´´Mas tratou de esquecer
rapidinho da Manuela quando estava comigo, não é?´´
´´Júlia,´´-Antes que ele mandasse mais coisa eu disse:
´´Não, você não me deve
explicação. Sabe disso. Ta tudo bem. Muito bem.´´
´´Eu sei que você vai embora.´´ -o
que?
´´Como?´´
´´Lucas me contou bem antes de você
mesma saber.. ´´ -Eu sabia. Por isso Lucas
estava tão estranho!
´´Hum..´´
´´Você topou mesmo?´´
´´Claro. Ou acha que eu devo
ficar aqui, correndo atrás de você e me dando como idiota, novamente?´´
´´Você deve fazer o que quiser,
é só isso. ´´ -Não mandei mais nada.
´´Júlia.. Vamos dar um jeito de
nos encontrar. Eu quero te ver pela ultima vez. Pela ultima vez, Jú.. Eu juro
que não vou fazer nada, eu só queria que.. Queria que a gente voltasse pro
começo. ´´
´´Onde vamos nos encontrar, Gabriel?
E como?´´
´´Diga a sua mãe que vai na
casa de uma amiga e nos encontramos num bairro próximo aquele. Ficamos em um
hotel..´´
´´Um hotel? Ficou louco?´´
´´É só uma noite, Jú. Vamos?
Por favor.. Eu pago tudo, vai ser tudo por minha conta. Mas.. Mas eu preciso te
ver pela ultima vez.´´
´´Tudo bem Gabriel, tudo bem.
Veja ai o melhor local e hora. Amanhã não posso voltar tarde. ´´
´´Que horas é o voo?´´
´´De tarde.. minha mãe foi
comprar minhas passagens agora. Preciso arrumar minhas malas logo.
Xx.´´
Fechei o notebook e voltei a arrumar minhas roupas. Peguei sapatos, lenços,
algumas camisas de manga comprida que eu ainda tinha, da ultima viagem.. E no
final do armário, encontrei uma foto.
Era de mim e John -(o cara que eu conheci em Nova York, quando passei
meu primeiro mês lá com minha tia)-. Eu era novinha, tinha lá pelos meus 15, 16
anos.. Ele era tão bonito. Alto, dos olhos claros, loiro e um pouco branquinho.
Eu o chamava de Zac porque ele me lembrava muito o Zac Efron!
Várias lembranças daquele verão vieram em minha mente. Quem sabe..
Quem sabe não nos encontramos?
É.
Quem sabe.
-
-Já disse o quanto você é louco, garoto? –Eu resmunguei depois de ter
pego um táxi e ido parar na Barra da Tijuca, logo depois me encontrando com
Gabriel.
-Foi o único lugar que eu pensei que nenhum parente poderia te
encontrar, ué. –Ele deu de ombros, rindo.
-Entao.. o que vamos fazer?
-Vamos andar um pouco por aqui.. Logo ali na frente achei um hotel bom
pra caramba.
-Daqui a pouco já vão dar 19h.. Conheço um restaurante muito bom
aqui..
-É, você acordou ás 16h,né? Perdemos metade do dia.
-Não ia adivinhar que você iria querer sair comigo.
-Não ia adivinhar que você aceitaria, mas mesmo assim, perguntei. –Ele
ergueu a sobrancelha e eu calei a boca.
Andamos um pouco sem falar nada, mas eu disse:
-Se eu achar o menino que eu passei o verão quando fui da ultima vez
pra Nova York?
-Vai ser bacana.. não é? –Gabriel evitou olhar pra mim quando
perguntei.
-Tenho medo. –Dei de ombros.
-Do que?
-De ser só mais um verão de novo.
-Sabe o que eu aprendi nessas férias, Júlia? Que o que tiver que ser, vai ser. Ninguém entra na tua vida por
acaso. –Sorri, sabendo que a dias atrás eu mesma disse isso pra ele.
-Está filósofo hoje, ein? –Rimos –Mas você tem razão.. Eu só.. Acho
que não teria reação se visse ele.
-Ah, ia ser bacana você fazer uma amizade logo de cara.
-Amizade?
-Ou mais que isso. –Gabriel me olhou sério, e depois, virou o rosto.
-Você acha que eu deveria me arriscar, Gabriel? –Ele só balançou a
cabeça, de forma negativa. –EI, me responde direito! –Bati no braço dele.
-AAAAAI! –Ele riu –Sei lá Jú, sei lá! Oh, chegamos!
-


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