Capítulo 28 - machucados

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

-Juro que tentei não me aproximar e fingir até que você tinha ido embora. Mas me dei conta de que todo minuto ficava te olhando naquela mesa sozinha e querendo voltar ali pro seu lado. E quando percebi que você não estava mais lá, enganei uma prima dizendo pra irmos dar uma volta, quando na verdade, estava te procurando. Te vi na piscina com o cara, e quis jogar ele dentro da piscina, só pra te dar uns bons beijos. Depois quando me distrai e não te vi mais, reparei um pedaço de seu vestido no arame farpado. Dei uma desculpa qualquer a garota, e saí que nem um louco pra te procurar.

-E o que veio fazer aqui?

-Certificar-me de que ainda está viva.

-Ainda estou. Pode ir. –Eu disse bem séria, e voltei a me concentrar em meu machucado.

-Certo. Se não conseguir achar o caminho de volta, se joga daqui de cima, você chega lá embaixo rapidinho.

-Idiota.

-Infantil.

-Sai daqui, Sebastian! –Levantei-me, irritada já. –Eu só quero ficar sozinha! Que saco!

-Você não tem maturidade o suficiente nem pra resolver seus próprios problemas ,não é, garota? Nem parece que já passou dos 20. Nem parece.

-Pra que você veio atrás de mim, sério? Você já conseguiu acabar com o meu dia, não te satisfaz isso? Fui mais uma idiota na sua listinha, pode ir, ou ainda não se contenta enquanto não me levar pra cama? Você é um mimado, não presta, não presta! –Comecei a repetir.

-Vim até aqui porque por mais que eu não queira, eu estou completamente apaixonado por essa infantil, boboca, criança, chata, chamada Ariel.

Sebastian se aproximou, eu botei a mão em seu abdômen e disse bem rápido:

-N..Na, não faça isso. Por favor. Só vá embora.

-Diga não se quiser que eu pare.

É claro que eu não consegui.

Ele me colocou contra a árvore que tinha atrás de mim, e começou a me beijar desesperadamente. 

Nós ofegávamos e procurávamos mais ar, um do outro, pra poder continuar com aquele beijo tão inesperado. Ele puxou minha perna e dobrou-a, do lado de sua cintura colando mais ainda nossos corpos. Meus dedos já quase arranhavam sua nuca, grudando, conforme o calor que estava e ele ainda de terno.

Sebastian deslizou sua outra mão que não segurava minha coxa, por minhas costas, procurando o fecho do vestido. Foi quando eu me toquei que algo estava muito errado.

-Certo. –Afastei ele, e ele foi me soltando aos poucos. Ambos ainda recuperando a respiração. –Isso não vai adiantar.

-Mas vai nos satisfazer. –Ele me empurrou de novo, mas dessa vez, eu escorreguei e acabei caindo e ele também.

Ótimo, dois idiotas se beijando no chão, no meio de uma floresta.

Palmas, não é mesmo.

A língua de Sebastian parecia que entrava em sincronia com a minha. Ele beijava meu pescoço, meu colo, subia pro canto de minha boca até finalmente beijá-la.

-Sebastian, por favor, não faça isso..-Eu choraminguei enquanto ele beijava meu pescoço.

-Eu não posso te perder, Ariel. –Ele apoiou o cotovelo ao lado de minha cabeça, ainda em cima de mim. –Não entende?

-Estou com medo, de nós mesmos nos perdermos em nós.

Sebastian colocou a mão rapidamente em seu bolso, e tirou seu celular.

-Sua irmã está louca atrás de nós. Vamos logo.

-OK.

Sebastian me ajudou a levantar, mas eu mal conseguia ficar de pé. Aquela droga daquele arranhão 
estava ardendo muito.

E ainda por cima estava ficando roxo.


-Vem cá. 

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