Dancei e enchi a cara até nao poder mais, alias, até Thomas dizer que ia
me levar pra casa porque “estava na hora”.
-Vamos, nao tem problema.
-Mas eu moro looooonge.. – eu lembro de dizer, meio tropega, saindo do
clube com ele.
-Nao mora nao, Hanna. – ele riu. Ele nao estava sóbrio, mas estava bem
melhor que eu.
Thomas chamou um táxi rapidamente, me lembro de entrar nele e deitar
minha cabeça no seu ombro.
-Que cheiro é esse? – eu falei, franzindo meu nariz e cheirando seu
pescoço.
-Ah, é meu perfume novo.
-O antigo era melhor. Nao use isso de novo. – resmunguei.
-É?
-É.
-Voce achava meu outro perfume melhor, entao?
-Sim, retardado. Quantas vezes vou precisar repetir? – fiz uma careta
pra ele. jesus, eu precisava controlar essa minha lingua ou ia acabar falando
besteira.
-Tudo bem. Sem problemas.
Começou a tocar uma musica que eu amava no taxi, e é claro que comecei a
dançar, completamente
dominada pelo alcool em meu sangue.
-Voce é muito louca, meu Deus.. – ouvi Thomas murmurar, me olhando e
rindo.
-Voce adorouuuu que eu sei!
-Adorei o que, Hanna?
-Essa noite! Foi muito boa! – dei um soquinho em seu ombro, rindo. – Foi
demais!
-Voce ama uma festa, né?
-Ah, que saudade que eu taaava de uma festa.. eu adooooroo! – falei,
dançando ainda.
-Foi bom. Podemos fazer isso de novo.
-Voce quer fazer isso de novo?
-Com voce.
-Só comigo? – parei, olhando-o.
E foi na hora que o táxi parou na porta do meu predio. Thomas ficou me
olhando e sorrindo por um
minuto, mas logo se recompos e disse:
-Ahn.. voce quer que eu suba com voce?
-Nao, tudo bem. Só avisa meu chefe que vou chegar atrasada hoje no
trabalho. – ele gargalhou
quando eu o disse, saindo do carro.
Eram quatro da manha.
Nem fudendo eu iria acordar dali a 4 horas pra ir pro trabalho e ele
sabia bem disso.
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