Capítulo 7 - faz as malas e vem pra cá

terça-feira, 4 de setembro de 2018

-VOCÊ ME FAZ IR PRA PRAIA, ME EMBEBEDA E AINDA POR CIMA QUASE SOMOS PRESOS, CARA, VOCÊ É 10 MESMO, EIN?! –Bufei assim que entramos no carro, encharcados.

-Cara, calma, você é muito estressada, sabia?

-Não sou estressada, Paul ,eu só faço as coisas certas! Posso saber pra onde você está me levando?

-Sua casa é no outro bairro, Jessie. Até lá vamos levar no mínimo 30 minutos e eu realmente não estou afim de ser preso por estar dirigindo alcoolizado. Minha casa é ali na frente. –Olhei pra ele, brava. –OQUE? QUER QUE EU TE DEIXE NA RUA? EU PARO AQUI MESMO. –Ele freou bruscamente o carro e eu só suspirei, olhando pela janela.

Aposto que ele sabia que isso tudo iria acontecer só pra me levar pra casa dele.

Mas quer saber?

Eu estou cansada de ser a garotinha certa que faz tudo pra agradar todos. Porque no final, quem acaba sozinha, sou eu mesma!

Então, está mais do que na hora d’eu aproveitar porque cansei.

Assim que chegamos na sua casa Paul me jogou uma toalha, pra que me cobrisse e me secasse, estava muito frio.

-Quer um chocolate? Hoje está marcado pra um dos dias mais frios do ano.. –Ele disse indo pra cozinha e eu fui me aproximando da sala.

-Quero sim, obrigada. –Fui olhando os porta retratos. Eram fotos de Paul quando pequeno, ele com seu irmão, seus pais..

Sua família era linda.

Sentei-me em uma poltrona e me cobri mais com a toalha.

-Vou ligar isso aqui.

Paul havia tirado a camisa e colocado uma calça de moletom cinza. Foi quando vi que aquele garoto, não tinha nada de garoto não, Paul era um homem já. Ele estava colocando lenha na lareira quando eu não me contive e perguntei:

-Paul.. Quantos anos você tem? –Ele riu se virando pra mim

-26. Por que? –Arregalei os olhos.

Isso eu realmente não esperava.

-Jura? –Falei sem graça. –Caramba..

-Aparento ser mais novo, né? –Ele riu –Todo mundo sempre diz.. mas e você?

-23. –Ele gargalhou

-Estou falando sério ,Jessie. Se você é mais velha, pode falar. Não me incomodo não.

-Tenho 23,Paul. É sério.. –Paul se aproximou e tocou no meu rosto

-Você é real? –rimos –Caramba.. Você aparenta ser bem mais velha! –Revirei os olhos- No bom sentido, é claro.

-É, já ouvi bastante isso também. E o chocolate, ein?

-Vou pegar patroa, vou pegar.

Levantei-me e fui atrás de Paul na cozinha, e assim que ele se virou pra me entregar o chocolate, eu perguntei:

-Você tem alguma camisa pra me emprestar? Esse vestido está encharcado ainda. –Falei sem graça

-Claro que sim, segure aqui. –Ele me entregou a xícara do chocolate –Pode vir, se quiser.

-Aham.. –Falei subindo atrás dele.

A casa dele era enorme.

-Não entendo porque mora aqui sozinho..

-Tem um quarto a mais a casa pode fazer suas malas e vir pra cá então. –Revirei os olhos, rindo –Estou brincando, ei!  

Assim que entramos em seu quarto, fiquei mais abismada ainda. Era lindo, lindo e lindo! Havia uma estante com muitos livros do lado da porta, e mais na frente, uma cama de casal gigante. Com uma 
TV maior ainda na parede contrária.

-Serve essa? –Paul me jogou depois de pegar no armário

-Sim, qualquer uma está bom.

-Tem um banheiro no corredor, fica a vontade.

-Obrigada. –Sorri e fui adiante.

Troquei logo aquele vestido e a camisa de Paul coube como uma linda camisola na verdade. Mas .. O melhor não foi isso.

Estava com seu cheiro.


Seu doce cheiro. 

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