Capítulo 33 - não é nada diferente

segunda-feira, 9 de abril de 2018

-Não é nada diferente. –Bati com meus punhos na mesa, assustando-o. –Enquanto você não confiar em mim o suficiente pra me contar que merda acontece entre você e sua família, eu não vou dizer uma palavra entre o que aconteceu entre mim e Blake. Tenha um bom dia.

Levantei-me da mesa e saí do restaurante, deixando-o pra trás. Alex nem se deu o trabalho de me chamar, de vir atrás de mim. Simplesmente ficou parado lá, me olhando.

Fui pra Starbucks e lá, telefonei pra um restaurante, pedindo pra que eles entregassem uma salada ali pra mim. Não passaria o resto da tarde sem comer nada e de estomago vazio por causa daquele idiota.

Trabalhei o resto da tarde de saco cheio. Meu tio percebeu e me mandou pra casa mais cedo, por volta das 17h.

Fui pra casa e quando o elevador abriu no meu andar, ouvi um latido no andar debaixo. 

Provavelmente era Alex saindo pra passear com Herus. Não querendo ver  seu rosto nem pintado a ouro, entrei em casa e fiquei quietinha lá.

Fiz um lanche, tomei um banho e coloquei uma leggin, meu top preto e por cima, uma blusinha branca. Ia malhar pra manter a mente ocupada.

Ao chegar na academia, graças a Deus não o vi por lá. Deixei minha bolsa num armário e fui pra esteira, correr um pouco.

Depois de quase vinte minutos de muito suor e sem sentir as pernas, fui pra outro aparelho a fim de malhar as pernas nele.

Mas ao sentar e tentar ajusta-lo nas minhas pernas, eu não conseguia de maneira alguma.

Tentei uma, duas, três vezes e nada.

-Inferno! –Eu falei um pouco em voz alta. Só um pouco, claro.

-Precisa de alguma ajuda? –Um rapaz com o uniforme da academia veio me perguntar, ele era um dos instrutores por ali, já havia o visto antes.

Alto, negro, uma barba rala pelo rosto e forte. Bem forte.

-Sim! Não consigo ajustar meu corpo nesse troço.

-Certo. –Ele riu, se abaixando pra me ajudar ali. –Coloca a perna aqui. –Assim o fiz, assim que ele pediu. –A outra aqui. Isso, agora força a perna. Não, essa perna. Isso. Encosta a cabeça. Força o abdome na hora de empurrar, não mexa muito a cabeça. Isso, assim.

Ele ia me dando as instruções e eu seguia, conforme dizia. Rapidinho consegui começar os exercícios ali.

-Está melhor assim?

-Sim, sim. Muito obrigada! –Sorri, agradecida.

-Qualquer coisa, me chamo Arthur.

-Ok!

-Qual seu nome, mesmo? –Ele sorriu, me olhando.

Hum..

-Isabella. A que não consegue lidar com um simples aparelho de por as pernas. –Nós dois rimos.

Nessa nossa conversa boba, vi alguém passar por nós de relance e achei ter sido Alex. Estava neurótica, só podia ser.

Voltei a malhar e o instrutor ficou de longe, me observando. Eu olhava em volta as vezes e podia ve-lo me olhando.

Terminei aquela série, fui pra mais dois aparelhos e por volta de 19h, saí da academia mal sentindo 
minhas pernas.

Cheguei em casa, tomei um banho e fiquei vendo um filme aleatório até pegar no sono.


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