Capítulo 17 - beijinho de esquimó

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

-EU, NÉ? –Falei enquanto ria –Fala sério.

-Não tenho culpa se qualquer menina se sente atraída pelo garotão aqui.

Revirei os olhos e cruzei os braços, me virando pro outro lado.

Não demorou muito, Sebastian me abraçou -forte mesmo- e disse beijando minha cabeça:

-Estou brincando, riel. Não te trocaria por nada nesse mundo.
´´não te trocaria por nada nesse mundo´´
´´não te trocaria por nada´´
´´não te trocaria´´
´´não´´.

Meu deus. Essa frase ficou batendo e batendo em minha cabeça. Quando ele foi deslizando seus braços ao redor de meu corpo, me encostei nele; minha cabeça em seu ombro bem colada nele, me afastei só um pouco, e encostei a cabeça no banco e ele fez o mesmo, me olhando.

-Por nada?

-Nada. –Ele negou com a cabeça. –Nada mesmo.

-Por que?

Nossa, se essa foi a hora que eu consegui deixar ele sem graça, deixei pelo resto da semana.

Do mês.

Do ano.

Ah, whatever.

Ele ficou muito vermelho, e apenas sorriu, beijou minha testa, e disse:

-Um dia você descobre.

-Nossa, você é muito misterioso. Assim não dá, Sebastian. Acabou, é isso, eu sabia que não podia confiar em você e eu sei que você saiu com aquela garçonete, EU SEI, SEBASTIAN! –Coloquei a mão no peito, fingindo decepção e ele começou a rir.

-Você é inacreditável, garota. –Ele me abraçou de novo mas deixou o braço jogado em meu ombro.
Instantes depois a garçonete voltou, deixou seu café na mesa junto com meu capuccino e deu pra perceber que ela se incomodou quando o viu agarrado daquela forma.

-Eu ein. –Eu disse assim que ela se foi, experimentando o capuccino. Estava morno, uma delicia.

-Deve ser outra ciumenta.

-Problema é dela. –Nós rimos e eu dei um beijo em sua testa.

Ficamos sentados ali até 12:30, serviram o almoço mas só fizemos um lanche e logo fomos pro espaço onde ocorreria a apresentação.

Foi bem divertida, os skis eram muito bons (tirando pelo frio congelante –mas a parte boa foi que Sebastian, por conta disso, ficou abraçado o tempo inteiro comigo... -)e a cada salto, ou quando o ski deslizava, percebemos que os casais presentes davam aquele beijinho de esquimó!

Eram a coisa mais fofa.

-No próximo nós fazemos isso. –Sebastian comentou quando um dos skis deslizou e todos repetiram o ‘’beijinho’’.

E meu coração ficou acelerado.

Mas que diabos estava acontecendo comigo?

Eu devia estar na TPM, é, TPM.

E segundos depois outro ski deslizou. Isso era sacanagem com minha cara, não é?

Eu fiquei meio sem reação, mas olhei sorrindo pra Sebastian. Na mesma hora ele riu pra mim, se aproximou e colou nossas testas dando um beijinho de esquimó.

Mas seu rosto estava extremamente gelado, (inclusive seu nariz), então me afastei, rindo e arrepiada. 
Sebastian depositou sua mão em minha cintura, e me puxou me olhando sério. Meus olhos se perderam nos dele, e os dele nos meus, foi algo surreal. Ele se aproximou, beijou a ponta de meu nariz, e depois o canto de minha bochecha e veio descendo, até o cantinho de minha boca.

Porém, antes que me beijasse, meu celular começou a gritar (porque ele começou a fazer um escândalo mesmo!) dentro de minha bolsa.


Ele se afastou bem rápido, colocou as mãos no bolso e virou pra frente.

-

Nenhum comentário

Postar um comentário

 
Desenvolvido por Michelly Melo.