-Isso nunca vai acontecer, Ariel. Nunca.
-Me prova. –Me aproximei de Sebastian, e soube que era
tudo o que ele precisava ouvir.
O mesmo se aproximou um pouco, se deitou em cima de mim. Prendeu
minhas pernas e meus braços, e sussurrou no meu ouvido:
-Ela não tem o que eu mais preciso.
-E do que você mais precisa?
-Você. E isso tudo. –Ele deslizou a mão pelo meu corpo
sorrindo.
-Eu amo você, Sebastian. –Finalmente falei, fitando seus
olhos.
-Eu amo você, Ariel.
Ele respondeu logo se deitando ao meu lado novamente, e me
beijando. Agora sim eu sentia que podia deitar em seu abdômen e dormir
tranquilamente.
-
Quarta foi bem agitada. Acordamos meio atrasados, mas deu
tempo d’eu fazer um café pra Sebastian e ele ainda sim me deixar no trabalho.
-Bom dia, Ariel. –Na hora que eu cheguei ia pra minha sala
e passar bem longe de Tom, mas justamente quem entrou no meu caminho quando
passei na porta de sua sala?
Ele, óbvio.
-Bom dia. –Sorri olhando em seus olhos e logo depois fui
passar ao seu lado, mas ele me bloqueou novamente.
-Seu horário é até 12h. Depois do horário de almoço volte
13:30, e fique até ás 15:00.
-Está ótimo.
-Vai almoçar na rua?
-Não sei –Dei de ombros –Bom, Tom, se não me importa, eu
ainda tenho umas coisas pra arrumar em minha sala.
-Ah, claro. Perdão.
Ele me deu passagem e quando entrei em minha sala, ainda
sentia seus olhos sobre mim. Hoje estava usando uma bermuda preta com uma
camisa em gola V branca.
Céus, por que ele não podia ser parecido com um mendigo ou
até mesmo fedorento?
Não ia mentir, mas tudo naquele homem me atraía. Desde
pequena eu era ligada em homens mais velhos, preciso admitir.
Arrumei minhas coisas na sala, testei o computador que
havia na mesma, e saí mandando emails pra o pessoal da faculdade, avisando que
eu estava bem e falando um pouco sobre o emprego. Melissa foi a primeira a
responder, e me deu um aperto no coração.. Estava realmente com muita falta
dela.
Estava dando uma olhada no jornal quando Gabe bateu na
minha porta e abriu-a de mansinho
-E aí, gata!
-Fala aí, Gabe! –Ele se sentou na beiradinha da mesa.
-Almoça com a gente? Ou o chefão já te pescou, ein? –Ele
falou numa maneira tão engraçada que eu ri.
-Vou com vocês!
-Ele não te chamou pra sair?
-Chamou, mas eu enrolei ele, com certeza não sairia. –Ele
arregalou os olhos.
-Que é isso! Você é lésbica meu amor?
-


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