-Não diga isso. Você não sabe o quanto durante esse tempo
todo eu me vi pegando caminho pro seu hotel, poder te abraçar e dizer que vai
ficar tudo bem. Só que não vai ficar tudo bem, Ariel.
-E você vai continuar deixando seu pai destruir sua vida?
-Ele só quer você por causa do dinheiro.
-EU DOU A ELE! EU DOU TODA A FORTUNA A ELE! –Me aproximei,
quase gritando, eu ia explodir se Sebastian não parasse pra pensar um minuto.
–O que queria comigo hoje aqui?
-Eu..
-Foi como eu pensei. –Quando ia lhe dar as costas, Sebastian
segurou meu braço e me puxou pra ele.
Eu não resisti e ele apenas ficou me olhando.
-Era esse seu plano, não era? –Comecei a falar, ainda com
ele segurando meus punhos em seu peito –Era me usar o tempo todo e inventou
essa desculpa do seu pai, só pra terminar, porque você.. você não tem decência
pra olhar na minha cara e terminar tudo, não era? –Eu já falava em uma voz
chorosa –Era isso, agora eu posso ver! Você.. Você me usou o tempo inteiro. Só
queria ter um passatempo. Era mentira tudo isso, era..
Comecei a socar o peito de Sebastian, relutando pra que
ele me soltasse.
-Eu te odeio! –Gritei, ainda socando-o –Eu te odeio, eu te
odeio muito! Eu tenho nojo de você, eu tenho tanto nojo meu Deus..
Ele me soltou e eu ainda chorando, me afastei, afagando
meus cabelos, completamente
descontrolada.
-Você é um MONSTRO! UM MONSTRO! IGUALZINHO AO SEU PAI!
Voei em cima dele de novo, socando ele, mas Sebastian
continuou me segurando, e finalmente, gritou:
-JÁ CHEGA.
Eu parei na mesma hora, ainda chorando, olhando nos olhos
dele.
-Eu não sei o que está acontecendo com você, Ariel. Você
está completamente descontrolada. Você está fora de si.
-Você fez isso comigo. –Eu falei bem baixinho, soluçando e
sem forças pra mais nada.
Ele foi afrouxando suas mãos em mim, e eu deslizei-as pelo
seu abdômen antes de tira-las dele.
Mas Sebastian invés de falar alguma outra coisa ou antes
que qualquer outro desastre acontecesse, ele apenas fez o que eu precisava. Ele
segurou bem forte em minha cintura e costas, e me puxou pra ele,me beijando.
Passei minhas mãos por suas costas nuas, arranhando-as com
a maior força que eu poderia.
Sebastian conforme foi me beijando, foi me guiando pra trás
até eu bater contra um armário e ele começar a deslizar sua mão por meu corpo e
dentre minhas pernas, ainda me beijando. Depois, deslizamos pro lado, derrubando
uma mesinha que havia ali no quarto, e ele foi me deitando devagarzinho no
chão.
Quando o fez, Sebastian me olhava com um brilho nos olhos que
eu nunca vira na minha vida. Ele foi beijando meu colo, barriga, e puxando meu
vestido, de baixo pra cima aos poucos. Com meus próprios pés, tirei meu salto e
depois deslizei minha mão em seu abdômen achando o feche-clair de sua calça
social e tirando-a bem rápido, sem descolar nossos lábios.
Mas dessa vez ele se levantou e foi me puxando junto pra
cama. Com uma mão sua que estava em minhas costas, ele rapidamente abriu meu
sutiã e assim que o mesmo saiu, ele apalpava meus seios enquanto beijava minha
barriga, deslizando sua outra mão pra dentro de minha calcinha.
Joguei a cabeça pra trás, gemendo todo o prazer que estava
preso dentro de mim pra fora. A musica era bastante alta lá embaixo, ninguém
nos escutaria.
Virei-o, deitando-o por cima dele e fui trilhando vários
beijos por sua barriga, até reparar o volume que estava se formando em sua
cueca. Tirei-a logo, e ele terminou o serviço usando apenas as pernas.
Sebastian delicadamente deslizou suas mãos pelas curvas de
meu corpo inteiro, o tempo inteiro me olhando nos olhos, e me dando curtos
selinhos.
Foi quando ele se deitou em cima de mim, começando aqueles
movimentos que me levavam a outro planeta e me dando todo aquele prazer
inexplicável que tudo começou a ficar diferente.
Não era mais um sexo casual ou uma brincadeirinha entre
namorados.
Era o encontro de duas almas gêmeas.
Ele colou sua testa na minha enquanto minhas mãos
seguravam forte em sua nuca, e seu membro fazia todo o trabalho lá embaixo, e
ele disse, baixinho:
-Eu vou casar com você, Ariel.
-


Nenhum comentário
Postar um comentário