Capítulo 49 - Ela não tem o que eu preciso

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019


-Isso nunca vai acontecer, Ariel. Nunca.

-Me prova. –Me aproximei de Sebastian, e soube que era tudo o que ele precisava ouvir.

O mesmo se aproximou um pouco, se deitou em cima de mim. Prendeu minhas pernas e meus braços, e sussurrou no meu ouvido:

-Ela não tem o que eu mais preciso.

-E do que você mais precisa?

-Você. E isso tudo. –Ele deslizou a mão pelo meu corpo sorrindo.

-Eu amo você, Sebastian. –Finalmente falei, fitando seus olhos.

-Eu amo você, Ariel.

Ele respondeu logo se deitando ao meu lado novamente, e me beijando. Agora sim eu sentia que podia deitar em seu abdômen e dormir tranquilamente.

-

Quarta foi bem agitada. Acordamos meio atrasados, mas deu tempo d’eu fazer um café pra Sebastian e ele ainda sim me deixar no trabalho.

-Bom dia, Ariel. –Na hora que eu cheguei ia pra minha sala e passar bem longe de Tom, mas justamente quem entrou no meu caminho quando passei na porta de sua sala?

Ele, óbvio.

-Bom dia. –Sorri olhando em seus olhos e logo depois fui passar ao seu lado, mas ele me bloqueou novamente.

-Seu horário é até 12h. Depois do horário de almoço volte 13:30, e fique até ás 15:00.

-Está ótimo.

-Vai almoçar na rua?

-Não sei –Dei de ombros –Bom, Tom, se não me importa, eu ainda tenho umas coisas pra arrumar em minha sala.

-Ah, claro. Perdão.

Ele me deu passagem e quando entrei em minha sala, ainda sentia seus olhos sobre mim. Hoje estava usando uma bermuda preta com uma camisa em gola V branca.

Céus, por que ele não podia ser parecido com um mendigo ou até mesmo fedorento?

Não ia mentir, mas tudo naquele homem me atraía. Desde pequena eu era ligada em homens mais velhos, preciso admitir.

Arrumei minhas coisas na sala, testei o computador que havia na mesma, e saí mandando emails pra o pessoal da faculdade, avisando que eu estava bem e falando um pouco sobre o emprego. Melissa foi a primeira a responder, e me deu um aperto no coração.. Estava realmente com muita falta dela.

Estava dando uma olhada no jornal quando Gabe bateu na minha porta e abriu-a de mansinho

-E aí, gata!

-Fala aí, Gabe! –Ele se sentou na beiradinha da mesa.

-Almoça com a gente? Ou o chefão já te pescou, ein? –Ele falou numa maneira tão engraçada que eu ri.

-Vou com vocês!

-Ele não te chamou pra sair?

-Chamou, mas eu enrolei ele, com certeza não sairia. –Ele arregalou os olhos.

-Que é isso! Você é lésbica meu amor?

-

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