-Ele é um babaca! Só estava jogando comigo, esse tempo todo. Agora ta
la, com a outra, e provavelmente vai fazer a mesma coisa com ela! – eu dizia
numa voz completamente embriagada enquanto tomava meu sexto, ou sétimo?, copo
de vodca com energético.
Estávamos eu, Ariel, Chris e um pessoal do trabalho bebendo num bar que
tinha perto da empresa.
Bem movimentado e bonito estilo americano: todo
enfeitado, com musica boa e mais uma vez, com pessoas bonitas.
-Fica tranquila, gata! Tem muito cara aí pra ti! – Ariel dizia, enquanto
ria do meu descontrole. Ele sabia bem que amanhã eu nao lembraria de metade
disso.
-É, tem eu, cara. Fica tranquila. – chris disse, me fazendo cair na
gargalhada.
Ele era bem gato, legal, etc, mas nada que me faça ter tanto interesse –
e tesão- quanto como é com Thomas.
-Vamos pra casa, vamos? Já está na nossa hora. – Ariel dizia. Já se
passavam de 3 da manhã.
-Vamos, cansei dessa porra toda. – eles riram quando eu o disse.
Ariel e Chris me deixaram de táxi em casa, e depois foram pras suas
respectivas casas.
Deitei na cama pra dormir e apaguei completamente.
No dia seguinte, acordei com uma puta enxaqueca, as 2 da tarde, sentindo
meu corpo todo dormente, mas tomei um banho e fui trabalhar.
A vida nao estava facil, nem comprada já.
Thomas e eu nos ignoramos o tempo todo, e evitavamos nos falar ao
maximo.
Semanas se passaram e continuamos desse jeito.
Até ele me ligar, completamente bebado, as tres da manhã de um domingo.
-To indo pra...ai.
-Por que? Aconteceu alguma coisa?
-Porque eu to indo.
-Nao! Voce nao pode. Vai pra casa, Thomas.
-Eu nao quero ir pra casa.
-Mas é o unico lugar que voce vai agora.
-To na porta do seu prédio.
Tomei um puta susto quando o interfone tocou. Fiquei toda arrepiada. É,
fudeu.
-Thomas, vai embor.. – ele continuava tocando o interfone.
Eu nao tinha opçao, ou eu abria, ou o sindico do predio desceria pra
arrumar confusao.
Coloquei um short jeans e fiquei com minha blusa de manga comprida de
dormir mesmo. Tomei coragem e fui abrir o portão debaixo, depois, esperei-o
subir.
Dei um pulo do sofá quando a campainha de meu apartamento tocou. Fui
apressada abrir a porta e no instante que o fiz, entrou um Thomas bem vestido,
porém tropego pra dentro de minha casa.
-O que aconteceu com voce? – eu disse, enquanto o ajudava a sentar em
meu sofá.
-Eu saí com a Camille.
-Ah. Pelo jeito que voce tá agora posso deduzir que foi bom pra caramba,
né? – me levantei e fui até a cozinha, pegar um copo d’agua pra ele.
-Foi bem legal. – ele dizia numa voz bem arrastada, suspirando. – Mas
ela não é quem eu quero..
voce me entende..? – parei em sua frente, dando água
pra ele beber.
-Nao, nao te entendo, Thomas.
-Eu quero voce, Hanna. – disse depois de beber. Dei um passo pra trás,
cruzando os braços. Eu sabia que estavamos entrando num territorio
perigosíssimo agora. – Eu preciso tanto de voce.. – esticou seu braço, tentando
pegar minha mao.
-Voce está muito alterado. Vou pegar um travesseiro pra voce dormir
aqui. Amanha de manha a gente vai conversar direito, ok?
Mas quando me virei pra ir pro meu quarto, ele segurou minha mão e se
levantou bem rapido, juntando nossos corpos.
-Por que voce nao ouve? Por que finge nao notar o que existe entre a
gente?
-Entre a gente nao tem nada, Thomas! Nunca teve. E nunca vai ter, se
depender de mim.
-Voce sabe que isso nao é verdade, Hanna.. – colocou sua mão em minha
nuca, acariciando meu rosto com o polegar. – Deus, eu te quero tanto..
-A gente nao pode, Thomas. A gente nao deve..
-


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