-Não é nada diferente. –Bati com meus punhos na mesa,
assustando-o. –Enquanto você não confiar em mim o suficiente pra me contar que
merda acontece entre você e sua família, eu não vou dizer uma palavra entre o
que aconteceu entre mim e Blake. Tenha um bom dia.
Levantei-me da mesa e saí do restaurante, deixando-o pra
trás. Alex nem se deu o trabalho de me chamar, de vir atrás de mim.
Simplesmente ficou parado lá, me olhando.
Fui pra Starbucks e lá, telefonei pra um restaurante,
pedindo pra que eles entregassem uma salada ali pra mim. Não passaria o resto
da tarde sem comer nada e de estomago vazio por causa daquele idiota.
Trabalhei o resto da tarde de saco cheio. Meu tio percebeu e
me mandou pra casa mais cedo, por volta das 17h.
Fui pra casa e quando o elevador abriu no meu andar, ouvi um
latido no andar debaixo.
Provavelmente era Alex saindo pra passear com Herus.
Não querendo ver seu rosto nem pintado a
ouro, entrei em casa e fiquei quietinha lá.
Fiz um lanche, tomei um banho e coloquei uma leggin, meu top
preto e por cima, uma blusinha branca. Ia malhar pra manter a mente ocupada.
Ao chegar na academia, graças a Deus não o vi por lá. Deixei
minha bolsa num armário e fui pra esteira, correr um pouco.
Depois de quase vinte minutos de muito suor e sem sentir as
pernas, fui pra outro aparelho a fim de malhar as pernas nele.
Mas ao sentar e tentar ajusta-lo nas minhas pernas, eu não
conseguia de maneira alguma.
Tentei uma, duas, três vezes e nada.
-Inferno! –Eu falei um pouco em voz alta. Só um pouco,
claro.
-Precisa de alguma ajuda? –Um rapaz com o uniforme da
academia veio me perguntar, ele era um dos instrutores por ali, já havia o
visto antes.
Alto, negro, uma barba rala pelo
rosto e forte. Bem forte.
-Sim! Não consigo ajustar meu corpo nesse troço.
-Certo. –Ele riu, se abaixando pra me ajudar ali. –Coloca a
perna aqui. –Assim o fiz, assim que ele pediu. –A outra aqui. Isso, agora força
a perna. Não, essa perna. Isso. Encosta a cabeça. Força o abdome na hora de
empurrar, não mexa muito a cabeça. Isso, assim.
Ele ia me dando as instruções e eu seguia, conforme dizia.
Rapidinho consegui começar os exercícios ali.
-Está melhor assim?
-Sim, sim. Muito obrigada! –Sorri, agradecida.
-Qualquer coisa, me chamo Arthur.
-Ok!
-Qual seu nome, mesmo? –Ele sorriu, me olhando.
Hum..
-Isabella. A que não consegue lidar com um simples aparelho
de por as pernas. –Nós dois rimos.
Nessa nossa conversa boba, vi alguém passar por nós de
relance e achei ter sido Alex. Estava neurótica, só podia ser.
Voltei a malhar e o instrutor ficou de longe, me observando.
Eu olhava em volta as vezes e podia ve-lo me olhando.
Terminei aquela série, fui pra mais dois aparelhos e por
volta de 19h, saí da academia mal sentindo
minhas pernas.
Cheguei em casa, tomei um banho e fiquei vendo um filme
aleatório até pegar no sono.
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