-Não,
eu compro os remédios.
-Logan,
os remédios são do tratamento, MEU tratamento, você VAI usar meu cartão.
-Mas
eu não quero, Elena. –Ele guardou a lista no bolso.
-Logan,
pega meu cartão agora. –Falei enraivecida.
-Deixe-o
pagar, Elena. Depois você pode dar o dinheiro a ele. Vamos logo? –Murphy nos apressou.
Bufei,
insatisfeita mas saí pra sessão dos exames.
Uma
hora depois –uma das maquinas estava ruim, tivemos de esperar –eu já havia
terminado.
-Às
quatro estarei aqui, ok? –Logan disse assim que saímos da sala.
-Sim.
Ele
me deu um selinho, e saiu, não quis discutir o porque da minha cara feia do
jeito que estava, ótimo. Eu não estava com paciência, nem vontade.
Assim
que entrei na sala, olhei pro relógio e vi que ainda iam dar 15h. E não tinha
chegado ninguém.
Que ótimo.
Ouvi
alguém dar dois toques na porta e entrar devagarzinho e assim que olhei na
direção da mesma,
era Pether entrando.
-Com
licença.
-Olá.
–Respondi um pouco nervosa.
Esse
garoto Justin Bieber me dava nos nervos, cara. Por que isso? E logo agora?
-Chegamos
cedo demais?
-Pelo
visto, sim. –Sorri, sem graça.
Ele
assentiu, se aproximando um pouco.
-Você
já foi dar uma olhada na área da pediatria?
-Ainda
não. Só conheço aqui, e olhe lá.
-Quer
dar uma volta por lá? As crianças tem um cantinho onde ficam brincando, é
bastante legal..
-Claro.
–Dei de ombros, seguindo com ele.
Seguimos
até o final do corredor, pegamos um elevador, indo ao andar superior das
crianças. Vez ou
outra nossos braços se roçavam e eu ficava toda arrepiada,
cara.
-Caramba..
–Eu falei, olhando em volta.
O
andar era só de crianças mesmo, até me lembrou um berçário.
-Pether!
Uma
garotinha loirinha, baixinha, veio correndo em nossa direção e abraçou forte
Pether, que na hora que a viu vindo sorriu feio um bobo.
-Beatrice!
Como vai, ein?
-Bem!
Os meus remédios estão diminuindo!
-Eu
não disse? Era só você se cuidar!
-Quem
é essa? –Ela me olhou com aquelas olhos claros e curiosos.
-Essa
é minha nova amiga, Elena. Elena, essa é uma antiga amiga que fiz aqui,
Beatrice.
-Oi,
Elena! –Ela disse animada, me cumprimentando –Gostei do seu cabelo!
-Olá
Beatrice! Ah, obrigada! O seu também é lindo!
-Ela
tem? –A garota perguntou e eu franzi o cenho pra Pether que me olhou rindo um
pouco.
-Sim,
por isso ela está na terapia comigo.
-Ah,
sinto muito. Bem, boa sorte. Tchau, Pether!
Beatrice
voltou saltitante da salinha que ela havia saído.
-Ela
não fala “câncer” ou “está doente” se refere sempre com “ele tem?”, ”ela tem?”
–Pether
respondeu minha duvida e eu assenti, sorrindo. –Vamos até o final da sala,
tem alguém que eu quero que conheça.
-Ah,
entendi. Claro!
Mas
na hora que nós começamos a ir em direção, uma maca saiu de dentro de uma sala
de outro corredor e veio correndo em nossa direção, era uma criança,
completamente machucada. Completamente.
-Meu
Deus.
Eu
escondi meu rosto atrás do braço de Pether e ele na mesma hora encontrou minha
mão, e entrelaçou nossos dedos, com força.
-

Nenhum comentário
Postar um comentário