Af, como
se ele já não fosse, né?
Ele ficou apenas me
olhando tomar café, quietinho. Muito fofo, cara.
-Bom, vamos? –Eu disse, arrastando
a cadeira pro lugar –Não podemos demorar.
-Claro, claro.
Sebastian pegou a chave
do carro e logo saímos. Ele cumprimentou Erick mas eu nem olhei pra trás.
Eu
ein, o cara era um completo idiota.
Em 20 minutos fizemos o
trajeto até meu prédio, troquei rapidíssimo de roupa (claro que Sebastian
subiu) enquanto ele ficava me esperando, na sala.
Peguei meus documentos, minha
bolsa e por cerca de 11:00, estávamos na estrada pra Rockport.
-Espero realmente que o
tempo melhore, riel. –Ele disse ligando limpador de para-brisas, parecia
preocupado.
-A quantidade de neve
que tem de lá pra cá, é bem maior, não é?
Perguntei me referindo caso
as estradas se fechassem. Seria mesmo um problema.
-Com certeza.
-Você não conhece hotel,
por lá?
-Eu estou preocupado
sobre você faltar outro dia de aula, e você preocupada se vai ter hotel? Jura?
–Nós rimos.
-Sei lá. –Dei de ombros,
encostando minha cabeça no banco e olhando pra ele enquanto dirigia –Eu vou
estar com você mesmo.
Sebastian me olhou, e
colocou sua mão sob minha coxa, afagando-a e sorrindo.
-É verdade. Se a gente
estiver junto, está tudo certo.
-
-Jesus, não sabia que
aqui ia dar pra congelar dessa forma.-Eu disse abraçando meus próprios braços
numa tentativa nula de tentar me aquecer.
Havíamos chegado por
cerca de 11:30,finalmente. O local era como se fosse uma apresentação no gelo
(ok, quase né?).
Tinha uma cabana em meio
as montanhas, que seria onde ficaria o júri e uma equipe de ski. Logo do lado
ficava os competidores, e mais a frente, outra “cabana”, mas onde ficariam as
pessoas apenas pra assistir.
Com bancos e tudo mais.
Era bem legal.
Mas muito frio.
-Está frio mesmo. Vamos
nos esquentar, vem cá. –Sebastian me puxou pela cintura e jogou seu braço por
cima de meus ombros, me apertando ao seu corpo. –Você está quentinha, safada!
–Ele encostou seu nariz gelado em minha bochecha, beijando-a depois e eu me
afastei, rindo.
-Estou com frio, Sebastian.
Vamos ficar onde?
-Vem, vamos logo. –Ele
me deu a mão, e seguimos pra debaixo da cabana.
Era como se fosse um
restaurante na parte de trás. Muito aconchegante (e bem mais quentinho porque
tinha uma lareira ali!). Ele apresentou nossos convites e o guia logo avisou
que não pagaríamos por nada, só apresentar o convite que era como se fosse um
cupom desconto, só que cupom de graça (hahahaha).
-Aqui está melhor. –Ele
se sentou em uma mesa que havia nos fundos.
As mesas eram de
madeiras e os bancos ao redor também, era coisa simples mesmo.
-E como. –Me sentei ao
seu lado, porque você sabe.. Quanto mais calor humano melhor. –Qual é a
parte
que a gente come?
-Nossa, mas você já está
pensando em comer? –Sebastian riu –Olha essa paisagem, cara. Que coisa maravilhosa.
-Não gostei, está
ofuscando meu brilho.
-Ah, falou a vagalume! –Nós gargalhamos.
-Os senhores vão querer
alguma coisa? –Uma garçonete chegou a mesa perguntando. Encasacada até não
poder mais!
-Eu quero um capuccino.
–Disse esfregando minhas mãos.
-Vou querer um café, e
está muito bom.
-Certo. Trago em um
estante. –Ela deu um sorriso pro Sebastian que, minha nossa.
-Trago em um estante, meu
amor. –Repeti a voz melosa dela. –Se quiser te levo pra cama e levo camisinha
sabor café, pode ser? –Dei um sorriso igual ao dela, repetindo ainda aquela
vozinha nojenta, enquanto Sebastian ria.
-Você é muito ciumenta, sabia?
-


Nenhum comentário
Postar um comentário