Pouco tempo depois, senti algo mexer em minha mão e abri os olhos assustado.
-Não queria te assustar. –Elena falou em uma voz rouca. –Me desculpe.
-Está tudo bem, amor. –Fiquei de pé ao seu lado e me inclinei beijando sua testa –Melhor?
-Um pouco. Estava bem cansada. O médico disse algo?
-Sim..
-Então..? –Ela se ajeitou rapidamente na cama, me olhando com mais atenção. –Me fala logo, Logan.
-O ponto é: você vai precisar de um transplante de rim, Elena.
-Ai meu Deus. –Ela respirou mais forte, contendo lágrimas –Está falando sério? Por que?
-Ele disse algo sobre o tumor estar se expandido por uma área do cérebro que cuida de suas funções nervosas e imunológicas. Por isso a tontura, a fraqueza e essas coisas.
-E o rim, obviamente..
-Foi comprometido. –Assenti, enquanto dizia.
-E quem pode me doar, você sabe?
-Ele vai ver se eu sou compatível e se sim, eu mesmo doarei.
Elena ficou parada uns segundos me olhando, bem séria e sem acreditar.
-Está falando sério?
-Sem dúvidas de que estou. –Beijei sua mão –Eu faria qualquer coisa por você, garotinha.
-Não sei, Logan. Não acha melhor procurarmos por outra pessoa? Podem colocar meu nome naquelas listas pra receber de alguém que.. Você sabe.
-Não, Elena. Não mesmo. Eu estou aqui pronto pra fazer isso por você, e muito mais.
-Você tem certeza disso?
-Mais do que qualquer outra coisa na minha vida.
-E quando vai ser a cirurgia? –Ela perguntou nervosa brincando com os dedos.
-Murphy disse que é só eu fazer uns exames de check-up e já pode transplantar.
-Eu te amo tanto.
Elena abriu seus braços fazendo sinal pra que eu me aproximasse e assim o fiz, abraçando-a bem forte.
-Eu te amo muito mais, pequena. E enquanto eu estiver vivo, vou fazer de tudo pra te manter bem.
-Eu nunca na minha vida vou conhecer alguém como você, sabia?
-Eu espero que não mesmo. –Nós rimos e logo depois, eu a beijei.
-Então, meus queridos. –Murphy entrou na hora dentro do quarto –Resolvido tudo, já?
-Sem dúvidas, Dr.
-Elena?
-Sim, tudo resolvido. –Ela respondeu com sua voz fraquinha.
-Por que eu tenho a sensação de que você não concordou cem por cento nisso?
-Não sei. –Ela deu de ombros assim que Murphy o disse –Talvez porque você esteja certo.
-Porque..?
-Eu acho arriscado, Dr. E que poderíamos procurar por outra pessoa..
-Ah, Elena.Isso é como procurar agulha num palheiro, querida. Uma oportunidade de já ter um doador pronto, é rara.
-E ainda mais um doador que queria mesmo fazer isso. –Eu enfatizei, segurando a mão dela.
-E eu te admiro muito por isso, Logan. Eu só tenho medo..
-Nada vai dar errado. Você confia em mim? –Falei, olhando pra ela e na mesma hora ela assentiu, sorrindo.
-Ok então. Podemos já ir começando os exames, Logan?
-Sem dúvidas.
Dei outro beijo em Elena, e com um sorriso fraco que ela deu antes d’eu sair do quarto, eu me senti motivado a fazer o que deveria. Eu não via nenhum risco nisso, é claro, mas eu preciso confessar que mesmo se houvesse, ou tivesse, e eu soubesse disso, pediria pra que Murphy não contasse a ela. Quando eu disse que faria qualquer coisa que eu pudesse pra mante-la bem e feliz, eu não estava mentindo. Eu sei que pensar na hipótese d’eu não sair mais com vida daquela sala de cirurgia deixaria Elena –ou pode até deixá-la –completamente transtornada, mas eu não quero que ela saiba de nada se caso exista essa hipótese.
Eu sei que ela vai conseguir se virar sem mim, se algo acontecer. Porque eu tenho completa certeza, que se for ao contrário, eu não conseguirei saber viver com a dor da perda de quem eu amo, todos os dias de minha vida.
-
-Não queria te assustar. –Elena falou em uma voz rouca. –Me desculpe.
-Está tudo bem, amor. –Fiquei de pé ao seu lado e me inclinei beijando sua testa –Melhor?
-Um pouco. Estava bem cansada. O médico disse algo?
-Sim..
-Então..? –Ela se ajeitou rapidamente na cama, me olhando com mais atenção. –Me fala logo, Logan.
-O ponto é: você vai precisar de um transplante de rim, Elena.
-Ai meu Deus. –Ela respirou mais forte, contendo lágrimas –Está falando sério? Por que?
-Ele disse algo sobre o tumor estar se expandido por uma área do cérebro que cuida de suas funções nervosas e imunológicas. Por isso a tontura, a fraqueza e essas coisas.
-E o rim, obviamente..
-Foi comprometido. –Assenti, enquanto dizia.
-E quem pode me doar, você sabe?
-Ele vai ver se eu sou compatível e se sim, eu mesmo doarei.
Elena ficou parada uns segundos me olhando, bem séria e sem acreditar.
-Está falando sério?
-Sem dúvidas de que estou. –Beijei sua mão –Eu faria qualquer coisa por você, garotinha.
-Não sei, Logan. Não acha melhor procurarmos por outra pessoa? Podem colocar meu nome naquelas listas pra receber de alguém que.. Você sabe.
-Não, Elena. Não mesmo. Eu estou aqui pronto pra fazer isso por você, e muito mais.
-Você tem certeza disso?
-Mais do que qualquer outra coisa na minha vida.
-E quando vai ser a cirurgia? –Ela perguntou nervosa brincando com os dedos.
-Murphy disse que é só eu fazer uns exames de check-up e já pode transplantar.
-Eu te amo tanto.
Elena abriu seus braços fazendo sinal pra que eu me aproximasse e assim o fiz, abraçando-a bem forte.
-Eu te amo muito mais, pequena. E enquanto eu estiver vivo, vou fazer de tudo pra te manter bem.
-Eu nunca na minha vida vou conhecer alguém como você, sabia?
-Eu espero que não mesmo. –Nós rimos e logo depois, eu a beijei.
-Então, meus queridos. –Murphy entrou na hora dentro do quarto –Resolvido tudo, já?
-Sem dúvidas, Dr.
-Elena?
-Sim, tudo resolvido. –Ela respondeu com sua voz fraquinha.
-Por que eu tenho a sensação de que você não concordou cem por cento nisso?
-Não sei. –Ela deu de ombros assim que Murphy o disse –Talvez porque você esteja certo.
-Porque..?
-Eu acho arriscado, Dr. E que poderíamos procurar por outra pessoa..
-Ah, Elena.Isso é como procurar agulha num palheiro, querida. Uma oportunidade de já ter um doador pronto, é rara.
-E ainda mais um doador que queria mesmo fazer isso. –Eu enfatizei, segurando a mão dela.
-E eu te admiro muito por isso, Logan. Eu só tenho medo..
-Nada vai dar errado. Você confia em mim? –Falei, olhando pra ela e na mesma hora ela assentiu, sorrindo.
-Ok então. Podemos já ir começando os exames, Logan?
-Sem dúvidas.
Dei outro beijo em Elena, e com um sorriso fraco que ela deu antes d’eu sair do quarto, eu me senti motivado a fazer o que deveria. Eu não via nenhum risco nisso, é claro, mas eu preciso confessar que mesmo se houvesse, ou tivesse, e eu soubesse disso, pediria pra que Murphy não contasse a ela. Quando eu disse que faria qualquer coisa que eu pudesse pra mante-la bem e feliz, eu não estava mentindo. Eu sei que pensar na hipótese d’eu não sair mais com vida daquela sala de cirurgia deixaria Elena –ou pode até deixá-la –completamente transtornada, mas eu não quero que ela saiba de nada se caso exista essa hipótese.
Eu sei que ela vai conseguir se virar sem mim, se algo acontecer. Porque eu tenho completa certeza, que se for ao contrário, eu não conseguirei saber viver com a dor da perda de quem eu amo, todos os dias de minha vida.
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