-Amor, relaxa. –Alex colocou sua mão em minha coxa, tentando
me acalmar. –Relaxa! –Riu.
-Isso não é engraçado. Odeio surpresas.
-Vai ter que se acostumar..
Revirei os olhos, bufando.
Cerca de 10 minutos depois e mais uns engarrafamentos
básicos, chegamos a uma casa linda de
madeira por fora, dois andares e quintal enorme.
Saímos do carro e ao caminharmos pra porta, andei ao lado de
Alex, perguntando:
-É aqui? De quem é essa casa?Nao me diga que..
Antes que eu pudesse terminar minha fala, uma bela mulher de
uns 50 e poucos anos abriu a porta sorridente. Ela tinha os olhos do Alex.
Cabelo preto, sobrancelhas bem definidas e um sorriso tão contagiante quanto o
dele.
-Isabella, essa é minha mãe, Anne. Mãe, essa é minha
namorada.
Namorada.
Apesar de tanto tempo juntos já, era a primeira vez que eu
ouvia essa palavra sair da boca de Alex, principalmente em referencia a mim.
-Olá! –Sorri, nervosamente e dando um passo a frente pra
cumprimenta-la. –Se eu soubesse que faríamos uma visita a senhora, teria me
vestido melhor. Desculpe.
-Senhora ta no céu,querida. –Ela disse numa voz fina e
alegre. –Sou Annie e pra você, sou Annie também. E você está ótima assim!
-Muito obrigada. –Sorri.
-Vamos, entrem. Fiquem a vontade. Bem, Alex já é de casa,
então.
-Valeu, mãe. –Eles se abraçaram e logo Alex entrou atrás de
mim.
A casa era linda. Logo depois da porta, vinha uma sala
gigantesca com um sofá grandão. Ao lado dessa área, tinha uma mesa de jantar e
um candelabro lindo de cristais no teto, em cima dela.
Depois vinha um corredor que provavelmente ligava a cozinha,
já que vinha um cheiro maravilhoso
de lá.
-Estou começando a fazer o almoço. –Ela me viu erguer a
sobrancelha em surpresa, já que não passavam das 10 da manhã, então, continuou
a dizer –É, eu cozinho cedo assim mesmo. Mas enquanto isso, Alex pode te
mostrar a casa e depois, se quiser, o bairro! Fique a vontade, querida.
-Pode deixar. Obrigada!
Deixamos ela na cozinha e logo depois seguimos pelo corredor
até encontrar uma escada. Alex subiu na minha frente e eu o segui. Naquele
segundo andar, tinham 3 quartos e 1 banheiro do lado de fora.
-Vem ver meu antigo quarto. –Ele falou me puxando pro fim do
corredor.
Entramos num quarto com papel de parede todo branco e com
uns riscos pretos de desenhos mesmo.
Disposta em frente a uma TV enorme, tinha
uma cama de viúvo bem grande também, com lençol branco e bem arrumada.
O quarto era impecável e bem maior que o de seu apartamento,
sem duvidas.
-Aqui então que você ficava?
-Sim. –Ele se sentou na cama enquanto eu andava pelo quarto,
olhando sua estante e porta retratos ali em cima. –Gostou?
-Sim! Tudo é muito lindo e bem decorado. Vocês tem um puta
bom gosto.
-Valeu. É de família. –Olhei pra ele e nós rimos.
-Que ideia foi essa, afinal? –Sentei-me na cadeira de sua
escrivaninha e virei-me pra ele.
-Bem, a gente está sério há muito tempo e achei que já era
hora de você conhecer minha família. Ou parte dela, porque eu não gostaria que
você conhecesse meu pai, se não se importa.
-Relaxa, Alex, tudo bem. –Assenti, sorrindo. –Sua mãe é
maravilhosa.
-Eu sei. Se não fosse por ela eu nem estaria aqui hoje,
literalmente.
-Aw, fofinho. –Levantei-me e fui em sua direção, beijando-o.
–Gostei da sua ideia, gostei muito.
-Obrigado.
Beijei-o rapidamente e levantei-me, dizendo:
-Vou ver se sua mãe precisa de ajuda na cozinha. Quer vir?
-Nah..Eu vou procurar uns papeis aqui, aproveitando que to
aqui, pra levar lá pro apê.
-Ok então.
Ao descer, encontrei com Anne cortando alguns legumes.
-Olá! Vim te fazer um pouquinho de companhia. –Cheguei perto
dela e fiquei ao seu lado,
observando o que ela estava fazendo.
-Ah, que bom, querida! –Ela sorriu, me olhando. –Gostei da
ideia de Alex te trazer aqui. Tenho andado meio solitária esses tempos.. Ele te
contou sobre seu pai, né?
-Sim, sim. –Falei, assentindo. Era um assunto delicado e eu
não iria opinar, a não ser que ela queira.
-Pois é. Me inscrevi num curso de artes pra poder manter
minha mente distraída mas quando volto pra casa, pra essa solidão.. Nada tira
esse sentimento de mim.
-Sinto muito por isso, Anne.
-Tudo bem, querida. Eu já previa isso acontecer. Mas me
diga.. como está com Alex?
-Bem. Ele é uma pessoa boa. –Respondi, meio sem graça àquela
pergunta.
-Ah, Isa. Ele é meu filho mas sei que não é nenhum santo.
Você pode falar comigo.
-


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