Eu estava tão desesperada pra dar 17h, que quando eram
16h58, eu já estava no deposito trocando de roupa. Jonas ficou sentado o tempo
todo na mesa, provavelmente me esperando sair pra tentar me cantar de novo.
Pelo amor de Deus.
Despedi-me de meu tio e saí por trás, indo rápido pra casa.
–Graças a Deus, Jonas não me seguiu-.
Dei um pulo em casa pra colocar uma roupa mais confortável,
tomei outro banho e quando eram quase 17h45, toquei na casa de Alex.
Fui recebida com um latido forte. Fiquei logo com medo.
-SHH, Herus, fique quieto. –Ouvi a voz de Alex em seguida,
destrancando a porta. –É só a Isa, fique quieto.
Entrei já olhando pro chão e procurando a coisa
–brincadeira, amo cachorros-.
Era um chow chow, cor de ferrugem e grande. Que cachorro
mais fofo, meu Deus!
-AAh, que coisa mais linda! –Eu logo surtei, dando minha mão
pro cão cheirar.
Ele logo veio o fazendo-o, cheirando minhas pernas e
espirrando.
-Acho que vocês vao se dar bem. –Alex disse, sorrindo. –E
aí. –Virou pra mim e me beijou.
Enquanto nos beijávamos senti Herus pular em minha perna.
-Voce quer um beijo também, né? –Ajoelhei e comecei a fazer
carinho nele.
Na hora, ele começou a me lamber e abanar o rabo: já havia
conquistado o bicho.
-Entao, o que a gente faz? –Perguntei a Alex assim que me
reergui, curiosa.
-Eu comprei uns desinfetantes e coisas pra tirar pó. Você se
importa de tirar pó enquanto eu lavo o banheiro? É que eu sou muito alérgico a
poeira e aqui tem de sobra.
-Sem problema. Mas você vai conseguir lavar o banheiro
sozinho? –Perguntei, zombando dele.
-Há há. Como você é engraçada, querida. Agora chega de papo,
vamos ao trabalho.
-Sim, senhor.
Percebi que Alex não estava com uma cara muito boa.
Novidade, já que ele acabava de chegar da casa dos pais dele. Eu precisava
descobrir o que que acontecia entre ele e seus pais, Jesus.
Prendi meu cabelo e agradeci por estar com um de meus shorts
de academia e uma camisa larga porque com certeza iria suar: eram muitos móveis
pra tirar pó.
Ao entrar em sua casa, dávamos de cara com a sala que tinha
uma TV enorme na parede e em volta, vários cubos de madeira com retratos e
estatuas estranhas dentro.
Embaixo dessa TV, um outro móvel com DVD e afins.
Um sofá enorme e uma mesinha de centro bem bonita. Ele tinha
gosto pra decoração.
Peguei um pano e o produto de tirar pó e comecei a faxina.
Depois de limpar os cubos da parede, me sentei no chão pra
limpar o móvel com o DVD e aparelhos, Herus aproveitou a deixa e correu pra
mim, me lambendo e me atacando.
-Voce não existe, cara. –Ri, tirando-o de cima de mim. –Me
deixe trabalhar, ta? –Ele ficou paradinho
me olhando. Que vontade de morder
aquele bicho!
Antes de terminar de limpar ali, ouvi Alex me chamar
desesperado no banheiro.
Fui que nem uma desesperada já pensando: fudeu, ele caiu,
quebrou a coluna, está morrendo.
Ao chegar lá, ele está dentro do box, com uma vassoura na
mão e olhando pro ralo do banheiro.
-O que foi?
-Perguntei, puta. Eu sabia que não era nada demais.
(Não sabia não).
-Vem ver aquele bicho, vem ver!
Bufei, cruzando os braços e continuei na porta do banheiro,
olhando séria pra ele.
-É sério, cara. É serio!
Fui me aproximando devagar e na porta do box, não vi nada.
-Tem nada ali, Alex.
-Vem aqui dentro, né. Dai você não vai ver.
-


Nenhum comentário
Postar um comentário