Capítulo 14 - não gostei nada dele

terça-feira, 18 de julho de 2017
Mas logo, puxei assunto, né.

-Então mãe.. –Gabriel colocou a mão, por baixo da mesa em cima de minha coxa e eu logo coloquei a minha por cima, afagando a dele. –O tio de Gabriel tem uma casa de veraneio em Cabo Frio. E nos chamou –Apertei minha mão na dele –Pra passar o final de semana com ele. Vai ser legal, sabe. Eu posso ir? –Finalmente, perguntei.

-Onde é mesmo, ein? –Meu pai perguntou.

-Cabo Frio, pai.

-E só vão ficar vocês dois, na casa?

-Não, não. –Gabriel se pronunciou –Meu tio deve ir pra lá até deve levar minha prima. –Ele sorriu pra mim –Você vai adorar ela –Assenti.

-Que dia vocês vão e voltam? –Meu pai quem perguntou novamente.

-Vamos sexta feira e voltamos no domingo.

-Hum. Que horas, sexta?

-Às 00h, pai. O tio de Gabriel é acostumado a só dirigir a noite, infelizmente. –Minha mãe disse um 
“hum...” –Algo mais?

-Não. –Minha mãe levantou da mesa, pegando seu prato e copo. –Mas acho qu.. –Antes que ela terminasse de falar, meu pai a cortou, dizendo:

-Você vai. –Arregalei os olhos e Gabriel acariciou minha mão, por baixo da mesa. –Eu e sua mãe 
queremos viajar também.. mas vai ser bom você relaxar um pouco.

-É, por isso que quero ir, papai.

-Tudo bem. Mas domingo quero que venha de tardinha. Nada de voltar 00h, de madrugada, ouviu? –
Assenti e ele se levantou da mesa em seguida, se aproximando de Gabriel –Foi bom te conhecer, rapaz. Cuide bem de minha filha.

-Sim senhor. É uma promessa que fiz a mim mesmo. –Gabriel sorriu pra mim e eu soube estávamos livres.

-

A noite foi boa, aliás, foi ótima. Mas eu senti algo sarcástico na voz de meu pai. Como se ele pensasse ´´um final de semana com esse garoto e ela volta, nunca mais falando dele´´. Porem, não.

Eu passei quase 1 semana com Gabriel. E valeu, por meses que fiquei em casa, somente na frente do computador, ou então ao mesmo, lendo livros que no final não renderam em nada.

Coitado dele, se pensa que vai fazer minha mente. Depois do jantar, assim que subi pra meu quarto, ouvi meus pais conversando no deles.

[...]

-.. Eu não sei. Não gostei nada dele. –Ouvi a voz de minha mãe.

-Eu também não. Garoto todo marrento.

-Será que é com ele que nossa filha fica se encontrando, na madrugada, amor?

-Só pode ser. –Ouvi os passos de um lado pro outro no quarto de meu pai. –Mas isso não pode ficar assim.

-Você diz isso e deixou ela sair com ele, Brand.

-Mas essa é a ideia. Ela vai conhecer ele melhor e vai enxergar que ele não é tudo isso que ela pensa. Eu confio em minha filha, Ana. Eu confio.

-Eu espero, Brand. Se não, vamos ter que tomar medidas desnecessárias pra isso tudo.

-Isso é só paixonite de adolescência. Calme, amor, calme.

[....]

Paixonite de adolescência? Wtf?

Medidas desnecessárias?

Ok, se meus pais estão achando que vão mandar em mim eles estão completamente enganados!

Voltei pro quarto e logo vi uma mensagem de Gabriel em meu celular:

´´Gostei dos seus pais ( : ´´

Coitadinho. Ele não merece meus pais. Não merece mesmo.

´´Eles gostaram de você também, Gab ( : ´´

Conversamos mais um pouco, até eu dizer que iria dormir.

Mas eu não iria dormir. Passaria, com certeza, aquela noite em branco.


-

Espero que estejam gostando..
Vcs nao imaginam o quanto os pés da Ju serão um pé no saco, mas ela é esperta e vai dar sempre um jeitinho. 
Até a proxima!
Besin, besin, 
Giulia.

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