Mas
logo, puxei assunto, né.
-Então
mãe.. –Gabriel colocou a mão, por baixo da mesa em cima de minha coxa e eu logo
coloquei a minha por cima, afagando a dele. –O tio de Gabriel tem uma casa de
veraneio em Cabo Frio. E nos chamou –Apertei minha mão na dele –Pra passar o final
de semana com ele. Vai ser legal, sabe. Eu posso ir? –Finalmente, perguntei.
-Onde
é mesmo, ein? –Meu pai perguntou.
-Cabo
Frio, pai.
-E
só vão ficar vocês dois, na casa?
-Não,
não. –Gabriel se pronunciou –Meu tio deve ir pra lá até deve levar minha prima.
–Ele sorriu pra mim –Você vai adorar ela –Assenti.
-Que
dia vocês vão e voltam? –Meu pai quem perguntou novamente.
-Vamos
sexta feira e voltamos no domingo.
-Hum.
Que horas, sexta?
-Às
00h, pai. O tio de Gabriel é acostumado a só dirigir a noite, infelizmente.
–Minha mãe disse um
“hum...” –Algo mais?
-Não.
–Minha mãe levantou da mesa, pegando seu prato e copo. –Mas acho qu.. –Antes
que ela terminasse de falar, meu pai a cortou, dizendo:
-Você
vai. –Arregalei os olhos e Gabriel acariciou minha mão, por baixo da mesa. –Eu
e sua mãe
queremos viajar também.. mas vai ser bom você relaxar um pouco.
-É,
por isso que quero ir, papai.
-Tudo
bem. Mas domingo quero que venha de tardinha. Nada de voltar 00h, de madrugada,
ouviu? –
Assenti e ele se levantou da mesa em seguida, se aproximando de Gabriel
–Foi bom te conhecer, rapaz. Cuide bem de minha filha.
-Sim
senhor. É uma promessa que fiz a mim mesmo. –Gabriel sorriu pra mim e eu soube estávamos
livres.
-
A
noite foi boa, aliás, foi ótima. Mas eu senti algo sarcástico na voz de
meu pai. Como se ele pensasse ´´um final de semana com esse garoto e ela
volta, nunca mais falando dele´´. Porem, não.
Eu
passei quase 1 semana com Gabriel. E valeu, por meses que fiquei em
casa, somente na frente do computador, ou então ao mesmo, lendo livros que no
final não renderam em nada.
Coitado
dele, se pensa que vai fazer minha mente. Depois do jantar, assim que subi pra
meu quarto, ouvi meus pais conversando no deles.
[...]
-.. Eu
não sei. Não gostei nada dele. –Ouvi a voz de minha mãe.
-Eu
também não. Garoto todo marrento.
-Será
que é com ele que nossa filha fica se encontrando, na madrugada, amor?
-Só
pode ser.
–Ouvi os passos de um lado pro outro no quarto de meu pai. –Mas isso não
pode ficar assim.
-Você
diz isso e deixou ela sair com ele, Brand.
-Mas
essa é a ideia. Ela vai conhecer ele melhor e vai enxergar que ele não é tudo
isso que ela pensa. Eu confio em minha filha, Ana. Eu confio.
-Eu
espero, Brand. Se não, vamos ter que tomar medidas desnecessárias pra isso
tudo.
-Isso
é só paixonite de adolescência. Calme, amor, calme.
[....]
Paixonite
de adolescência? Wtf?
Medidas
desnecessárias?
Ok,
se meus pais estão achando que vão mandar em mim eles estão completamente
enganados!
Voltei
pro quarto e logo vi uma mensagem de Gabriel em meu celular:
´´Gostei
dos seus pais ( : ´´
Coitadinho.
Ele não merece meus pais. Não merece mesmo.
´´Eles
gostaram de você também, Gab ( : ´´
Conversamos
mais um pouco, até eu dizer que iria dormir.
Mas
eu não iria dormir. Passaria, com certeza, aquela noite em branco.
-
Espero que estejam gostando..
Vcs nao imaginam o quanto os pés da Ju serão um pé no saco, mas ela é esperta e vai dar sempre um jeitinho.
Até a proxima!
Besin, besin,
Giulia.

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