Entrei com cuidado dentro do box já que eu havia tirado meu
chinelo na porta de sua casa, pra não escorregar, e quando estava exatamente
embaixo do chuveiro, olhando pra baixo e procurando o bicho, Alex ligou-o e
veio aquela enxurrada de água em minhas costas.
Me reergui rápido, rindo.
-Voce é muito escroto, cara. –Olhei pra ele, que caía na
gargalhada em frente a mim.
Puxei-o e ficamos os dois embaixo do chuveiro.
Ouvimos Herus chegar e Alex fechou rapidamente a porta do
box, certo de que se bobeássemos, ele entraria.
-Não resisti. –Falou, colocando uma de suas mãos em minha
nuca e rindo, ainda. –Desculpa, Isa.
Começamos a nos beijar e pouco depois, Alex me encostou na
parede, permitindo que num pulo, eu colocasse minhas pernas ao redor de sua
cintura; assim fiz.
Mas Herus começou a latir do lado de fora, doido pra que
saíssemos logo dali pra brincar com ele.
Nos separamos, rindo e peguei uma toalha que estava
pendurada na porta do box pra me secar.
Depois de seca, voltei pra sala e terminei de tirar pó das
estantes ali enquanto Alex terminava de lavar o banheiro.
Por volta de 20h, acabamos tudo e pedimos uma comida
japonesa já que eu estava faminta.
Jantamos e eu me despedi, já que precisava fazer umas coisas
da faculdade pra amanhã.
-Vou te buscar amanhã, você sai que horas?
-12h! Mas 13h eu tenho que estar na Starbucks, ok? –Falei,
indo pra porta.
-Sem problemas. 12h estarei lá e depois a gente se encontra
de novo. –Piscou, me pegando pela cintura e me beijando.
Senti que aquele beijo foi diferente; parece que foi um
beijo em busca de conformação, em busca de uma segurança, para Alex. Respondi-o
o quanto eu pude, queria que ele soubesse que estava seguro comigo e se
sentisse a vontade pra dividir o que ele quisesse comigo.
Queria, né.
-
No dia seguinte, fui pra faculdade ainda chateada com aquela
situação toda com Alex. Na saída, acabei demorando um pouco pra sair porque fui
atrás de um professor a fim de perguntar a ele sobre uma matéria que eu não
estava entendendo.
Quando finalmente fui pra porta, de encontro a Alex, o vi
fora do carro, conversando com Blake. Ele não estava com uma cara nada boa.
-Olá? –Perguntei meio sem graça, chegando perto dos dois.
-Vamos? –Alex me lançou um olhar frio e distante.
-Claro.
Fomos até o carro e enquanto ele procurava um restaurante
perto dali, eu disse, tentando quebrar
aquele clima ruim:
-Desculpe a demora. Fui atrás de um professor pra tirar umas
dúvidas..
Alex apenas balançou a cabeça no sentido afirmativo, sem
dizer nada.
-Está tudo bem?
-Por que não estaria? –Me lançou aquele olhar de novo.
Decidi ficar quieta; não iria ficar recebendo seus foras de
graça.
Chegamos no restaurante, sentamos na primeira mesa vazia que
vimos pela frente e eu pedi um
Matte, enquanto ele preferiu uma coca.
Olhei pela janela, distraída e então, não me aguentando
mais, perguntei:
-O que você e Blake estavam conversando?
-Nada. –Disse, assentindo e evitando meus olhos.
-Alex, você vai ficar nessa? Dá pra você conversar direito
comigo?
-Pra que, huh? Você não faz isso comigo, você não me conta
quando eu te pergunto as coisas, então..
Qual o sentido disso tudo, ein,
Isabella?
Se Blake abriu a boca dele eu iria mata-lo. De verdade.
-Do que você tá falando?
-Blake deixou bem claro pra mim, hoje, que o que vocês
tiveram não foi um casinho qualquer, como você afirma. O que foi que realmente
aconteceu entre vocês, Isabella?
-Por que isso te incomoda tanto? Meu Deus, eu estou com
você, não com ele!
A garçonete veio trazendo nossa bebida e paramos, por um
instante.
Assim que ela se afastou, Alex devolveu:
-Eu não quero estar com uma pessoa que esconde seu passado
de mim.
-Ah, e você está muito certo de dizer isso pra mim, né? –Ele
franziu o cenho, não entendendo. –
TODA vez que seu pai te liga você vira outra
pessoa, fica transtornado de raiva. Você volta da casa dele parecendo outra
pessoa. Você acha que sou estupida de não perceber? De simplesmente achar que
vocês não se entendem e pronto?
-Isso é diferente. –Eu havia tocado no ponto fraco dele, sabia
disso. Alex olhou pela janela, engolindo seco.
-


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