Roommate - Capítulo 9
Acordei assustada com um barulho na cozinha. Sentei-me, olhando em volta e meio perdida.
Que dia era hoje, mesmo?
Ah. Domingo. Ok.
-Bom dia. - olhei, de cara feia, pra Noah, que vinha da cozinha com um copo d'agua e um remédio em mãos. - Que dia lindo pra
correr no calçadão, não acha? Vamos?
Continuei olhando pra ele, como se dissesse: "está zoando com a minha cara?"
Tomei o remédio e a água, resmunguei algo e fui pro banheiro.
Depois de um longo banho, coloquei um short, top, prendi o cabelo e estava ótimo. A cabeça doía menos, o corpo já respondia
melhor aos meus comandos... estava preparada.
Mais ou menos.
-Muito bom. - disse Noah, todo animado, da sala.
-Por que está assim?
-Estou tentando ser mais saudável. Se quero fazer grandes investimentos, é preciso uma mente saudável. - olhei pra ele,
rindo. - Vi isso em algum lugar, eu acho.
Balancei a cabeça, passando por ele, em direção a porta do apê.
Corremos pelo calçadão por cerca de 30 minutos. O sol estava começando a sair 100% e eu começava a ficar enjoada.
Quando Noah percebeu que meu ritmo foi diminuindo, parou, perguntando:
- tudo bem por aqui? - me olhou arfar que nem um cachorro cansado.
- não muito. Meu corpo não está acostumado a esse tipo de estímulo, eu acho. A bebedeira de ontem só piorou. - ri, sem graça.
- venha, vamos sentar um pouco e tomar uma água.
Sentamos em algumas cadeiras que tinha do lado de fora de uma lojinha e quando o garçom veio nos atender, Noah logo pediu
água para nós dois.
- você sempre fica desse jeito quando sai? - perguntou, franzindo o cenho. Sua aparência era como se tivesse no modo “esporro” agora.
- às vezes. - dei de ombros, não dando muita importância. - mas nem bebi muito ontem.
- não sei como consegue. Não consigo fazer algo que eu sei que vai me fazer mal depois. Entende? Pra que eu vou encher a cara?
Sabendo que no dia seguinte vou ser “só o pó”? - ri da expressão que usou, Noah sorriu junto comigo.
- mas nunca bebo na intenção de encher a cara. As vezes simplesmente acontece deu exagerar e só perceber no dia seguinte o quanto exagerei. - dei de ombros.
- ah, entendi. Amanha você vai pra aula? Consegue?
- com certeza. Amanhã vou estar novinha em folha. Amanhã eu quem vou te acordar e te chamar pra uma corrida na praia. -
apontei com a cabeça para o calçadão a nossa frente.
Noah riu. O garçom chegou, entregando nossas bebidas e dividimos, bebendo cheios de sede.
Ficamos conversando mais um pouco por ali e decidimos voltar pra casa: já era quase hora do almoço e eu precisava resolver
umas coisas da faculdade ainda.
Noah me ajudou a fazer uma deliciosa macarronada com um uma tigela de salada para almoçarmos. Era impressionante o
cuidado dele com os alimentos, a forma delicada que usava os talheres para mexer e adicionar ingredientes. Ele às vezes me pegava o observando, e eu abaixava a cabeça, com um pouco de vergonha e tentando disfarçar.
Por volta de 13:00 sentamos no sofá, um do lado do outro e ligamos a TV. Estava passando Harry Potter (o terceiro filme) e
ficamos almoçando, vez ou outra comentando sobre o sabor da comida, e vendo o filme.
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