-O que acha, ein? –Gabriel me perguntou ao
chegarmos no calçadão de Copacabana.
-Ok, isso foi uma indireta pra eu voltar pra
casa?
-ÓBVIO QUE NÃO! –Ele se assustou –Pelo amor de
Deus! –Riu –É porque aqui a gente vai curtir
muito. E bom, porque é bem perto
de casa. –Piscou.
-Hum. Ok, o que a gente vai fazer?
-Bom, vai ser assim, toma isso. –Ele tirou do
porta luvas do carro um óculos escuro e um lenço pra eu colocar no pescoço. –E
eu fico com isso. –Ele puxou o espelhinho que tinha do seu lado e colocou um chapéu
de palha muito lindo em sua cabeça, ajeitando o cabelo por baixo.
-Gabriel..? –Eu perguntei receosa.
-Se eu te falar, você não vai desistir? A
gente tá junto nessa agora, Jú.
-Ai meu Deus do céu...
-Não, calma. Não é algo tão grave assim. –Ele
deixou o celular dentro do porta luvas –Aqui eu e os
caras, viemos sempre 1x no
mês. Nunca deu errado e não é agora que vai dar. –Piscou –Aqui tem um barco, gigante,
como se fosse um navio, quase –Assenti –E lá aos domingos, tem umas festas maravilhosas!
Vão pessoas do mundo todo pra lá e tem muita comida e bebida.
-Não acredito que vai me obrigar a fazer
isso..
-Não vou te obrigar. –Gabriel tombou a cabeça
pra perto de mim no banco –A escolha é sua.
Meu coração estava trepidando. Eu nunca tinha
feito uma besteira na minha vida.
-E se pegarem a gente?
-Simples, é só dizer que fomos assaltados, por
isso não devemos levar nenhum documento –Dar a placa do carro, e hum, eles
localizam a gente e só.
-Assaltados e estamos dentro de uma festa, sem
ser convidados?
-Entramos lá porque pensamos que nossos pais
estavam lá. Júlia.. Não vai dar nada errado. Confia em mim, vai? –Suspirei e
Gabriel pegou minha mão, afagando e beijando-a em seguida. –Eu não faria nada
pra te prejudicar, sério.
-Tudo bem, vamos logo. –Eu dei um sorriso
maroto, saindo logo do carro junto com Gabriel.
Era como de se esperar. Gabriel era mestre em
distrair seguranças. Só havia um na porta, ele conseguiu inventar uma história que
afastou o cara pelo tempo necessário que precisávamos pra entrar no barco (nem
me pergunte como!).
-Uau.
–Eu disse assim que entrei. Era um enorme salão, música alta e muita, mas muita
comida. –Pra
onde esse bicho grande vai nos levar?
-Não sei.. Acho que vamos até lá no Flamengo, depois
voltamos.. Acho que é isso. –Olhei pra ele rindo. –Relaxa, cara!
-To relaxada, mano!
Conseguimos nos misturar rapidamente com toda
aquela gente ali. Haviam tantos, mas tantos meninos, tão gatos.. que Jesus! E
percebi que tinham muitos gringos, como Gabriel falou!
-Vem por aqui, anda. –Ele passou rapidamente
na mesa que estava toda a comida, colocou alguns salgados em um pratinho e
pegou a garrafa (sim, a garrafa!) de vinho, vodca e água.
-Não Gabriel, água não. É forte demais. –Eu
cochichei em seu ouvido e começamos a rir.
-Anda, vem logo, não podemos ficar de bobeira.
–Ele segurou forte minha mão e saímos andando pra dentro do barco .
Parecia que Gabriel morava ali dentro, porque
ele conhecia cada canto dali. Fomos até o andar de
baixo que eram os
dormitórios e logo ele achou um quarto vazio.
Como abrimos a porta?
Simples, ele tinha um dos cartões que havia
descolado com um cara na recepção –não me pergunte como, novamente. –
Abrimos e o quarto era muito, mas muito grande.
Havia uma janela pequenininha a qual dava pra ver o mar e estava tudo em volta iluminado.
-Nunca imaginei que estaria aqui, sério. –Eu
me sentei na cama, rindo.
-A primeira vez que viemos foi muito engraçado.
Eu trouxe uma namorada minha que acabou dedurando a gente! –Franzi o cenho –Ah,
ela estava com raiva de mim porque estava junto com
minha melhor amiga. E elas não
se gostavam
-Entendi. Mas deve ter sido legal trazer seus
amigos aqui.
-Sim! Depois que eu trouxe ela e deu essa
confusão toda, eu só trago quem é muito, mas muito de confiança.
-E como sabe que eu sou, Gabriel Carvalho? –Disse fazendo um sotaque puxado e Gabriel riu.
-Não sei. –Ele deu de ombros. –Eu só..Ah, deixa
pra lá! Isso é louco ainda. –Gabriel riu –Tome, tome. –Colocou o pratinho com
os salgados em cima da cama e se sentou de frente pra mim com o
prato no meio.
-Cadê as garrafas?
-Aqui. –Ele havia deixado em cima de uma
mesinha ao lado da porta. –Qual abrimos primeiro?
-Hum. Vinho. Só pra comemorar.
-O que? –Ele riu,se aproximando
-A primeira vez que eu faço besteiras.
–Gabriel gargalhou –E por ter te conhecido também. –Ele antes de abrir a
garrafa ficou parado, me olhando e sorrindo.
Terminamos com a garrafa de vinho cerca de 1h
depois. E os salgados também. Então, pegamos
vodca e começamos a virar. Essa
sem dúvida foi a parte engraçada.
-Vamos brincar de Faça me rir ou dança?
-
Coitadinhos do Gabriel e da Julia, gente!
Terça eu postei dois capítulos de A força do destino sendo que era dia de Nossos vícios e virtudes!
Pra compensar, to postando os 2 que eu deveria ter postado na terça, né?!
Juro que semana que vem não vai ter mais confusão, vou postar certinho, heehe.
Espero que estejam gostando!
Besin, besin, Giulia

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