Capítulo 13 - a paixão tem o nome dele
Tomei um bom banho,tentando esquecer aquelas mensagens,e pensar só na gente. Coloquei uma jeans,um casaco,pois a neve já estava caindo lá fora,um cachecol e minhas botas de cano alto. Peguei meu celular,coloquei no bolso e trás e simplesmente saí,apenas pra caminhar um pouco.
Na primeira volta ao quarteirão, quando passei na porta de um bar, vi um garoto ser arremessado pra fora dele. Não me contive e acabei me aproximando.
Quando vi, era Paul. E ele estava completamente machucado.
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-Onde.. Onde eu estou?
Foram as primeiras palavras inconscientes que Paul gaguejou. Havia conseguido arrastar ele pra minha casa, apesar dele estar mancando e não enxergando quase nada pois seu supercílio estava sangrando, e bem ferido. –AI! –Ele se afastou bruscamente quando coloquei um pouco de gelo na lateral de sua boca
-Bom, você quer começar pela parte que te encontro bêbado em um bar ás 13h da tarde, de um feriado, ou pela parte que está completamente machucado e que tenho certeza que estava metido em confusão? –Paul abriu bem os olhos e ficou só me olhando, sem dizer nada. –Paul?
-Jessie.. –Ele murmurou –Ah, Jessie..
-Paul, você está parecendo aqueles caras de filme pornô, bêbados e ainda por cima me chamando dessa forma. Me diz, onde dói? –Paul sorriu um pouco
-Aqui. –Ele pegou minha mão e colocou em cima do seu coração
-Poxa, o cara que te bateu foi fera mesmo, ein! Ele ainda quis tirar seu coração? –Ele riu um pouco
-Não brinca com isso.. –Paul tentou se levantar, mas logo gemeu de dor.
-Ei, fique quieto. Já passei pomada em suas costas e no seu supercílio também, mas você precisa descansar. O que aconteceu, ein?
-Depois de te mandar aquela mensagem na madrugada.. Eu só queria beber. Beber e beber. Mas quando estava indo pro bar, eu recebi uma ligação do hospital, dando noticias da minha mãe. –A voz dele falhou e meu coração na hora, disparou.
-Ela.. Ela está bem, né? –Uma lágrima escorreu de seus olhos
-Ela morreu, Jessie.
-Ah meu Deus.. Eu.. eu sinto muito Paul. –Passei a mão sob seu rosto, dando um leve selinho em seus lábios.
-Eu também. E desde então, tudo o que eu consegui fazer foi encher a cara, tentando esquecer. Porque pareceu que tudo desmoronou, sabe? Eu perdi a melhor amiga que eu pude ter aqui.. E perdi minha mãe. –Engoli em seco, minha vontade foi só chorar naquele momento.
E eu fui tão burra. Poderia ter corrido atrás dele, queria ter estado com ele naquela hora que ele mais precisou de alguém.
-Eu.. Eu estou aqui, tudo bem? –Me ajoelhei de frente a ele. –Eu estou aqui.
-Não me deixa não. Eu sei que faço tanta besteira, sei que te enganei e que você está com vontade de me bater mais do que aquele cara do bar –Ele riu fraquinho–Mas.. Fica aqui comigo. –Paul pegou minha mão e beijou-a.
-Eu vou, Paul. Mas.. O que vai fazer agora?
-Voltar pra casa não vou. Eu tive pouco contato com ela ultimamente, mas voce sabe, é minha mãe. –
Ele se ajeitou, virando pro meu lado, devagarzinho. –Vou ficar aqui por um tempo.. Jogar meu currículo em outra empresa..
-Não precisa fazer isso.
-Eu devo, Jessie. Eu quero ter algo com você, eu quero que o ´nós´ deixe de se tornar só essa palavra idiota e se torne, de verdade, eu e você.
Eu fiquei sem palavras.
-Nenhum cara já disse essas coisas pra mim, Paul.. E eu..
-Eu sei, eu sei. –Ele afagou meu rosto, me beijando. –Mas eu vou cuidar de você, eu prometo isso. –
Paul se jogou em cima de mim, me beijando novamente.
E apesar das coisas não estarem correndo tão bem, o importante foi que ele estava ali comigo. Deslizei minhas mãos por suas costelas, tirando logo sua camisa e ele assim fez com a minha também. Sem separar nossos lábios, Paul encontrou o feche-clair de meu shorts e logo sua mão deslizava por ali, e a minha, em sua Jeans.
-Você não sabe o quanto eu esperei por isso.. –Paul sussurrou em meu ouvido, enquanto beijava minha nuca e descia para meu colo (<colo aqui, me refiro a busto, embaixo da garganta.)
-SH. –Eu calei-o, beijando-o novamente. –Apenas esqueça tudo. Esqueça. –Sussurrei e minutos depois, pude sentir o corpo de Paul se encaixar perfeitamente no meu.
Dizem que se apaixonar, é algo surreal.
Dizem que é algo supérfluo.
Dizem que não existe amor a primeira vista.
Mas desde que vi Paul, eu me apaixonei, e me entreguei desde o primeiro segundo. E quando me perguntam como é se apaixonar, eu também não sei responder. Mas sei que pra mim, se apaixonar tem o nome dele. Tem o meu nome. Tem o ´nós´.
Sei que se apaixonar é bem mais do que querer alguém do seu lado, querer beijar alguém ou querer sentir alguém. Se apaixonar é algo mais profundo. É algo que cada um define, porque cada um sente de sua forma. Eu e Paul, sentimos juntos.
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Nota da autora: Lembro que escrevi essa história no intuito de mergulhar nas paixões, nos amores de verão, nos amantes de uma semana de duração. Eu queria explorar esse lado da paixão, essa vontade de estar com quem se gosta, de ter vontade de lutar pra ter quem você gosta. Afinal, quando você se apaixona e percebe que vale a pena e que é correspondido, não tem porque fechar o livro assim que começou a história que vale a pena ler.
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