-Juro que tentei não me aproximar e fingir até que você
tinha ido embora. Mas me dei conta de que todo minuto ficava te olhando naquela
mesa sozinha e querendo voltar ali pro seu lado. E quando percebi que você não
estava mais lá, enganei uma prima dizendo pra irmos dar uma volta, quando na
verdade, estava te procurando. Te vi na piscina com o cara, e quis jogar ele
dentro da piscina, só pra te dar uns bons beijos. Depois quando me distrai e
não te vi mais, reparei um pedaço de seu vestido no arame farpado. Dei uma
desculpa qualquer a garota, e saí que nem um louco pra te procurar.
-E o que veio fazer aqui?
-Certificar-me de que ainda está viva.
-Ainda estou. Pode ir. –Eu disse bem séria, e voltei a me
concentrar em meu machucado.
-Certo. Se não conseguir achar o caminho de volta, se joga
daqui de cima, você chega lá embaixo rapidinho.
-Idiota.
-Infantil.
-Sai daqui, Sebastian! –Levantei-me, irritada já. –Eu só
quero ficar sozinha! Que saco!
-Você não tem maturidade o suficiente nem pra resolver
seus próprios problemas ,não é, garota? Nem parece que já passou dos 20. Nem
parece.
-Pra que você veio atrás de mim, sério? Você já conseguiu
acabar com o meu dia, não te satisfaz isso? Fui mais uma idiota na sua
listinha, pode ir, ou ainda não se contenta enquanto não me levar pra cama?
Você é um mimado, não presta, não presta! –Comecei a repetir.
-Vim até aqui porque por mais que eu não queira, eu estou
completamente apaixonado por essa infantil, boboca, criança, chata, chamada
Ariel.
Sebastian se aproximou, eu botei a mão em seu abdômen e
disse bem rápido:
-N..Na, não faça isso. Por favor. Só vá embora.
-Diga não se quiser que eu pare.
É claro que eu não consegui.
Ele me colocou contra a árvore que tinha atrás de mim, e
começou a me beijar desesperadamente.
Nós ofegávamos e procurávamos mais ar, um
do outro, pra poder continuar com aquele beijo tão inesperado. Ele puxou minha
perna e dobrou-a, do lado de sua cintura colando mais ainda nossos corpos. Meus
dedos já quase arranhavam sua nuca, grudando, conforme o calor que estava e ele
ainda de terno.
Sebastian deslizou sua outra mão que não segurava minha
coxa, por minhas costas, procurando o fecho do vestido. Foi quando eu me toquei
que algo estava muito errado.
-Certo. –Afastei ele, e ele foi me soltando aos poucos.
Ambos ainda recuperando a respiração. –Isso não vai adiantar.
-Mas vai nos satisfazer. –Ele me empurrou de novo, mas
dessa vez, eu escorreguei e acabei caindo e ele também.
Ótimo, dois idiotas se beijando no chão, no meio de uma floresta.
Palmas, não é mesmo.
A língua de Sebastian parecia que entrava em sincronia com
a minha. Ele beijava meu pescoço, meu colo, subia pro canto de minha boca até
finalmente beijá-la.
-Sebastian, por favor, não faça isso..-Eu choraminguei
enquanto ele beijava meu pescoço.
-Eu não posso te perder, Ariel. –Ele apoiou o cotovelo ao
lado de minha cabeça, ainda em cima de mim. –Não entende?
-Estou com medo, de nós mesmos nos perdermos em nós.
Sebastian colocou a mão rapidamente em seu bolso, e tirou
seu celular.
-Sua irmã está louca atrás de nós. Vamos logo.
-OK.
Sebastian me ajudou a levantar, mas eu mal conseguia ficar
de pé. Aquela droga daquele arranhão
estava ardendo muito.
E ainda por cima estava ficando roxo.
-Vem cá.
-


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