-Como assim? –Ri com sua pergunta meio estranha.
-Eu me mudo quando pra sua casa? Voce sabe.. Relacionamentos
à distancia de um andar é meio difícil de se manter. –Nós dois rimos.
-Vai ser complicado te ver todo dia e não enjoar do seu
rosto. –Falei, brincando.
-Eu passo um ou dois dias trancado no meu apartamento pra
facilitar pra você. –Rimos de novo. –
Mas agora é sério.. Esse é meu primeiro
relacionamento desde.. sempre. –Ergui a sobrancelha,
surpresa. –É. Namoricos de
1 mês na época do colegial não conta, né?
-Não, não conta não. –Sorri achando uma gracinha aquela
situação.
-Voce vai ter que me ensinar como faz isso. –Eu continuei
segurando sua mão e sorri, assentindo.
-A gente vai se ensinando com o tempo..
Depois de horas batendo papo, conversando sobre uma porrada
de coisas e de já termos jantado,
voltamos pra casa eram quase 3 da manhã.
Havia valido totalmente a pena.
Alex deixou o carro na garagem e fez questão de me deixar na
porta de casa.
-Obrigado por essa noite, Isa. –Ele se aproximou, colocando
uma de suas mãos em minha nuca. –
Mesmo que tentando lutar contra isso, eu sabia
que você valia a pena.
-Eu digo o mesmo. Desculpe, mais uma vez, por ter te deixado
daquela forma há meses atrás.
-Shh, ta tudo bem agora. –Colou nossas testas. –Ta tudo
bem..
Devagarzinho, Alex colou nossos lábios e começamos um lento
e ritmado beijo. Era tão bom te-lo ali comigo novamente e poder senti-lo.. Eu
ficava logo arrepiada em pensar naqueles momentos do acampamento.
-Me passa seu número pra gente ir se falando. –Eu falei logo
após que nos afastamos.
-É claro!
Trocamos nossos números e depois de outro beijo, Alex foi
pro seu apartamento e eu entrei no meu, ansiosa pelo nosso próximo encontro.
-
Meu domingo foi resumido a: testes que refiz, estudos e
leituras.
Fiquei o tempo todo trocando mensagens com Alex, que também
estava bem ocupado com coisas da faculdade, segundo ele.
Eram por volta de 18h, ainda estava claro graças ao horário
de verão e eu estava fazendo uma pipoca pra assistir com um filme que passava
na TV, quando a campainha tocou.
Fui pra porta sorrindo, já imaginando quem seria e assim que
a abri, não me enganei: era Alex.
Estava de cabelo molhado, calça de moletom preta e sem
camisa. Ele sorriu, sem jeito e disse:
-Pensei em dar uma passada aqui pra saber se tava tudo bem.
Eu ri, olhando-o.
-Está, sim. Eu to fazendo pipoca pra assistir um filme.. Por
que não entra?
-Já que você insiste..
Alex se sentou no sofá da sala e eu voltei pra cozinha assim
que ouvi o apito do micro-ondas,
avisando que minha pipoca estava pronta.
-Tô morto, cara. Tive que levar uns papeis do estagio pra
casa, pra terminar de preparar umas coisas..
E também, adiantar umas matérias
da faculdade..
-Coitado. –Sentei-me ao seu lado, colocando o pote de pipoca
na mesinha de vidro na nossa frente. –
Voce precisava de um descanso, não é
mesmo?
Me inclinei pra cima dele e ele não desperdiçou essa chance:
permitiu logo que nossos lábios se
encontrassem e começamos um longo e
apaixonado beijo.
Sua mão começou a deslizar pela lateral de minha camisa e a
subir. Sabendo que eu não conseguiria para-lo se as coisas fossem muito além
daquilo, desvencilhei-me de seu beijo e ele logo entendeu e tirou sua mão de
mim.
-Ainda não. –Sussurrei, beijando-o rapidamente.
-Tudo bem. Não tem problema.
Peguei a pipoca em cima da mesa, coloquei-a em meu colo e
começamos a ver o filme.
Passaram-se pouco mais de 1 hora e Alex já estava apagado no
meu colo.
Eu estava fazendo carinho em seu cabelo, quando seu celular
vibrou no encosto do sofá ao meu lado.
Dei uma olhada só pra checar se era ligação ou algo
importante, quando vi que era uma mensagem de um tal de Richard:
“Vai largar a patroa hoje pra aquela choppada mais tarde? Já
desenrolei várias amizades pra gente,
hehe”.
Bufei, puta da vida. Várias amizades?
-


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