Entramos no hotel e eu achei melhor não falar mais de John com Gabriel. Era como ele falar de Manuela pra mim. Então..
Fizemos nossas reservas e só uma noite naquele hotel era 450 reais!
Ele era realmente doido.
Deixei minha bolsa no quarto e reparei que era gigante!
No banheiro havia uma banheira linda e enorme..
-Vamos, Jú? –Gabriel passou na porta do banheiro e voltou quando me
viu na frente do espelho, retocando o rímel e o gloss. –Pra que isso? –Ele
parou na entrada.
-Por que eu preciso?
-Claro que não precisa. –Ele entrou, parando do meu lado. –Você é
linda, Júlia. Linda. –Me virei pra ele e Gabriel levou sua mão na lateral de
meu rosto, colocando meu cabelo atrás da orelha.
-Para com isso. –Eu ri, abaixando a cabeça, sem graça.
-Mas é a verdade.. –Sussurrou, se aproximando de mim, e eu logo me
afastei, dizendo:
-Vamos, vamos. Não posso voltar tarde.
Saímos do hotel e fomos andando pro restaurante que havia na esquina.
Era bem grande e pelo menos tinham bons vinhos pra eu tomar.
-Não quer que eu te tire daqui, no colo, ne? –Gabriel disse depois que
eu pedi uma taça do melhor vinho que havia ali.
-Idiota. –Revirei os olhos –Você vai tomar o que? Água?
-Quero uma dose do Jack Daniel’s, por favor. –Gabriel pediu ao garçom
e eu somente bufei.
-Você não presta.
-Eu posso ficar bêbado, você não.
-Por que, ein? –Franzi o cenho e Gabriel deu aquele seu sorriso
maroto.
-Porque eu me lembro das coisas quando fico bêbado. E você não.
-Tá, e onde que isso é ruim?
-Como vai saber se essa noite foi a noite mais perfeita da sua vida, se
não se lembrar?
-Quando as coisas são
importantes, costumamos nos lembrar.
Passamos aquela noite da maneira que eu queria. Apenas conversando,
rindo e brincando. Como
melhores amigos.
Gabriel errou comigo e podia estar tudo contra a gente, mas mesmo
assim eu não iria apagar algo tão forte
que sinto por ele. Não iria.
Voltamos pro hotel por volta de 2h da manhã. Dormi rezando pra que a
passagem que minha mãe
comprou fosse pra depois das 13h.
-
-Jú, acorda, anda, Jú! –abri os olhos devagar quando me deparei com
Gabriel em cima de mim e tomei um susto.
-O que é, ein?
-Já vão dar 14:30,cara. –Ele disse rindo, se deitando do meu lado.
–Dormiu demais.
-Sério? –me espreguicei –Que horas você acordou?
-11h da manha. –Bati nele –eeeei!
-Por que não me acordou, idiota? –Me levantei, rapidamente, indo pro
banheiro.
-Preferi ficar vendo você dormir.. –Ele disse, vindo atrás de mim.
–Está chegando a hora, Jú. Está chegando.
-Eu sei..
Meu coração estava apertado.
-Deixa eu te levar no aeroporto? –Assenti.
-Eu converso com minha mãe. Ela vai entender.
-
-O QUE? –Eu já havia imaginado minha mãe fazer um escândalo como esse.
–Por que ele, Júlia?
-Ele é meu amigo, mãe. Por favor, ele só vai me levar, não tem nada
demais.. mãe! –Eu implorava já com as malas prontas na sala.
-Tudo bem, Júlia, tudo bem. Mas assim que você entrar naquele avião, você
me liga, ta? –Assenti –Beijo meu amor. Fica com Deus, quando chegar sua tia
estará no aeroporto, te esperando!
-Tudo bem mãe. Me desculpe qualquer coisa.. Eu te amo.
-Tchau filhinha, se cuide, ein? –Papai disse me abraçando.
-Tchau, mané –Eu disse abraçando Lucas- Brigada por tudo. Eu te amo.
-Também te amo, chata. –Ele riu –Quando chegar avisa.
Saí de casa e quando cheguei na porta, Gabriel já estava com o carro
parado na entrada. Ele tirou as malas de minhas mãos, ajeitou no carro e seguimos
caminho pro aeroporto.
-Assim que você chegar, me liga, ta?
-Já ouvi isso 3x, Gabriel –Ri –Pode deixar, cara!
-Se cuida, Júlia. Não saia sozinha a noite.. Não de confiança a
estranhos. –Ele colocou a mão em minha coxa, me acariciando e sorrindo.
-Pode deixar, mamãe.
-E se encontrar aquele tal de John, não vá com sede ao pote, ta? Ele
pode ter mudado, ter ficado revoltado.. Nunca se sabe, Júlia.
-Ta, ta bom! –Revirei os olhos.
Dei sorte de não ter pego transito. Em meia hora cheguei ao aeroporto,
fiz o chek-in e quando estava passando pela cancela, Gabriel se despediu de
mim.
-Fica com Deus. –Ele me deu um forte abraço.
-Você também.. Se cuida, ta? –Suspirei, engolindo o choro. Mas que
droga, eu nunca era boa em despedidas!
-Vou te esperar, Jú. –Fiz biquinho e abracei ele de novo, quase
chorando de novo. –Vou te esperar.
-Promete não me esquecer?
-Não vou, nunca, nunca mesmo.
-Mantém contato, tá? –Ele assentiu, dando um tchau de longe e depois
d’eu ter mandado um beijo, ele fez a mímica de ter pego e colocou a mão sob o peito,
em cima do coração.
Entrei no avião pra não ficar me torturando na vontade de correr pra
ele e fugirmos, ou algo parecido e logo achei minha poltrona.
Peguei meu iPod e vi que um dia chuvoso, merecia musicas tristes e
melancólicas, claro.
-
Depois de quase 10horas de viagem (meu voo acabou atrasando um pouco),
cheguei ao aeroporto de
Nova York.
-


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