O que anda sendo sua água com limão?

sábado, 28 de março de 2020

Oi, gente, tudo bem?



Hoje acho que acordei inspirada. Gosto de dias assim. Por isso, fui logo pro insta do blog (se você ainda não me segue lá, é @cafecomgiulia) postar um desabafo.

Como story não fica pra sempre (e não to afim de salvar nos Destaques do perfil), vim escrever um pouco sobre aqui, também. Até porque, palavras ditas o vento leva. Escritas, permanecem pra sempre por aí.

Hoje de manhã, tomando minha água com limão (ritual que comecei há uma semana e que nas primeiras vezes, foi terrível sentir o gosto de limão em minha boca, sempre acompanhado com uma cara feia minha) como se fosse água normal, parei pra refletir: tem uma semana que estou tomando isso, e hoje, não fiz cara feia nenhuma. Desceu como se fosse água. Assim mesmo. Fácil, fácil.

Logo depois, ao tomar meu café com apenas 2 colherzinhas de xilytol (que quase não adoça o café), pensei a mesma coisa. No início, fazia cara feia. Hoje, bebo como se fosse o café cheio de açúcar que eu costumava beber e amava.

O que quero dizer, é: a gente se acostuma. 

A gente se acostuma a tudo nessa vida.

A gente se acostuma a estar em um relacionamento ruim, a estar em um trabalho ruim (que não traz prazer nenhum pra gente), a fazer uma faculdade ruim, a viver reclamando, a viver infeliz. Sim, a gente se acostuma.

Tudo o que você faz durante seu dia, desde a primeira coisa que você faz quando acorda, até a última que faz antes de ir dormir, é costume. É hábito. Algumas pesquisas dizem que se você passa 20 dias fazendo a mesma coisa, vira hábito. Outras, dizem que são 30 dias. Outras,  60 dias.

O que você anda fazendo todos os dias que já se tornou um hábito na sua vida, mas você ainda não percebeu?

Qual hábito você quer deixar pra trás?

Tudo o que você faz todos os dias, sem parar, cria uma marca na sua eternidade. É o que você começa a fazer com 14 anos, que quando você percebe, está com 22 e ainda continua fazendo. Desde meus 14 anos eu tomo café todos os dias, pela manhã. Desde meus 14 anos eu uso maquiagem. Desde meus 14 anos eu gosto de comer miojo com feijão de vez em quando (antes era quase todo dia. Não vou mentir, tem épocas que vira "quase todo dia", mas tem épocas que sou mais controlada).

Mas também deixei muita coisa que eu fazia nessa época, pra trás.

Eu costumava ler gibis. Eu lia MUITO gibi. Hoje, não leio mais gibi. Mas leio livros. Leio livros o tempo inteiro (tem épocas que estou mais relapsa e não leio nem uma frase por dia, mas tem outras que leio 50, 100 páginas por dia, como a que vivo atualmente). Um hábito meu antigo desencadeou o outro.


Pois é, ainda tem isso. Um hábito desencadeia o outro. 

Você começa com um hábito ruim. Quando vê, você está cercado de hábitos ruins. Agora eu te pergunto: é isso que você quer, pra toda a sua eternidade? Estar cercado de hábitos ruins, pessoas ruins, tendo uma vida ruim?

Tudo o que eu digo aqui (relacionado à "vida" ruim, "pessoa" ruim, é tudo de acordo com a SUA realidade, ok?) você pode tirar pra você apenas aquilo que você considera pra sua vivência. Até porque, um hábito ruim seu, pode ser algo bom pra mim. E vice versa.

Você tem que olhar pra dentro de você e pra dentro dos seus dias

O que anda fazendo que tanto te incomoda, e que não te faz bem? Ou o que anda fazendo que te faz tão bem, mas você ainda não consegue fazer todos os dias, só de  vez em quando? Implemente isso na sua rotina. Dê um jeito de fazer isso todos os dias, ou se possível, quase todos os dias. Não seja infeliz todos os dias. Não fique parado desejando todos os dias.

O que você quer mudar?

Então pega, e mude de uma vez. A vida está acontecendo. Cada segundo que passa, passou, já foi e a vida aconteceu. Você quer olhar pra trás e ver o que? Tudo o que você NÃO fez? Todas as atitudes que você QUERIA ter tomado? É isso?

1 Comentário

  1. Engraçado eu consigo tranquilamente saber no que erro, ou onde está o meu problema. Consigo imaginar qual decisão correta devo tomar, mas quando é chegada a hora de uma atitude e quebrar o ciclo me faltam forças kkk não sei como ou porque, só pode ser algo da mente. Abraços!

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