-Nunca falei tão sério assim na minha vida. Te deixo no aeroporto agora.
Vamos?
-Meu Deus! É claro, é claro! –Respondi, animada.
Subi, arrumei minha mala correndo, tomei um bom banho e troquei de
roupa. Eu iria voltar pra Nova York, e fazer o que eu deveria ter feito antes
de vir pra cá.
Eu precisava consertar as coisas com Noah.
-
-Que diabos você faz aqui, pirralha? –Eduard perguntou assim que me viu
entrando em casa.
Saí da Flórida eram 8h da manhã. O vôo atrasou, acabei chegando em NY
13h.
Estava morta de cansada.
-Eu preciso tanto conversar, Ed. –Joguei minha mala no chão da sala e me
sentei no sofá ao seu lado
-Fala aí, po.
Contei tudo em mente a Eduard. Ele quase quis me matar –feito Noah, mas,
normal –ele me deu uns conselhos e disse o que falar pra Noah.
Depois de muita conversa, subi pro meu quarto, tomei um bom banho e
troquei de roupa.
Peguei um táxi de frente a minha casa mesmo, e fui pro apartamento de
Noah.
Seu porteiro me deixou subir, já que ele me conhecia. Quando cheguei,
encontrei sua porta
entreaberta. Estranhei, mas logo entrei. A casa estava
silenciosa, Noah devia estar dormindo ou tomando banho mesmo.
Fui até seu quarto devagarzinho, mas a porta estava bem escancarada e eu
não precisei entrar pra ver aquela cena.
Noah estava deitado de costas, coberto apenas pelo lençol, e do seu
lado, deitado em seu braço,
Sasha. Enrolada no lençol, também.
Engoli o choro e a raiva de querer pular em cima dos dois e espancar
aquela vagabunda. Saí de fininho daquela casa, e quanto cheguei na rua, as
lágrimas amargas desciam pelo meu rosto.
Por que ele foi fazer isso com a gente, cara?
Voltei pra casa e cheguei batendo a porta e gritando, de tanta raiva.
-WOW,WOW,WOW! –Eduard desceu correndo, antes que eu jogasse tudo no chão
–Que diabos aconteceu, Gabriela?
-ELE ESTAVA .. ELE –Eu não aguentei e caí no chão, de joelhos, chorando.
–NA CAMA! NA CAMA! COM AQUELA VAGABUNDA, EDUARD, AQUELA VAGABUNDA..
-Ei, ei, ei.. Calma, calma –Ele correu pra mim, me abraçando –Calma..
que vagabunda, cara?
-AQUELA SASHA, AQUELA RIDÍCULA! MEU DEUS DO CÉU! EU NÃO ACREDITO QUE
ELE
FEZ ISSO.. ENQUANTO EU PASSEI O FINAL DE SEMANA INTEIRO PENSANDO NELE, QUERENDO
VOLTAR LOGO PRA ELE, ELE FAZ ISSO COMIGO? Eu não acredito, eu não..
-Gabriela, se acalma, ta? Noah andou bebendo esses dias, ele me contou
que não estava nada bem!
Ele pode muito bem ter ficado bêbado e..
-ISSO NÃO É MOTIVO! NÃO É RAZAO! NÃO.. –Levantei, limpando meu rosto e
subindo pro meu quarto –EU VOU EMBORA DESSA CASA, VOU EMBORA DAQUI, EU NÃO
AGUENTO MAIS SER HUMILHADA, SER PISADA, EU NÃO AGUENTO!
Fiquei deitada na cama, e acabei pegando completamente no sono enquanto
chorava.
-
Acordei com a droga de meu celular tocando, quando o peguei, me
assustei; já passavam das 14h da tarde. E já era domingo.
Mas me assustei mais ainda quando vi Sasha do meu lado.
Levantei-me rápido com o telefone e fui pro banheiro.
-Oi, cara. –Era Eduard.
-E ai, acordou agora, não foi?
-Exato. Que rola?
-A noite foi agitada por ai, ein? –franzi o cenho, me olhando no
espelho.
Era o terceiro dia que eu acordava com uma enxaqueca daquelas e pior de
tudo: não me lembrava de nada da noite anterior.
-É o que?
-É, você nem deve se lembrar ne? –Suspirei –Minha irmã chegou mais cedo
de viagem, toda empolgada pra te ver. –meu coração ficou apertado e o pior veio
em minha mente. –Ela foi até ai e bem, não gostou muito do que viu.
E o que eu pensei estava certo.
-Meu Deus do céu, não acredito nisso. –Soquei a pia.
Como eu pude me deixar fazer isso?
-


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