançamento do seu livro mais celebrado, Menina Má." O próprio autor passou por problemas psicológicos. 

Personagens

Rhoda é considerada uma criança muito inteligente, educada e simpática aos olhos de vizinhos e conhecidos. Sua mãe, Christine, sabe que a filha é tudo isso, mas as vezes questiona a frieza presente nas palavras e atitudes da garota. Em determinado momento da história, Christine a questiona sobre seus sentimentos a respeito dela (sua própria mãe), e Rhoda invés de dizer que a ama ou algo do tipo, só responde algo como: "como você é boba, mamãe!" 

E em outro momento, ao ter seu colega morto, a mãe da garota lamenta, dizendo o quanto a mãe do garotinho não deve estar sofrendo. Rhoda, intocável pela situação, diz: "se ela quer outro filho, é só adotar". 

A criança expressa sentimentos que ao mesmo tempo infantis (talvez  para mascarar toda a falta deles dentro da menina) são completamente diferentes de uma criança de 8 anos. Rhoda simplesmente não se importa com nada (a não ser com ela mesma - já que em uma parte do livro, ao ver sua vida correndo risco, nota-se certo desespero da personagem!). 

Christine, casada com um militar que passa a história toda fora de casa, passa uma falsa imagem de uma personagem passiva. Dona de casa, dá uma pista no início do livro de que nunca se deu bem com sua mãe - situação que lá na frente é justificada e da pior maneira possível-, mas que se dá com vizinhos e funcionários do colégio da filha. A moça fica esterrecida quando sua filha é convidada a sair de mais um colégio - fato que a fez começar a duvidar da inocência da garota sobre muitas coisas. 


Enredo

O livro não é grande, quase 300 páginas, e acredito que poderia ter me mantido mais fiel à ele. Poderia ter me conquistado mais. 

Por aquela questão do autor ser muito descritivo, acabou por ser uma leitura mais pesada, mais cansada. 

O final, entretanto, me surpreendeu. E eu gosto exatamente disso, de livros que contam histórias além do que eu posso imaginar. 

Minha nota final para o livro é 8. 




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