Capítulo 32 - Blake de novo.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Entrei com cuidado dentro do box já que eu havia tirado meu chinelo na porta de sua casa, pra não escorregar, e quando estava exatamente embaixo do chuveiro, olhando pra baixo e procurando o bicho, Alex ligou-o e veio aquela enxurrada de água em minhas costas.

Me reergui rápido, rindo.

-Voce é muito escroto, cara. –Olhei pra ele, que caía na gargalhada em frente a mim.

Puxei-o e ficamos os dois embaixo do chuveiro.

Ouvimos Herus chegar e Alex fechou rapidamente a porta do box, certo de que se bobeássemos, ele entraria.

-Não resisti. –Falou, colocando uma de suas mãos em minha nuca e rindo, ainda. –Desculpa, Isa.

Começamos a nos beijar e pouco depois, Alex me encostou na parede, permitindo que num pulo, eu colocasse minhas pernas ao redor de sua cintura; assim fiz.

Mas Herus começou a latir do lado de fora, doido pra que saíssemos logo dali pra brincar com ele.

Nos separamos, rindo e peguei uma toalha que estava pendurada na porta do box pra me secar.

Depois de seca, voltei pra sala e terminei de tirar pó das estantes ali enquanto Alex terminava de lavar o banheiro.

Por volta de 20h, acabamos tudo e pedimos uma comida japonesa já que eu estava faminta.

Jantamos e eu me despedi, já que precisava fazer umas coisas da faculdade pra amanhã.

-Vou te buscar amanhã, você sai que horas?

-12h! Mas 13h eu tenho que estar na Starbucks, ok? –Falei, indo pra porta.

-Sem problemas. 12h estarei lá e depois a gente se encontra de novo. –Piscou, me pegando pela cintura e me beijando.

Senti que aquele beijo foi diferente; parece que foi um beijo em busca de conformação, em busca de uma segurança, para Alex. Respondi-o o quanto eu pude, queria que ele soubesse que estava seguro comigo e se sentisse a vontade pra dividir o que ele quisesse comigo.

Queria, né.

-

No dia seguinte, fui pra faculdade ainda chateada com aquela situação toda com Alex. Na saída, acabei demorando um pouco pra sair porque fui atrás de um professor a fim de perguntar a ele sobre uma matéria que eu não estava entendendo.

Quando finalmente fui pra porta, de encontro a Alex, o vi fora do carro, conversando com Blake. Ele não estava com uma cara nada boa.

-Olá? –Perguntei meio sem graça, chegando perto dos dois.

-Vamos? –Alex me lançou um olhar frio e distante.

-Claro.

Fomos até o carro e enquanto ele procurava um restaurante perto dali, eu disse, tentando quebrar 
aquele clima ruim:

-Desculpe a demora. Fui atrás de um professor pra tirar umas dúvidas..

Alex apenas balançou a cabeça no sentido afirmativo, sem dizer nada.

-Está tudo bem?

-Por que não estaria? –Me lançou aquele olhar de novo.

Decidi ficar quieta; não iria ficar recebendo seus foras de graça.

Chegamos no restaurante, sentamos na primeira mesa vazia que vimos pela frente e eu pedi um 

Matte, enquanto ele preferiu uma coca.

Olhei pela janela, distraída e então, não me aguentando mais, perguntei:

-O que você e Blake estavam conversando?

-Nada. –Disse, assentindo e evitando meus olhos.

-Alex, você vai ficar nessa? Dá pra você conversar direito comigo?

-Pra que, huh? Você não faz isso comigo, você não me conta quando eu te pergunto as coisas, então.. 
Qual o sentido disso tudo, ein, Isabella?

Se Blake abriu a boca dele eu iria mata-lo. De verdade.

-Do que você tá falando?

-Blake deixou bem claro pra mim, hoje, que o que vocês tiveram não foi um casinho qualquer, como você afirma. O que foi que realmente aconteceu entre vocês, Isabella?

-Por que isso te incomoda tanto? Meu Deus, eu estou com você, não com ele!

A garçonete veio trazendo nossa bebida e paramos, por um instante.

Assim que ela se afastou, Alex devolveu:

-Eu não quero estar com uma pessoa que esconde seu passado de mim.

-Ah, e você está muito certo de dizer isso pra mim, né? –Ele franziu o cenho, não entendendo. –
TODA vez que seu pai te liga você vira outra pessoa, fica transtornado de raiva. Você volta da casa dele parecendo outra pessoa. Você acha que sou estupida de não perceber? De simplesmente achar que vocês não se entendem e pronto?


-Isso é diferente. –Eu havia tocado no ponto fraco dele, sabia disso. Alex olhou pela janela, engolindo  seco.

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