-Mas TODAS as garotas daquela sala já não eram mais virgens! E eu era a única
boboca que ficava trocando de namorado TODA HORA! E nenhum queria uma novinha,
alias, ficavam até com medo do que podia acontecer..
-É, eu sei. Eu entendo. E você continua fingindo que não lembra de nada
da noite passada? E que estava realmente bêbada?
-Fingindo não, porque graças a Deus ele nem toca mais nesse assunto.
-Gabi..Gabi.. essa foi a pior das suas armações, sabia? –Um ódio passou
pelo meu corpo.
Eu não acreditava que caí na teia de uma pirralha.
-Mas eu gosto dele. –Ouvi Gabriela choramingar –Eu realmente gosto dele.
Ele me trata bem, ele é diferente, sabe, Tay?
-Deve ser peso na consciência por ter tirado sua virgindade. –Ela riu.
-Não, nossa, cala boca. –Gabriela riu um pouco também –Mas esse ciúme
todo que eu estou sentindo, isso não pode acontecer! Eu não posso me apaixonar de
novo, Taylor.
-E se ele estiver apaixonado por você, Gabriela?
-Ai é bom, não é?
Não aguentando mais, abri a porta do banheiro e saí.
As duas ficaram congeladas quando me viram.
Eu apenas olhei pra Gabriela, e foquei meu olhar nela, dizendo:
-Como poderia me apaixonar por uma garota que mentiu o tempo inteiro pra
mim?
Ela ficou me olhando, incrédula, ainda.
Apenas saí daquele quarto, daquela casa... Daquela vida.
Eu não estava acreditando que contei tudo aquilo a Gabriela, cedi a ela
com esse segredo imbecil –sim, eu também menti quando disse que não estava bêbado
aquela noite, mas o que eu poderia dizer?
Se eu dissesse agora que não estava bêbado TAMBÉM, ela ainda poderia
arrumar um caso. Dizer que eu também menti.. Mas eu menti, porque eu estava
completamente apaixonado por essa garota.
Depois de tanto tempo, sem saber o que era gostar tanto de alguém.. Em
tão pouco tempo, ela foi me fazendo ficar louco por ela, com tudo aquilo... Por
tão pouco.
Era uma criança. Assim como suas amigas. E eu fui um idiota. Assim como
sempre.
-
Voltei pra casa (mais p* impossível!) e ainda sem acreditar naquilo
tudo. Eu estava com tanta raiva de Gabriela, mas com raiva ainda de mim! Como
que eu pude acreditar que ela não queria mesmo perder sua virgindade com um
cara que nunca nem tinha conhecido na vida?
Criança. Infantil.
Céus. E por mais que eu quisesse, essa garota não saía da minha cabeça.
Tomei um bom banho, e fiquei pensando naquilo tudo. Eu nunca tinha me
apegado a uma pessoa tão rápido... E tinha sido tão enganado.
Coloquei uma jeans, uma camisa branca nova, tênis, e saí de novo pra
arejar a mente.
Eu não queria ver aquela pirralha vagabunda nunca mais na minha frente.
-Duas doses, por favor. –E por ironia do destino, fui parar no bar em
que nos conhecemos.
-Veja só quem eu encontro por aqui..
Quando me virei pro lado, era Sasha, se sentando ao meu lado.
Era era quem eu realmente precisava nessa hora.
-3, por favor. –Ela pediu ao garçom da mesma vodca que a minha.
-Nada como um bar pra se livrar dos problemas, não é?
-Ih.. Já vi que brigou com a pirr... ahn, sua namorada, não é?
-Ela não é minha namorada. –Eu falei brusco. Não aguentava mais aquele
rotulo imbecil batendo na minha mente.
-Certo. Então hoje finalmente, podemos matar a saudade, não é?
Sasha afagou minha coxa e foi subindo, me excitando ali mesmo naquele
bar. Mas era pouco.
Eu precisava perder completamente a consciência pra poder fazer tudo o
que eu precisava com aquela mulher.
Virei os dois copos de vodca, e pedi mais dois.
-Mais tarde. –Eu respondi, sussurrando em seu ouvido e ela deu um
sorriso esperto.
É por isso que eu sempre gostei dessa garota. Entre a gente, realmente,
nunca teve sentimento. Uma vez ou outra quando ela aparecia disposta a ir pra
cama, e eu afundava minhas mágoas –e meus desejos –nela.
E é o que eu faria essa noite. A noite toda.
-


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