Capítulo 50 - conhecendo a sogrinha

segunda-feira, 14 de maio de 2018


-Amor, relaxa. –Alex colocou sua mão em minha coxa, tentando me acalmar. –Relaxa! –Riu.

-Isso não é engraçado. Odeio surpresas.

-Vai ter que se acostumar..

Revirei os olhos, bufando.

Cerca de 10 minutos depois e mais uns engarrafamentos básicos, chegamos a uma casa linda de 
madeira por fora,  dois andares e quintal enorme.
Saímos do carro e ao caminharmos pra porta, andei ao lado de Alex, perguntando:

-É aqui? De quem é essa casa?Nao me diga que..

Antes que eu pudesse terminar minha fala, uma bela mulher de uns 50 e poucos anos abriu a porta sorridente. Ela tinha os olhos do Alex. Cabelo preto, sobrancelhas bem definidas e um sorriso tão contagiante quanto o dele.

-Isabella, essa é minha mãe, Anne. Mãe, essa é minha namorada.

Namorada.

Apesar de tanto tempo juntos já, era a primeira vez que eu ouvia essa palavra sair da boca de Alex, principalmente em referencia a mim.

-Olá! –Sorri, nervosamente e dando um passo a frente pra cumprimenta-la. –Se eu soubesse que faríamos uma visita a senhora, teria me vestido melhor. Desculpe.

-Senhora ta no céu,querida. –Ela disse numa voz fina e alegre. –Sou Annie e pra você, sou Annie também. E você está ótima assim!

-Muito obrigada. –Sorri.

-Vamos, entrem. Fiquem a vontade. Bem, Alex já é de casa, então.

-Valeu, mãe. –Eles se abraçaram e logo Alex entrou atrás de mim.

A casa era linda. Logo depois da porta, vinha uma sala gigantesca com um sofá grandão. Ao lado dessa área, tinha uma mesa de jantar e um candelabro lindo de cristais no teto, em cima dela.

Depois vinha um corredor que provavelmente ligava a cozinha, já que vinha um cheiro maravilhoso 
de lá.

-Estou começando a fazer o almoço. –Ela me viu erguer a sobrancelha em surpresa, já que não passavam das 10 da manhã, então, continuou a dizer –É, eu cozinho cedo assim mesmo. Mas enquanto isso, Alex pode te mostrar a casa e depois, se quiser, o bairro! Fique a vontade, querida.

-Pode deixar. Obrigada!

Deixamos ela na cozinha e logo depois seguimos pelo corredor até encontrar uma escada. Alex subiu na minha frente e eu o segui. Naquele segundo andar, tinham 3 quartos e 1 banheiro do lado de fora.

-Vem ver meu antigo quarto. –Ele falou me puxando pro fim do corredor.
Entramos num quarto com papel de parede todo branco e com uns riscos pretos de desenhos mesmo. 
Disposta em frente a uma TV enorme, tinha uma cama de viúvo bem grande também, com lençol branco e bem arrumada.

O quarto era impecável e bem maior que o de seu apartamento, sem duvidas.

-Aqui então que você ficava?

-Sim. –Ele se sentou na cama enquanto eu andava pelo quarto, olhando sua estante e porta retratos ali em cima. –Gostou?

-Sim! Tudo é muito lindo e bem decorado. Vocês tem um puta bom gosto.

-Valeu. É de família. –Olhei pra ele e nós rimos.

-Que ideia foi essa, afinal? –Sentei-me na cadeira de sua escrivaninha e virei-me pra ele.

-Bem, a gente está sério há muito tempo e achei que já era hora de você conhecer minha família. Ou parte dela, porque eu não gostaria que você conhecesse meu pai, se não se importa.

-Relaxa, Alex, tudo bem. –Assenti, sorrindo. –Sua mãe é maravilhosa.

-Eu sei. Se não fosse por ela eu nem estaria aqui hoje, literalmente.

-Aw, fofinho. –Levantei-me e fui em sua direção, beijando-o. –Gostei da sua ideia, gostei muito.

-Obrigado.

Beijei-o rapidamente e levantei-me, dizendo:

-Vou ver se sua mãe precisa de ajuda na cozinha. Quer vir?

-Nah..Eu vou procurar uns papeis aqui, aproveitando que to aqui, pra levar lá pro apê.

-Ok então.

Ao descer, encontrei com Anne cortando alguns legumes.

-Olá! Vim te fazer um pouquinho de companhia. –Cheguei perto dela e fiquei ao seu lado, 
observando o que ela estava fazendo.

-Ah, que bom, querida! –Ela sorriu, me olhando. –Gostei da ideia de Alex te trazer aqui. Tenho andado meio solitária esses tempos.. Ele te contou sobre seu pai, né?

-Sim, sim. –Falei, assentindo. Era um assunto delicado e eu não iria opinar, a não ser que ela queira.

-Pois é. Me inscrevi num curso de artes pra poder manter minha mente distraída mas quando volto pra casa, pra essa solidão.. Nada tira esse sentimento de mim.

-Sinto muito por isso, Anne.

-Tudo bem, querida. Eu já previa isso acontecer. Mas me diga.. como está com Alex?

-Bem. Ele é uma pessoa boa. –Respondi, meio sem graça àquela pergunta.


-Ah, Isa. Ele é meu filho mas sei que não é nenhum santo. Você pode falar comigo.

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