Em poucos minutos, Rick
parou o carro em frente meu prédio. Antes de sair, aliás, quando eu estava
prestes a sair Rick segurou meu braço, dizendo:
-Obrigado por tudo, Ariel.
Você é muito especial pra mim, sabe disso. –Não resisti e acabei voltando a me
encostar no banco, virando pra ele. –Você foi minha primeira namorada e pode
ter certeza que foi meu primeiro amor. Foi com quem eu me descobri.. Eu te
amei, Ariel.
Ai meu Deus do céu. Ele
havia tomado tanto vinho assim?
-E por mais louco que
pode parecer, eu vou sentir muita a sua falta.
Aproximei-me e quando
Rick estava terminando de falar, o calei com um beijo. Foi lento e calmo.
Meus
dedos trançavam seu cabelo e ele segurou forte em minha cintura, deslizando sua
mão por minhas costelas.
Eu não sentia quase mais
nada por Rick, mas algo sem duvida alguma, me prendia a ele. Seu beijo era como
uma chama que ardia dentro de mim.
Ela sempre estava acesa.
Depois de um bom (e
longo) beijo, Rick juntou nossos rostos e me deu um demorado selinho.
-Será que tem problema
se quando eu viesse pra cá ver meu filho, te ver também?
-Depende da forma que
você quer dizer ver. –Eu disse rindo e ele assentiu, sorrindo.
-E você iria gostar se
fosse de outra forma?
Rick deslizou sua mão
sob minha coxa e eu abri a porta do carro, apenas rindo.
-Quem sabe Rick? Quem
sabe.
E subi, antes que eu
entrasse de novo naquele carro e fizesse uma besteira. Eu perdesse o controle
com ele.
Aliás, acho que nunca
tive controle absoluto com Rick.
Mas assim que entrei em
meu apartamento, me dei conta de que havia esquecido meu celular em casa (só
agora!), e que nada seria tão fácil quanto eu imaginei.
E apesar d’eu ter tido
uma estranha (e talvez até boa) noite, eu perdi um amigo.
Tenho certeza disso.
Peguei meu celular, rapidamente
vendo 5 ligações de Sebastian.
Eu não mentiria ,nem
contaria historinha. Diria a verdade a ele. Ele merecia a verdade.
Liguei pra ele, mas como
eu esperava, ele não atendeu.
Foi quando eu tive de
tomar a última medida que imaginei ter de tomar.
Sebastian tinha um
iPhone e notei que era ultimo modelo. E nesse último modelo, tinha um chip
localizador.
Eu iria rastrear
Sebastian e descobrir seu endereço.
-
Não foi tão difícil
quanto imaginei, já que meu iPad tinha o programa necessário para tal.
Rastreei, e vi que ele estava em uma vila, perto da rodoviária. Pelo menos o
lugar não era mal localizado (ou mal frequentado!)
Pelo localizador deu pra
calcular que seria 5º andar, apartamento 9.
Subi no elevador com o
coração na mão.
Primeiro porque eu tinha
medo de elevador, (ridículo né), segundo porque cara, você sabe o porque.
Assim que cheguei, quando
me aproximava do apartamento, um cara saía. E antes que ele trancasse a porta
novamente, eu disse rapidamente:
-Oi, er, ai que mora o
Sebastian?
Ele me olhou de cima a
baixo e deu um sorriso de lado, respondendo:
-Sim, ele mora. Você
deve ser a garota que deu um bolo nele, não é? –Ah Deus, pelo jeito ele deve
ter arrumado um escândalo.
-Sim, eu vim pra
conversar com ele.. Como ele ta?
-Cara, ele está legal, mas
quis beber hoje. Então acho que você vai ter que ser cuidadosa com o que vai
falar.
-Certo. Certo. Onde ele
está?
-Lá em cima no quarto.
Fica a vontade. –Ele abriu a porta e eu entrei.
O apartamento era bem
grande e bem confortável pelo jeito. Tinha uns quadros aleatórios nas paredes e
a sala era bem grande. Tinha a cara do estilo “inglês” de Sebastian.
Não foi difícil achar o
quarto, já que havia um som ligado na maior altura.
(Pelo menos a música era
boa –The Maine).
Dei dois toques na
porta, abrindo-a, já que a mesma estava apenas encostada e vi Sebastian deitado
,de bermuda e com uma taça ao lado na mesa de cabeceira.
Ele na mesma hora pegou
um controle, deu pausa na música e se levantou. Coçou a nuca e cruzou os
braços, bem sério.
-Rick me chamou pra
jantar. –Eu disse e Sebastian assentiu, ainda olhando fixo em meus olhos.
–
Passei a tarde tentando ligar pra você, pode ver se quiser. –Joguei meu
celular em cima de sua cama, me aproximando e ficando ao seu lado.
-Sei que não está
mentindo. Eu não pude atender porque esqueci meu celular em casa e pintou um
trabalho pra eu fazer. Foi um terrível desentendido pra a gente então.
-É. E eu deixei meu
celular em casa, se tivesse levado ele comigo, com certeza te atenderia. –Ele
assentiu, se sentando na cama e eu continuei de pé, em frente a ele.
-E foi bom o jantar?
-


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