Capítulo 16 - de volta pra casa

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018



Cerca de dez da noite – sim, dez da noite. Chegamos ao bar por volta de 18h, e voltamos pra casa as dez- fomos pra casa.

Graças a Deus, papai e mamae estavam dormindo.

-Vamos pegar um dos primeiros voos amanha, por favor. Só quero ir pra casa. – Jeremy disse, antes de entrar em seu antigo quarto.

-Tem certeza?

-Absoluta.

-Ta bem, entao. Eu te acordo.

-OK. Boa noite, Han. E obrigada por hoje. –sorriu, entrando.

-Que nada, cara.

Tomei um banho e assim que deitei na cama, pronta pra dormir, recebi uma mensagem de Thomas.

“Como foi o almoço com seus pais?”

“Nao tao bom quanto esperado. Mas normal. E como ta ai? Nao morreu de fome ainda, pelo visto?”

“Ha-ha, engraçadinha. Nao! Voce vai na festa de semana que vem, com o pessoal?”

Ele falando comigo dessa forma parecia até que eramos amigos de trabalho, ou sei la.

Tudo menos chefe e empregada.

“Sim! E voce?”

“Sério? Nao achei que voce fosse do tipo que curtia festas, haha. Vou sim. Tava precisando de uma festa pra distrair a mente.”

“É a segunda vez que voce diz pra mim que nao tenho cara de quem curte festas!”

“Sei la. Voce é meio seria as vezes, achei que preferisse ficar em casa.”

“Ah, ta certo. Mas a gente se ve nesse dia e lá voce me diz se ainda vou ter cara de quem curte ficar em casa, fazendo nada!”

“Espero J

Ri, desligando minha internet e indo dormir, de vez, dominada pelo cansaço e pelo alcool.

-

Acordei com meu despertador tocando as 8 da matina.

Puta merda.

Minha cabeça doía e eu só queria dormir por mais umas dez horas. Eu havia passado a semana toda correndo, de um lado para o outro na empresa feito doida. Precisava muito de um descanso.

Tomei um banho rapido, troquei de roupa e fui acordar meu irmao.

-Ei, acorda, anda. Precisamos voltar pra casa!

-Ah. Ta. – Jer disse se sentando na cama. –Sao que horas? Que horas é nosso voo?

-Sao oito e pouca e nosso voo é na hora que a gente chegar no aeroporto e comprar nossas passagens.

-Puta merda. – ele deu logo um salto da cama e foi pro banheiro.

Desci pra tomar cafe com meu coraçao na boca: eu nao sabia que tipo de pais eu encontraria na cozinha: pais bravos, decepcionados, tristes, indiferentes..

Na verdade, nessa situaçao, nem sei qual seria pior.

-Oi. – falei assim que passei pela sala e vi minha mae sentada, assistindo a tv. – vou só tomar um café e vou leva-lo pra casa.

-Seu pai saiu hoje cedo, pra caminhar. Voce sabe o porque.

Papai só caminhava quando ele precisava pensar. Ele dizia que os pensamentos vem, no ritmo que suas pernas se movem.

-OK. Tudo bem.

Peguei meu café na cozinha, umas torradas e me juntei a ela no sofá, por uns instantes.

-O que é que está acontecendo com a gente, Hanna? Nós costumavamos ser tao bons nisso.. Aí voce foi embora.. Jer foi embora.. Nos vemos voces no maximo uma vez ao mes.. É assim que vai ser nossa familia de hoje em diante?

-Enquanto voce deixar o papai tomar decisoes sobre tudo, decisoes que poem na frente o que as pessoas pensam da nossa familia, e nao o que nós pensamos da nossa familia, parece que sim, mamae.

-Vamos? – Jer desceu assim que eu disse. – Nao quero ficar esperando muito no aeroporto.

-Eu posso levar voces..

-Eu to de carro. –falei, meio infeliz. Minha mae nao era a malvada da história. – prometo vir aqui mais vezes, assim que possivel.

-E como está o trabalho?

-Bom. Bem. Meu chefe é legal, o pessoal é legal. Acho que esse é pra valer.

-Bom.. legal. Legal. Espero que continue dando tudo certo. – ela levantou pra me abraçar. – fica bem, filha. Eu amo voce.

-Tambem amo voce, mae. Vou te esperar no carro.

Dei um minuto a sós pra minha mae e meu irmao, e fui ligar o carro pra esquentar.

Minutos depois, Jeremy entrou no carro e fomos pro aeroporto.

Deixei-o em casa depois de um longo abraço e mais um pedido de desculpas. Se eu nao tivesse insistido pra ele ir nesse almoço..


Fui pra minha casa, tomei um banho e passei o domingo do jeito que ele rendia pra mim: deitada na cama, lendo. 

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