#ResenhanaQuarentena Precisamos falar sobre "It ends with us", Colleen Hoover

terça-feira, 21 de abril de 2020

Oi, gente, tudo bem?!


Fiz uma votação em meu Instagram (@giuliakorreia) a respeito se vocês gostariam de um vídeo pro meu canal do Youtube (se você ainda o conhece, clique aqui!) sobre os últimos livros que li. Pois bem, ainda vou fazer o vídeo. Mas ainda sim, decidi fazer uma série de posts com os livros que andei lendo na quarentena, pra que eu possa explorar um pouco mais de cada livro (em um vídeo não daria pra fazer isso, a não ser que seja um vídeo de 5 horas, porque né!).

O primeiro da lista vai ser o que, de todos, o que mais gostei: É assim que acaba, de Colleen Hoover.

Sinopse


Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.


O livro  



     

Com uma trama completamente envolvente, capítulos com tamanhos suficientes (nem grandes nem pequenos), a autora te faz questionar sobre uma pauta muito discutida aqui no nosso país: a violência contra a mulher. Qual a melhor forma de você entender a vida, a perspectiva do outro? Sentindo na pele o que ele sente, ou seja, passando exatamente pelo que ele passou, não é mesmo? Pois foi exatamente isso que a autora fez. O filme é baseado na história (real) dos pais dela: que ela nunca entendeu como sua mãe conseguiu se apaixonar por um agressor. 

Você logo se apaixona pela Lily, uma mulher independente, inteligente, que em nenhum momento te faz pensar (pelo menos não ME fez pensar) "ah, que menina burra, se apaixonar por  um cara desse,,,", porque a autora tomou um tremendo cuidado pra que você não pensasse dessa forma, pra que você se apaixonasse pelo agressor tanto quanto a própria vítima. 


Ryle e Atlas são personagens perfeitos. Tem seus defeitos, mas parecem suprir as expectativas emocionais de Lily, são envolventes o tempo inteiro. Há um momento que, apesar dos pesares, você se pega pensando estar entre dúvida entre os dois. 

A crítica 

Eu me senti com 13 anos, lendo livros do Nicholas Sparks ao ler esse livro, juro: aquela ansiedade, angustia de querer devorar o livro de uma vez, sentar pra ler em poucas horas tudo de uma vez. Chorei, me emocionei, em certas cenas precisei largar o livro de lado pra poder dar uma respirada e digerida em tudo o que eu havia acabado de ler. 

Se você tem/sente certo gatilho quando o tema é violência doméstica, eu não te aconselharia a ler. Eu não costumo ser sensível a esses temas, mas esse livro me pegou bem desprevenida. Me deixou de estômago embrulhado. 

Não é grande, e é uma ótima leitura para fugir um pouco da sua realidade e do mundo real: eu trabalhava o dia todo, e quando chegava à noite, mal esperava para poder ler mais páginas do meu livrinho.

De 0 a 10, nota 11, sem dúvidas. 


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