Capítulo 38 - estágio

quarta-feira, 18 de abril de 2018

-Bom dia, classe. –Meu professor de história contemporânea disse ao entrar na sala. –Peguem o caderno de pesquisa de vocês e escolham um tópico interessante, o que mais chamou atenção de vocês, para discursar sobre ele. Mesmo que seu colega pegue o mesmo tópico que você, isso não irá prejudicar sua nota; usarei os critérios de: Fonte usada pra pesquisas, a maneira que você escreveu sobre o assunto e bem.. Os melhores trabalhos selecionados por mim, serão levados para serem apresentados para a diretoria da High School NY e apenas três alunos ganharão um estágio lá.

Meu queixo caiu.

Um estágio era tudo o que eu precisava pra poder juntar dinheiro, trocar meu carro e quem sabe fazer uma viagem. Eu não aguentava mais aquele trabalho na Starbucks. Era tudo o que eu queria, claro, mas estava de saco cheio já.

-É pra quando, professor? –Um aluno levantou sua mão, perguntando.

-Ainda não decidi. –Ele é louco ou? –Mas vocês podem começar a faze-lo a partir de hoje. Irei avisa-los da entrega cerca de uma semana antes da data. Voces podem ir pra informática, se desejarem, para começarem a pesquisar sobre o tópico que vocês querem.

Metade da sala se levantou e foi pra informática, logo depois que ele o disse. Eu fiquei sentada, olhando a matéria de minhas apostilas e pensando.

-Ainda não sabe com o que trabalhar, Isabella? –Meu professor perguntou, reparando que eu era uma 
das poucas que haviam restado dentro de sala.

-É, tenho umas dúvidas ainda.

-Minha dica é você escolher aquilo que você acha que tem melhor capacidade de discursar sobre, de realmente querer apresentar. –Assenti, sorrindo, extremamente agradecida por seu conselho.

-Muito obrigada. Vou pensar.

-Certo, fique a vontade.

Dentre tudo o que estudamos em História Contemporanea nesses três períodos, estava pensando em pegar o tópico de Globalização.

Comecei a escrever, a mão mesmo, em meu caderno, anotações sobre o que eu precisava pesquisar pra ter fontes seguras e dados, o que é sempre bom pra ilustrar aquilo que eu falo.

Ao chegar meu ultimo tempo, a turma que eu encontrava com Blake, sentei do outro lado da sala e 
não no meu lugar de sempre. Não queria nem olhar na cara dele hoje, que dirá sentir aquele cheiro enjoativo de seu perfume.

Durante a aula eu juro que o vi virar o pescoço pra trás e ficar me olhando, mas fiquei grande parte de cabeça baixa, fingindo que estava anotando alguma coisa quando só estava desenhando mesmo.

Minutos antes do sinal tocar, juntei logo minhas coisas e assim que ele o fez, saí da sala apressada, sem o dar chances de vir falar comigo.

Me despedi de Kira, na saída, e fui logo pra Starbucks.

Depois de trocar de roupa e por meu uniforme, meu tio veio me procurar, perguntando:

-Ei, Isa, está tudo bem entre você e aquele rapaz?

-Sim, tio, está sim. –Sorri, grata pela sua preocupação. –Não se preocupe.

-Certo. Se você precisar de qualquer coisa.. Só me chamar.
-Obrigada.

O movimento –graças a Deus –não foi grande e pouco antes das 16h, pude ir pra casa. Eu estava doida pra encontrar Alex logo.

Tomei um longo banho, botei uma leggin preta e uma camisa curtinha florida, estilo meio cigana. 

Estava ótimo; nem tão arrumada, mas apresentável.

Quando eram quase 16h30, a campainha tocou.

-Ta aberta! –Eu gritei da cozinha, onde pegava uma água.

-Oi, amor. –Ouvi a voz de Alex chegando, com um lindo buque de rosas em suas mãos.

-Ah! Que coisa mais linda! –Eu o peguei assim que ele esticou sua mao, me entregando. –São lindas! Amei!

Enlacei meus braços ao redor de seu pescoço e o beijei. Coloquei o buque na bancada, que estava ao nosso lado, sem separar nossos lábios, pra que eu pudesse deslizar minhas mãos por seu cabelo molhado.

Alex agarrou uma de minhas coxas e num impulso meu, envolvi minhas duas pernas ao redor de sua cintura.

Nosso beijo continuou rápido e com certo desejo, até ele me jogar em cima do sofá e ficar por cima de mim, começando a levantar minha blusa ao deslizar sua mão pela lateral de minha costela.

-Alex.. –Eu sussurrei quando ele começou a beijar meu pescoço.

-Aham.. –Ele não parava de beijar e dar leves chupões ali.

-Por favor, vamos sair logo, não vamos conseguir parar.

-É. Você tem razão. –Ele me olhou cheio de desejo, sorrindo.


Depois de levantar de cima de mim, me ajudou a levantar, peguei minha bolsa e saímos de casa.

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