Capítulo 58 - eu preciso tanto de você

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019


Dei dois toques na porta, e fui abrindo devagarzinho.

-Ariel? –Sebastian virou só metade do seu corpo ,olhando pra porta.

Havia duas velas em cima da pia iluminando um pouco o banheiro, então, dava pra ver seu rosto, só o resto, porque pra baixo o vidro do Box era mais escuro.

-Vi que a luz acabou né..

-É. Eu coloquei as velas.

Fechei a porta do banheiro e me encostei atrás dela, e ele ficou me olhando. E riu um pouco, estava sem graça, coitadinho.

-Gostei das do quarto.

-Gostou? Ah.. –Ele se aproximou da porta do Box, abriu-a um pouco, e apoiou seu braço em cima, encostado, e continuou mas agora, sorrindo safado. –O que quer aqui?

-Eu já disse que tenho medo do escuro?

Aproximei-me dele, fui tirando o sobre-tudo e deixando ele deslizar pelos meus ombros desnudos (estava só de sutiã e calcinha) e assim que cheguei bem perto dele, Sebastian me puxou pela cintura, e sussurrou a centímetro de minha boca:

-Eu te protejo, então.

Entrei dentro do Box com ele, ainda com o chuveiro aberto, e ficamos debaixo d’agua bem quente, nos beijando.

Sebastian deslizou seu dedo pelas minhas costas procurando o fecho do sutiã, e rapidamente o abriu.

-Eu preciso tanto de você.. –Ele sussurrou enquanto beijava meu pescoço, e deslizava sua mão agora mais pra baixo, tirando minha calcinha.

-Não mais que eu de você.

Ele puxou minha perna, colocando-a na lateral de sua cintura e me beijava com um desejo, uma 
vontade..

Não importava quantas vezes brigávamos, nossa reconciliação seria cada vez melhor.

Nossos dedos estavam começando a ficar enrugados, conforme já colavam um no corpo do outro.

-Vamos sair logo. –Eu disse sorrindo, ainda com as mãos ao redor de seu pescoço.

-Vamos.

Sebastian desligou o chuveiro enquanto eu me enrolava na toalha, e saí do Box. Logo depois, ele enrolou a outra toalha na cintura e saiu também.

-Jesus, está frio! –Falei quando abri a porta do banheiro.

-Vem cá pra eu te esquentar.

Sorri assim que Sebastian me agarrou por trás e fomos assim até o quarto.

Troquei de roupa na frente dele mesmo, enquanto ele ainda estava com a toalha na cintura, deitado na cama.

-Vai ficar assim? –Perguntei quando coloquei minha camisa por cima das roupas intimas.

-Algo contra?

-Vai morrer de frio, palhaço.

-Do seu lado? Ah, é impossível. –Ele falou assim que me deitei ao seu lado, e me puxou pela cintura, colocando suas pernas agarradas as minhas.

-É, aí concordo.

-Metida.

-Carente.

-Me beija, cara. –E assim fizemos.

Sebastian logo depois foi ao banheiro e voltou, só de cueca.

Se deitou ao meu lado, e nos encaixamos, dormindo.

Nos encaixamos perfeitamente, como duas peças de um grande quebra-cabeça.

Independente de quanto tempo passasse, elas sempre iriam se encaixar. Como se uma tivesse nascido pra outra.

-

O dia seguinte passou voando. Tom graças a Deus não havia me dado tanto artigo pra fazer –ou até mesmo resumir –e quando voltei pra casa, Sebastian conversava com Emily, cheio de papeis a mesa, e estava explicando umas coisas a ela. Senti meu coração ficar leve.

Ele não estava mentindo pra mim quando disse que estava a ajudando em coisas pra faculdade. Ele não mentia pra mim.    

Fiz um almoço pra nós –Como último dia da semana, fui liberada mais cedo, ufa! –e todos almoçamos juntos. Conheci Emily até melhor, e eu preciso admitir, ela era bem legal.

Mais tarde, eu e Sebastian saímos pra jantar e nos divertimos muito. Conversamos quase a noite inteira, e quando voltamos pra casa, passamos a madrugada conversando também.

O final de semana passou voando. Andamos por uns pontos turísticos dali, e conheci boa parte de Londres.

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