Capítulo 9 - um pouco FBI

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Em poucos minutos, Rick parou o carro em frente meu prédio. Antes de sair, aliás, quando eu estava prestes a sair Rick segurou meu braço, dizendo:

-Obrigado por tudo, Ariel. Você é muito especial pra mim, sabe disso. –Não resisti e acabei voltando a me encostar no banco, virando pra ele. –Você foi minha primeira namorada e pode ter certeza que foi meu primeiro amor. Foi com quem eu me descobri.. Eu te amei, Ariel.

Ai meu Deus do céu. Ele havia tomado tanto vinho assim?

-E por mais louco que pode parecer, eu vou sentir muita a sua falta.

Aproximei-me e quando Rick estava terminando de falar, o calei com um beijo. Foi lento e calmo. 
Meus dedos trançavam seu cabelo e ele segurou forte em minha cintura, deslizando sua mão por minhas costelas.

Eu não sentia quase mais nada por Rick, mas algo sem duvida alguma, me prendia a ele. Seu beijo era como uma chama que ardia dentro de mim.

Ela sempre estava acesa.

Depois de um bom (e longo) beijo, Rick juntou nossos rostos e me deu um demorado selinho.

-Será que tem problema se quando eu viesse pra cá ver meu filho, te ver também?

-Depende da forma que você quer dizer ver. –Eu disse rindo e ele assentiu, sorrindo.

-E você iria gostar se fosse de outra forma?

Rick deslizou sua mão sob minha coxa e eu abri a porta do carro, apenas rindo.

-Quem sabe Rick? Quem sabe.

E subi, antes que eu entrasse de novo naquele carro e fizesse uma besteira. Eu perdesse o controle com ele.

Aliás, acho que nunca tive controle absoluto com Rick.

Mas assim que entrei em meu apartamento, me dei conta de que havia esquecido meu celular em casa (só agora!), e que nada seria tão fácil quanto eu imaginei.

E apesar d’eu ter tido uma estranha (e talvez até boa) noite, eu perdi um amigo.

Tenho certeza disso.

Peguei meu celular, rapidamente vendo 5 ligações de Sebastian.

Eu não mentiria ,nem contaria historinha. Diria a verdade a ele. Ele merecia a verdade.

Liguei pra ele, mas como eu esperava, ele não atendeu.

Foi quando eu tive de tomar a última medida que imaginei ter de tomar.

Sebastian tinha um iPhone e notei que era ultimo modelo. E nesse último modelo, tinha um chip localizador.

Eu iria rastrear Sebastian e descobrir seu endereço.

-

Não foi tão difícil quanto imaginei, já que meu iPad tinha o programa necessário para tal. Rastreei, e vi que ele estava em uma vila, perto da rodoviária. Pelo menos o lugar não era mal localizado (ou mal frequentado!)

Pelo localizador deu pra calcular que seria 5º andar, apartamento 9.

Subi no elevador com o coração na mão.

Primeiro porque eu tinha medo de elevador, (ridículo né), segundo porque cara, você sabe o porque.

Assim que cheguei, quando me aproximava do apartamento, um cara saía. E antes que ele trancasse a porta novamente, eu disse rapidamente:

-Oi, er, ai que mora o Sebastian?

Ele me olhou de cima a baixo e deu um sorriso de lado, respondendo:

-Sim, ele mora. Você deve ser a garota que deu um bolo nele, não é? –Ah Deus, pelo jeito ele deve ter arrumado um escândalo.

-Sim, eu vim pra conversar com ele.. Como ele ta?

-Cara, ele está legal, mas quis beber hoje. Então acho que você vai ter que ser cuidadosa com o que vai falar.

-Certo. Certo. Onde ele está?

-Lá em cima no quarto. Fica a vontade. –Ele abriu a porta e eu entrei.

O apartamento era bem grande e bem confortável pelo jeito. Tinha uns quadros aleatórios nas paredes e a sala era bem grande. Tinha a cara do estilo “inglês” de Sebastian.

Não foi difícil achar o quarto, já que havia um som ligado na maior altura.

(Pelo menos a música era boa –The Maine).

Dei dois toques na porta, abrindo-a, já que a mesma estava apenas encostada e vi Sebastian deitado ,de bermuda e com uma taça ao lado na mesa de cabeceira.

Ele na mesma hora pegou um controle, deu pausa na música e se levantou. Coçou a nuca e cruzou os braços, bem sério.

-Rick me chamou pra jantar. –Eu disse e Sebastian assentiu, ainda olhando fixo em meus olhos. –
Passei a tarde tentando ligar pra você, pode ver se quiser. –Joguei meu celular em cima de sua cama, me aproximando e ficando ao seu lado.

-Sei que não está mentindo. Eu não pude atender porque esqueci meu celular em casa e pintou um trabalho pra eu fazer. Foi um terrível desentendido pra a gente então.

-É. E eu deixei meu celular em casa, se tivesse levado ele comigo, com certeza te atenderia. –Ele assentiu, se sentando na cama e eu continuei de pé, em frente a ele.


-E foi bom o jantar?

-

Nenhum comentário

Postar um comentário

 
Desenvolvido por Michelly Melo.