-Nossa. –Eu
beijei-o novamente, deitando em cima dele novamente. –Adoro quando diz isso.
-Eu acabei de assumir um compromisso com você. Você é minha mulher.
-Minha mulher.
–Eu sorri de novo, beijando-o.
-Dá pra parar de repetir tudo que eu digo que nem uma
retardada?
Nós caímos na gargalhada depois que ele disse isso.
-Certo. Eu não vou avisar a ninguém.. Mas como vamos fazer
pra nos encontrar?
-Você vai pro hotel, arruma suas coisas, eu arrumo as
minhas, te busco e a gente vai direto pro aeroporto. Sem dar muito em cima, sabe?
–Assenti –não quero correr risco daquele louco nos pegar no caminho.
-Concordo.
Eu respondi sorrindo e me deitando ao seu lado, sem
imaginar o que estava por vir.
-
Sebastian apesar d’eu insistir, quis me deixar no hotel no
domingo de manhã. O dia estava uma droga, então, pedi pra que ele me pegasse o
quão cedo que fosse, se não, poderia ter uma tempestade daquelas e cancelarem
nosso voo.
Mandei uma mensagem a Melissa e a minha irmã, avisando
apenas que voltaria pra Boston amanhã de tarde mais ou menos por causa do fuso
e com Sebastian.
Arrumei minhas malas, fechei o pacote do hotel e por cerca
de 13:30 da tarde ele me pegou.
-Está pronta?
Sebastian perguntou, assim que eu entrei no carro e me deu
um longo beijo.
-Mais do que nunca.
-Então é isso. –Ele pegou minha mão e beijou-a, colocando
o carro na estrada.
-Ué, não deveria ter virado ali atrás amor?
-Não, linda. A gente pegaria a avenida mais movimentada e
deve estar toda engarrafada, ainda mais
pelo horário! Conheço um atalho.
-Tudo bem. –Coloquei minha mão em sua coxa, afagando-a.
Mas pelo caminho que ele tomou, a nevasca estava mais
forte, então ele logo ligou o limpador de
para-brisas para melhorar sua vista.
-Eu te amo tanto, tanto. –Sebastian olhou um momento pra
mim, reduzindo um pouco a velocidade e
eu me inclinei, beijando-o e segurando
com uma de minhas mãos em sua nuca.
-Eu te amo mais. –Sussurrei dando outro selinho nele, e na
mesma hora quando me virei pra frente,
gritei, talvez tarde demais:
–SEBASTIAN!
-
Quando ele olhou assustado pra frente também, só teve uma
reação: virar o volante e conduzir o carro ribanceira a baixo.
Minha cabeça foi batendo zilhões de vezes no teto do carro, e eu não conseguia nem abrir a
porta, muito menos tirar o cinto. Parecia que eu estava presa em uma caixa, não
conseguia me movimentar: meu corpo não respondia mais aos meus comandos.
-Ariel, fica comigo, Ariel. –Sebastian falou em um tom
meio grogue quando o carro finalmente parou.
Eu não conhecia avenida que ele tinha pego e muito menos o
bairro em que estávamos, mas com certeza estávamos bem lá embaixo da
ribanceira.
O carro havia parado em pé, pelo menos e eu, que estava
com a cabeça jogada de lado, pro lado de Sebastian, vi que fileiras de sangue
escorriam pela lateral de seu rosto.
-Eu não vou te abandonar, amor.
Lembro-me de ter sussurrado e conseguido esticar minha
mão, pegando a dele e sentido uma enorme fraqueza cair sobre mim, como se
tivessem me dopado.
Não aguentando mais pensar em nada, falar ou ver se
Sebastian estava bem.
Mas eu precisava vê-lo,
eu precisava falar com ele, de onde veio aquele caminhão...
-


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