-Bom dia, classe. –Meu professor de história contemporânea
disse ao entrar na sala. –Peguem o caderno de pesquisa de vocês e escolham um
tópico interessante, o que mais chamou atenção de vocês, para discursar sobre
ele. Mesmo que seu colega pegue o mesmo tópico que você, isso não irá
prejudicar sua nota; usarei os critérios de: Fonte usada pra pesquisas, a
maneira que você escreveu sobre o assunto e bem.. Os melhores trabalhos
selecionados por mim, serão levados para serem apresentados para a diretoria da
High School NY e apenas três alunos ganharão um estágio lá.
Meu queixo caiu.
Um estágio era tudo o que eu precisava pra poder juntar
dinheiro, trocar meu carro e quem sabe fazer uma viagem. Eu não aguentava mais
aquele trabalho na Starbucks. Era tudo o que eu queria, claro, mas estava de
saco cheio já.
-É pra quando, professor? –Um aluno levantou sua mão,
perguntando.
-Ainda não decidi. –Ele é louco ou? –Mas vocês podem começar
a faze-lo a partir de hoje. Irei avisa-los da entrega cerca de uma semana antes
da data. Voces podem ir pra informática, se desejarem, para começarem a
pesquisar sobre o tópico que vocês querem.
Metade da sala se levantou e foi pra informática, logo
depois que ele o disse. Eu fiquei sentada, olhando a matéria de minhas
apostilas e pensando.
-Ainda não sabe com o que trabalhar, Isabella? –Meu
professor perguntou, reparando que eu era uma
das poucas que haviam restado
dentro de sala.
-É, tenho umas dúvidas ainda.
-Minha dica é você escolher aquilo que você acha que tem
melhor capacidade de discursar sobre, de realmente querer apresentar. –Assenti,
sorrindo, extremamente agradecida por seu conselho.
-Muito obrigada. Vou pensar.
-Certo, fique a vontade.
Dentre tudo o que estudamos em História Contemporanea nesses
três períodos, estava pensando em pegar o tópico de Globalização.
Comecei a escrever, a mão mesmo, em meu caderno, anotações
sobre o que eu precisava pesquisar pra ter fontes seguras e dados, o que é
sempre bom pra ilustrar aquilo que eu falo.
Ao chegar meu ultimo tempo, a turma que eu encontrava com
Blake, sentei do outro lado da sala e
não no meu lugar de sempre. Não queria
nem olhar na cara dele hoje, que dirá sentir aquele cheiro enjoativo de seu
perfume.
Durante a aula eu juro que o vi virar o pescoço pra trás e
ficar me olhando, mas fiquei grande parte de cabeça baixa, fingindo que estava
anotando alguma coisa quando só estava desenhando mesmo.
Minutos antes do sinal tocar, juntei logo minhas coisas e
assim que ele o fez, saí da sala apressada, sem o dar chances de vir falar
comigo.
Me despedi de Kira, na saída, e fui logo pra Starbucks.
Depois de trocar de roupa e por meu uniforme, meu tio veio
me procurar, perguntando:
-Ei, Isa, está tudo bem entre você e aquele rapaz?
-Sim, tio, está sim. –Sorri, grata pela sua preocupação.
–Não se preocupe.
-Certo. Se você precisar de qualquer coisa.. Só me chamar.
-Obrigada.
O movimento –graças a Deus –não foi grande e pouco antes das
16h, pude ir pra casa. Eu estava doida pra encontrar Alex logo.
Tomei um longo banho, botei uma leggin preta e uma camisa curtinha
florida, estilo meio cigana.
Estava ótimo; nem tão arrumada, mas apresentável.
Quando eram quase 16h30, a campainha tocou.
-Ta aberta! –Eu gritei da cozinha, onde pegava uma água.
-Oi, amor. –Ouvi a voz de Alex chegando, com um lindo buque
de rosas em suas mãos.
-Ah! Que coisa mais linda! –Eu o peguei assim que ele
esticou sua mao, me entregando. –São lindas! Amei!
Enlacei meus braços ao redor de seu pescoço e o beijei.
Coloquei o buque na bancada, que estava ao nosso lado, sem separar nossos
lábios, pra que eu pudesse deslizar minhas mãos por seu cabelo molhado.
Alex agarrou uma de minhas coxas e num impulso meu, envolvi
minhas duas pernas ao redor de sua cintura.
Nosso beijo continuou rápido e com certo desejo, até ele me
jogar em cima do sofá e ficar por cima de mim, começando a levantar minha blusa
ao deslizar sua mão pela lateral de minha costela.
-Alex.. –Eu sussurrei quando ele começou a beijar meu
pescoço.
-Aham.. –Ele não parava de beijar e dar leves chupões ali.
-Por favor, vamos sair logo, não vamos conseguir parar.
-É. Você tem razão. –Ele me olhou cheio de desejo, sorrindo.
Depois de levantar de cima de mim, me ajudou a levantar,
peguei minha bolsa e saímos de casa.
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