Devia ser por isso que nós nos dávamos tão bem.
-Eu confio em você, Ariel. Já disse isso trocentas e trocentas vezes. –Sebastian
voltou a falar, mas dessa vez olhando em volta. –Mas se você soubesse como
tenho medo de te perder..
-Você nunca vai, Sebastian. –Virei seu rosto em minha
direção e dei um selinho nele. –Nunca vai.
-Nunca aceitaria te perder pra aquele homem. Só disso
passar pela minha cabeça..
-Ele é uma pessoa vazia, Sebastian. –Ele franziu o cenho, confuso.
Então, continuei –Ele é completamente vazio. O que ele precisa é de alguém que
o ame verdadeiramente.
-E que não se mate na frente dele, não é?
-Você sabe?
-Londres toda ficou sabendo quando aconteceu. Qual é, ele
é um dos jornalistas mais famosos daqui. As noticias se espalham.
-Por isso ele ficou tão amargurado com todo mundo. –Agora
sim fez sentido. –Ninguém devia ter
aliviado pra ele.
-Com certeza não. O cara era maior pela saco. Se achava o
tal. Ai aconteceu isso, tudo desmoronou né? –Assenti –Mas não cai no papo dele,
Ariel. Ele usa muitas garotas da sua idade.
-Sei disso. Ele tem idade pra ser meu pai, Sebastian. –Nós
rimos –Eu nunca faria isso.
-Acho bom. Senão eu mato ele. –Nos beijamos de novo e eu
ri um pouco depois. –Ele contou algo mais pra você?
-Ah, ele falou sobre pintar telas.. E tal.. Achei bem
legal. Me convidou pra conhecer o ateliê dele.
Disse que um dia iria, mas não
hoje porque eu precisava voltar pra casa e ver você.
-Então ele sabe de minha existência?
-Claro, né. Ele soube quando perguntou a mim se eu estava
aqui sozinha.
-Ele te perguntou isso?
-Perguntou, ué. –Dei de ombros
-E você disse o que?
-Que estava aqui na casa do meu namorado.. –Sebastian deu
um sorriso bobo quando eu o respondi, e me beijou.
-Acho bom.
-Cala a boca. Você não sabe de nada.
Demos as mãos de novo, e eu fiquei com a cabeça encostada
no ombro de Sebastian, olhando aquela vista maravilhosa.
Depois dali, voltamos ao restaurante italiano e nossa, que
saudade de uma massa eu estava.
Voltamos pra casa por volta de 21:30, e eu cai na cama completamente
cansada.
-
-Bom dia, GATÃÃÃ! –Gabe gritou com seu sotaque Londrino bem
acentuado, assim que eu passei na porta da sala de todo mundo.
-Bom dia GATOOO! –Eu respondi e todos riram –Bom dia, gente.
-Bom dia, Ariel! Muito trabalho pra hoje?
-Acho que só um artigo sobre shoppings, um negócio assim.
Nada demais –Dei de ombros ajeitando a bolsa
-Então quando acabar venha fofocar com a gente, certo?
-Certo.
-OKAY BABEEE! –Gabe respondeu e eu entrei em minha sala
rindo.
Arrumei minhas coisas, liguei o computador e me sentei, começando
a escrever logo o artigo.
Cerca de 20 minutos depois, ouvi um BIP do meu computador,
e logo foquei minha atenção no
mesmo.
´´Olá, bom dia querida Ariel! Tem como vir na minha sala
agora? É rápido!´´ -Era uma mensagem de Tom.
Ai, Jesus.


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