Capítulo 39 - Empire State

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Pegamos seu carro no estacionamento e no caminho, tentei de novo:

-Não vai mesmo me dizer pra onde a gente está indo?

-Mas você é curiosa pra cacete, huh? –Riu, passando a mão em minha coxa.

-Sou!

-Já estamos chegando. Mas quando estivermos quase lá, precisarei vendar seus olhos, ok?

-Mentira?

-Serissimo. Você não se importa, né?

-Não, mas..

-Ótimo.

Alex sorriu, satisfeito com o que ele tinha em mente. Eu mal esperava pra ver.

-

Reparei que não parávamos de subir, subir e subir. Aquilo estava me deixando nervosa.

-Já estamos chegando? –Perguntei, no caminho.

-Quase.

Minutos depois, senti que Alex foi diminuindo seu ritmo até parar, de vez, e dizer:

-Pronto. Vou tirar, ok?

-Ok.

Ele me ajudou a tirar minha venda e depois de piscar os olhos repetidamente, a fim de me acostumar com a claridade, não acreditei no que estava vendo.

Estavamos no Empire State e quando olhei pro lado, num cantinho, tinha uma mesa, com uma vela e dois pratos, um de frente pro outro. Iriamos jantar, ali?

-Separei aquele cantinho pra gente comer algo. –Ele disse no meu ouvido quando reparou que eu 
estava olhando pra lá.

-Não acredito que você fez tudo isso..

-Meus amigos me ajudaram, mas foi tranquilo. Queria que hoje fosse especial pra gente.

-Por que? Estamos comemorando alguma data especial que eu esqueci?  -Falei baixinho, sem graça.

-Não, não. –Alex riu, me acompanhando quando fui na beirada dali querendo ver aquela vista maravilhosa. –É especial porque estou aqui pra te dizer umas coisas. Vamos? –Fez sinal pra mesa a qual ele havia reservado.

Nos sentamos nela e logo em seguida um garçom veio perguntar o que queríamos. Por agora, pedimos apenas um vinho.

-Entao.. –Alex estava nervoso, deu pra perceber. –Eu nunca fui de ficar falando essas coisas, e nem sou, então por favor, não se acostume. –Nós rimos, quebrando o gelo. –Bem, eu.. Isabella. Eu to apaixonado por você. Ficar esses dias separado de você foi muito difícil pra mim, tudo o que eu conseguia pensar era no quanto eu sentia sua falta e que com poucas palavras, poderíamos ter resolvido isso tudo. –Assenti, pra que ele continuasse. –Eu amo o seu sorriso, a forma com que você foi largando velhos hábitos por minha causa, no caso, a bebedeira, e como você ficou naquele dia que veio me confrontar se eu não lembrava de você no acampamento. Eu amei a forma que você se impôs, que você se importou, sabe? Quando eu achava que iria te esquecer e tudo ficaria bem.

-Fico feliz que você não o fez. –Eu segurei sua mão por cima da mesa, apertando-a.

-Eu também. Você não imagina o quanto. –Ele pegou ela, beijando-a.

-Voce me faz muito feliz, Alex. Tao feliz quanto eu nunca mais imaginei ser, depois de tudo que passei. Voce percebeu pelo meu jeito no acampamento, eu já tinha desistido disso de me apaixonar. Voce acendeu essa luz em mim novamente, você.. Voce me fez querer me apaixonar novamente. 
Obrigada por te-lo feito.

-Voce é maravilhosa. –Ele sorriu, fazendo carinho em minha mão.


Pedimos um lanche qualquer e continuamos conversando ali até por volta  de 20h da noite. Impossível ter um clima tão bomquanto estava entre eu e Alex.

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