Olhei bem pra cara dele, tentando entender o que ele quis dizer com aquilo. Fiquei bem sem graça.
-Problemas em casa, não é? –Ele continuou falando, percebendo que eu não diria nada depois daquilo.
-Sim. Pela 3ª ou 4ª vez. –Suspirei.
O garçom voltou com o capuccino de Tom, ele tomou um gole, e disse:
-Vamos dar uma caminhada? Vai ser bom pra você esfriar a cabeça.
-Por mim, tudo bem .
Pegamos nossos capuccino’s e saímos dali.
Já estava mais escuro mas parecia que cada esquina de Londres era mágica. O frio consumia cada parte do meu corpo, mas meu coração estava aquecido. Eu estava andando com Tom contando umas coisas a ele, estava realmente desabafando. Mas minha mente não saía de Sebastian. Eu só tinha vontade de voltar correndo pra casa, dar um tapa na cara dele e dizer ´´o seu amor me deixou desse jeito, seu babaca. Para com isso´´ e dar
uns bons beijos nele.
Céus, eu estou completamente entregue a ele.
Tom me falou sobre umas paixões que ele teve, e achei muito bacana ele desabafar comigo. Apesar de boatos, rumores e mentiras, ele era um ótimo amigo.
Vi que nós já havíamos passado de um quarteirão e chegando perto da rua do prédio.
-Estamos chegando.. Quer mesmo voltar?
-Sim. Eu tenho. –Falei olhando pra ele.
-É estranho dizer isso, mas se você preferir.. Eu posso voltar com você pra Boston, ok, Ariel?
-Não, não mesmo. Digo, não vou voltar. –Sorri, em falso. –Eu não larguei tudo lá, a toa. Vou lutar pelo que tenho aqui. E continuar lutando pelo que é meu.
-Acho lindo a forma que vocês são apaixonados. Hoje em dia é difícil ver isso.
-Quando a gente quer, consegue, não é? –Tom assentiu, me olhando.
Mais uns 10 minutos caminhando e comentando coisas alheias, chegamos.
-Bem.. Se precisar de alguma coisa..
-Estou bem, Tom. Pode deixar.
-Certo..
Eu me aproximei dele, e o abracei, sussurrando em seu ouvido:
-Obrigada.
-Foi muito bom conversar com você também, Ariel.
Assenti, dando as costas pra ele e subindo logo. Olhei no relógio e vi que já iam dar 18:30.
Caramba, eu passei muito tempo conversando com Tom e nem percebi.
Abri a porta devagarzinho, Sebastian podia estar cochilando e assim que entrei na sala, não vi ninguém, mas ouvi um barulho no banheiro lá de cima.
Subi, ainda sem fazer barulho, e quando estava no corredor, tive a certeza de que ele estava tomando banho quando ouvi o barulho da torneira se abrindo e a água correndo.
Notei uma luz tremeluzindo no quarto dele, e logo abri a porta. Meu Deus.
O quarto estava todo a luz de velas.
Todo mesmo.
Quando entrei em casa notei que na sala tinha uma vela no cantinho também. A luz devia ter acabado.
Mas aquele quarto.. Tinham mais do que velas acesas e espalhadas pelo todo. Tinha um ar romântico ali. E na hora, eu sem duvidas soube que Sebastian preparou isso pra mim.
Pra gente.
Tirei meus sapatos, minha jeans, e tive uma ideia.
Quando estava só com roupas intimas, coloquei de volta meu sobre tudo por cima, soltei meu casaco e fui pro corredor. Suspirei fundo, ainda meio nervosa.


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