O diário de Anne Frank

quinta-feira, 6 de julho de 2017
               "Quero continuar a viver depois da minha morte", disse Anne Frank, em umas páginas de seu diário. 

E de fato, ela continua.

Anne, que tinha o sonho de virar jornalista, que tinha paixão pela vida, fé, não se entendia muito bem com a mãe e era sempre muito bem acolhida pelo pai, morreu de febre tifóide, em Março de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen. Ela tinha apenas quinze anos de idade.

Mas antes de toda a tristeza, a esperançosa garotinha, que viveu cerca de dois anos num esconderijo junto com mais 6 pessoas, manteve durante esse tempo um diário, que carinhosamente o apelidou de "Kitty", e durante a leitura, o leitor com certeza sente como se a própria Anne tivesse conversando com ele, ao contar relatos sobre a escassez de comida, a ordem e os horários que todos se revezavam para tomar banho, os roubos que aconteciam no prédio em que estavam escondidos, que ficava atrás de uma estante de livros, localizada no prédio comercial do pai de Anne.

Pra quem gosta de ler diários, pra quem é curioso, o livro não só conta sobre as conquistas amorosas de uma garota de apenas 14 anos, mas também, mantém o leitor informado sobre o cenário político da época; Anne, a cada dia em que escreve no diário, acaba sempre falando um pouquinho sobre o que está acontecendo, sempre com esperança de 'respirar o ar livre' novamente.

De 0 a 10, dou 10, sem dúvida alguma. A cada palavra que lia, senti como se a própria Anne Frank estivesse lendo pra mim, conversando comigo de verdade. E não num bom sentido. Saber que uma menina de apenas 14 anos, morou 2 anos num esconderijo (e mesmo assim, lia livros, aprendia álgebra, inglês...), tinha um sonho de se tornar escritora, jornalista, morre ao ser levada para um campo de concentração.. não é nada confortante.

A cada página que eu avançava, me segurava para ser forte e continuar lendo; estava curiosa pra saber como o diário acabava.

"Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta. Mas me pergunto: algum dia escreverei coisa importante? Virei a ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero de todo o meu coração! Ao escrever, sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias." 

Não se preocupe, Anne. Você nunca será esquecida!

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