-EU, NÉ? –Falei enquanto
ria –Fala sério.
-Não tenho culpa se
qualquer menina se sente atraída pelo garotão aqui.
Revirei os olhos e
cruzei os braços, me virando pro outro lado.
Não demorou muito,
Sebastian me abraçou -forte mesmo- e disse beijando minha cabeça:
-Estou brincando, riel.
Não te trocaria por nada nesse mundo.
´´não te trocaria por nada nesse mundo´´
´´não te trocaria por nada´´
´´não te trocaria´´
´´não´´.
Meu deus. Essa frase
ficou batendo e batendo em minha cabeça. Quando ele foi deslizando seus braços ao
redor de meu corpo, me encostei nele; minha cabeça em seu ombro bem colada
nele, me afastei só um pouco, e encostei a cabeça no banco e ele fez o mesmo, me
olhando.
-Por nada?
-Nada. –Ele negou com a
cabeça. –Nada mesmo.
-Por que?
Nossa, se essa foi a
hora que eu consegui deixar ele sem graça, deixei pelo resto da semana.
Do mês.
Do ano.
Ah, whatever.
Ele ficou muito
vermelho, e apenas sorriu, beijou minha testa, e disse:
-Um dia você descobre.
-Nossa, você é muito
misterioso. Assim não dá, Sebastian. Acabou, é isso, eu sabia que não podia
confiar em você e eu sei que você saiu com aquela garçonete, EU SEI, SEBASTIAN!
–Coloquei a mão no peito, fingindo decepção e ele começou a rir.
-Você é inacreditável, garota.
–Ele me abraçou de novo mas deixou o braço jogado em meu ombro.
Instantes depois a
garçonete voltou, deixou seu café na mesa junto com meu capuccino e deu pra
perceber que ela se incomodou quando o viu agarrado daquela forma.
-Eu ein. –Eu disse assim
que ela se foi, experimentando o capuccino. Estava morno, uma delicia.
-Deve ser outra
ciumenta.
-Problema é dela. –Nós
rimos e eu dei um beijo em sua testa.
Ficamos sentados ali até
12:30, serviram o almoço mas só fizemos um lanche e logo fomos pro espaço onde
ocorreria a apresentação.
Foi bem divertida, os
skis eram muito bons (tirando pelo frio congelante –mas a parte boa foi que
Sebastian, por conta disso, ficou abraçado o tempo inteiro comigo... -)e a cada
salto, ou quando o ski deslizava, percebemos que os casais presentes davam
aquele beijinho de esquimó!
Eram a coisa mais fofa.
-No próximo nós fazemos
isso. –Sebastian comentou quando um dos skis deslizou e todos repetiram o
‘’beijinho’’.
E meu coração ficou
acelerado.
Mas que diabos estava
acontecendo comigo?
Eu devia estar na TPM, é,
TPM.
E segundos depois outro
ski deslizou. Isso era sacanagem com minha cara, não é?
Eu fiquei meio sem reação,
mas olhei sorrindo pra Sebastian. Na mesma hora ele riu pra mim, se aproximou e
colou nossas testas dando um beijinho de esquimó.
Mas seu rosto estava
extremamente gelado, (inclusive seu nariz), então me afastei, rindo e
arrepiada.
Sebastian depositou sua mão em minha cintura, e me puxou me olhando
sério. Meus olhos se perderam nos dele, e os dele nos meus, foi algo surreal.
Ele se aproximou, beijou a ponta de meu nariz, e depois o canto de minha
bochecha e veio descendo, até o cantinho de minha boca.
Porém, antes que me
beijasse, meu celular começou a gritar (porque ele começou a fazer um escândalo
mesmo!) dentro de minha bolsa.
Ele se afastou bem
rápido, colocou as mãos no bolso e virou pra frente.
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