Capítulo 25 - traição?

quinta-feira, 19 de julho de 2018

-Nunca falei tão sério assim na minha vida. Te deixo no aeroporto agora. Vamos?

-Meu Deus! É claro, é claro! –Respondi, animada.

Subi, arrumei minha mala correndo, tomei um bom banho e troquei de roupa. Eu iria voltar pra Nova York, e fazer o que eu deveria ter feito antes de vir pra cá.

Eu precisava consertar as coisas com Noah.

-

-Que diabos você faz aqui, pirralha? –Eduard perguntou assim que me viu entrando em casa.

Saí da Flórida eram 8h da manhã. O vôo atrasou, acabei chegando em NY 13h.

Estava morta de cansada.

-Eu preciso tanto conversar, Ed. –Joguei minha mala no chão da sala e me sentei no sofá ao seu lado

-Fala aí, po.

Contei tudo em mente a Eduard. Ele quase quis me matar –feito Noah, mas, normal –ele me deu uns conselhos e disse o que falar pra Noah.

Depois de muita conversa, subi pro meu quarto, tomei um bom banho e troquei de roupa.
Peguei um táxi de frente a minha casa mesmo, e fui pro apartamento de Noah.

Seu porteiro me deixou subir, já que ele me conhecia. Quando cheguei, encontrei sua porta 
entreaberta. Estranhei, mas logo entrei. A casa estava silenciosa, Noah devia estar dormindo ou tomando banho mesmo.

Fui até seu quarto devagarzinho, mas a porta estava bem escancarada e eu não precisei entrar pra ver aquela cena.

Noah estava deitado de costas, coberto apenas pelo lençol, e do seu lado, deitado em seu braço, 
Sasha. Enrolada no lençol, também.

Engoli o choro e a raiva de querer pular em cima dos dois e espancar aquela vagabunda. Saí de fininho daquela casa, e quanto cheguei na rua, as lágrimas amargas desciam pelo meu rosto.

Por que ele foi fazer isso com a gente, cara?

Voltei pra casa e cheguei batendo a porta e gritando, de tanta raiva.

-WOW,WOW,WOW! –Eduard desceu correndo, antes que eu jogasse tudo no chão –Que diabos aconteceu, Gabriela?

-ELE ESTAVA .. ELE –Eu não aguentei e caí no chão, de joelhos, chorando. –NA CAMA! NA CAMA! COM AQUELA VAGABUNDA, EDUARD, AQUELA VAGABUNDA..

-Ei, ei, ei.. Calma, calma –Ele correu pra mim, me abraçando –Calma.. que vagabunda, cara?

-AQUELA SASHA, AQUELA RIDÍCULA! MEU DEUS DO CÉU! EU NÃO ACREDITO QUE 
ELE FEZ ISSO.. ENQUANTO EU PASSEI O FINAL DE SEMANA INTEIRO PENSANDO NELE, QUERENDO VOLTAR LOGO PRA ELE, ELE FAZ ISSO COMIGO? Eu não acredito, eu não..

-Gabriela, se acalma, ta? Noah andou bebendo esses dias, ele me contou que não estava nada bem! 
Ele pode muito bem ter ficado bêbado e..

-ISSO NÃO É MOTIVO! NÃO É RAZAO! NÃO.. –Levantei, limpando meu rosto e subindo pro meu quarto –EU VOU EMBORA DESSA CASA, VOU EMBORA DAQUI, EU NÃO AGUENTO MAIS SER HUMILHADA, SER PISADA, EU NÃO AGUENTO!

Fiquei deitada na cama, e acabei pegando completamente no sono enquanto chorava.
-

Acordei com a droga de meu celular tocando, quando o peguei, me assustei; já passavam das 14h da tarde. E já era domingo.

Mas me assustei mais ainda quando vi Sasha do meu lado.

Levantei-me rápido com o telefone e fui pro banheiro.

-Oi, cara. –Era Eduard.

-E ai, acordou agora, não foi?

-Exato. Que rola?

-A noite foi agitada por ai, ein? –franzi o cenho, me olhando no espelho.

Era o terceiro dia que eu acordava com uma enxaqueca daquelas e pior de tudo: não me lembrava de nada da noite anterior.

-É o que?

-É, você nem deve se lembrar ne? –Suspirei –Minha irmã chegou mais cedo de viagem, toda empolgada pra te ver. –meu coração ficou apertado e o pior veio em minha mente. –Ela foi até ai e bem, não gostou muito do que viu.

E o que eu pensei estava certo.

-Meu Deus do céu, não acredito nisso. –Soquei a pia.


Como eu pude me deixar fazer isso? 

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