Fui pra meu quarto, arrumei os resumos na cama com meus
cadernos e comecei a copiar. Um tempo depois, ele saiu do banho, e sentou na
poltrona de meu quarto. Havia colocado uma bermuda, e ficou apenas me olhando.
-Eu deveria ter avisado?-Perguntei tirando os óculos e ele
apenas assentiu. –Você não gostaria da mesma forma..
-Pelo menos eu saberia que ele estaria aqui.
-Mas você sabe que de qualquer forma ou de outra, não
aconteceria nada né, Sebastian. –Ele se levantou e ficou de pé, de braços
cruzados e encostado no armário.
-Não sei, Ariel. Eu confio em você, mas quando está com
ele, ninguém pode dizer. Sabe, você vive
dizendo que quando eu for pra Londres
as chances de ficarmos juntos são mínimas por causa de minha ´´namorada´´que eu
deixo bem claro que nunca voltaria com ela. Mas você não vê, você e
Rick? O vínculo
que vocês dois tem ainda?
-É óbvio. Eu estudo com ele, vejo ele todos os dias, e a
cima de qualquer coisa, somos só amigos. E ELE AINDA ENGRAVIDOU MINHA EX MELHOR
AMIGA, E ESTÁ FEITO UM LOUCO SEM RESPOSTAS PRO QUE DEVE FAZER PORQUE ELE VAI SE
MUDAR COM OS PAIS PRO CANADÁ! Quer que eu faça oque? Dê as costas pra ele quando
foi ele que me ajudou quando meu pai faleceu?
Acabei estourando. Eu aceitava qualquer coisa, até
ciuminho bobo. Agora insegurança? Desconfiança pra cima de mim? Isso eu não
admito nunca.
De forma alguma!
-Ele vai ser pai?
-Sim.
Sebastian foi até minha estante e se apoiou nela, coçando
a nuca. Agora sim eu havia o pego de jeito.
Levantei-me e fui até a janela. Fiquei um tempo de costas
pra ele, nem dando atenção.
Logo, senti suas mãos em minha cintura, e ele sussurrou em
meu ouvido:
-Isso foi uma dos defeitos que peguei do meu pai. Eu sou
muito inseguro. Você é maravilhosa. O cara que qualquer garota sonha em ter.
Acha mesmo que não devo ter ciúmes?
Virei-me e fitei bem seus olhos.
-Ciúmes é completamente diferente de desconfiança. Eu
confio em você, não entende isso?
-Eu confio em você, já disse que confio. Mas quando está
com ele..
-Não, voce não confia. Se não com certeza não diria isso.
Fui sair do quarto, mas Sebastian segurou meu braço e me
deu um tremendo puxão, me fazendo colar meu corpo ao dele.
-Nós realmente vamos ficar assim por causa dele?
-Dele? Você já está metendo o garoto que não tem nada
haver na NOSSA historia? Larga o orgulho de lado, Sebastian, e admita que você
não confia em mim.
Me soltei, e mais uma vez quando fui sair, ele tomou minha
frente dizendo:
-Eu te levaria a qualquer lugar comigo. Faria qualquer
coisa com você, eu poderia.. Nós poderíamos
nos casar. Mas eu não conseguiria
te mudar, nem me mudar. Só.. Me desculpa. Não acredito que levei a gente a nos
desentendermos por tão pouco.
Antes que eu falasse qualquer coisa, Sebastian me calou
com um maravilhoso beijo. Ele deslizava suas mãos por meu corpo, enquanto eu
acariciava sua nuca, e tirava sua camisa.
Ele me deitou na cama, com todo cuidado do mundo por causa
de minha perna, e logo tirou minha camisa também.
Pela primeira vez, eu amei o cara certo da forma certa, na
hora certa.
Eu senti algo inexplicável crescer dentro de mim, algo que
só ele me causava. A forma que seu toque me deixava arrepiada, seus beijos me
levavam a outro mundo, e quando me abraçava, eu me sentia protegida de tudo, e
de todos.
A forma que o ´´nós´´ dava tão certo. Porque a gente era
pra ficar junto.
-
-Bom dia, dorminhoca. –Sebastian disse com uma voz bem
rouca assim que eu fui abrindo os olhos
devagarzinho.
-Que bom não acordar sozinha hoje. –Ele beijou minha
testa.
-Tirei uma folga.
-No final da semana?
-É. –Ele deu de ombros, se levantando. –O café está
pronto. Vem logo e troque de roupa pra a gente ir ao médico e você se livrar
disso logo.
-GRAÇAS A DEUS! –Sebastian riu se aproximando da porta
-Não demore. Hoje vamos a um lugar especial.
-Que lugar?
-Surpresa.
Ele deu um sorriso sapeca e logo saiu do quarto. Eu tomei
um bom banho, coloquei um vestido florido que eu não usava há um bom tempo e
fui tomar café.
-Está maravilhosa. –Sebastian se sentou ao meu lado e me
deu um selinho. –Como sempre.
-Obrigada.
Tomamos café, e logo fomos pro carro. Ele me deixou no
médico enquanto disse que precisaria resolver umas coisas. O médico tirou a
faixa, e foi bem tranquilo, só passou um remédio pra caso eu
voltasse a sentir
câimbras.
Liguei pra ele assim que acabei, e foi me buscar.
-Então... Não vai me dizer mesmo, né? –Bufei quando ele
deslizou sua mão pela minha coxa, rindo.
-Calma, cara. Você vai gostar, pode ter certeza.
-


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