Na manha seguinte, Sebastian combinou de me deixar no
primeiro escritório da lista que ele havia me indicado e disse pra que quando
acabasse a entrevista, eu ligasse pra ele que ele me buscaria, mas vetei essa ideia.
Eu havia anotado o endereço de casa, era só falar ao motorista e pronto.
Demorou um pouco pra ele aceitar a ideia, mas acabou o fazendo.
A entrevista fora mais rápida do que eu imaginei, e em
vão.
O velhinho –dono do escritório –havia pedido pra que eu
esperasse um pouco logo depois, pra ele ver se tinham vagas disponíveis ali.
Ele demorou quase meia hora, e adivinhe só, não tinha.
Percebi que ele ficou bastante nervoso pela situação e me elogiou bastante, dizendo
que eu seria uma ótima estagiária, mas eu me controlei.
Realmente, não havia dado sorte daquela vez.
Mas ao invés de ligar pra Sebastian avisando, ou ir pra
casa, resolvi passar no outro escritório.
A secretária me informou que todos estavam em reunião e
pediu pra que eu voltasse outra hora.
Ok, só me restou ir aquela biblioteca mesmo.
E foi como Sebastian disse.
Quando eu entrei na mesma, ela parou. Todos os estudantes,
-e ate alguns adultos que estavam ali –pararam, e ficaram me olhando.
-Oi. –Eu me aproximei da bibliotecária que na mesma hora
veio na minha direção, sorrindo.
-Posso te dar um abraço? Eu sou completamente apaixonada
por seus textos!
-É claro que sim! –Eu falei animada.
Meu Deus, dava até pra me sentir pop por algum tempo.
Umas pessoas vieram me cumprimentar, e até me pediram
autografo –Deus!- mas eu logo pedi pra conversar com a bibliotecária, Meredith.
Havia adorado aquela moça!
Expliquei minha situação a ela, e ela falou que eu deveria
continuar escrevendo na coluna do jornal de Boston, e tentar me inscrever na
daqui também.
Me passou o endereço do escritório onde ficavam os
jornalistas daqui, e pediu pra que eu tentasse a sorte lá.
Peguei –mais um-táxi, e foi pro local indicado.
Com dedos cruzados, e quase carregando um trevo de tanta
sorte que eu precisava ter agora. Era minha ultima chance.
-
-Você era de quem eu precisava! –O cara que se apresentou
como Tom, o que editava coisas do jornal disse assim que acabou a entrevista.
-Ah, Deus..
-Você não é a outonostalgico, é? –Uma menina perguntou
toda nervosa e sorridente.
-Sou, sou sim.
-AI MEU DEUS DO CEU,VOCE É DEMAIS! TOM,CONTRATE ESSA GAROTA
AGORA! –Todos começaram a rir.
-Certo, todos sabemos que seu talento é indiscutível, mas
antes precisamos fazer um teste. Eu vou lhe dar uns temas, e quero que você
faça artigos em cima deles. Se eu gostar de algum, posso até publicá-lo já, e
criar sua coluna no jornal. E o emprego é seu.
-Caramba, jura?
-


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