Série Quase Formada: provas e início das entrevistas para o TCC

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Oi, gente! Como cês tão? 




Hoje vou continuar a falar sobre meu TCC e minha vida na faculdade nos últimos 6 meses dela.

Vamos lá?

Setembro


Depois da pesquisa inicial feita e setembro chegando, foi a vez de começarem as entrevistas e a pesquisa de material pro TCC. Eu optei por fazer um documentário (sobre a cobertura jornalística de tragédias), então eu precisava de bastante material, né, fotos de tragédias, vídeos, etc.

Além disso, Setembro foi também época das primeiras avaliações na faculdade (eu estava cursando 6 matérias + o tcc. Duas presenciais, o resto todo online). De todas as matérias, somente fiquei abaixo da média em uma, que era optativa - fundamentos da economia - e era online. Então nem me preocupei muito: minha cabeça estava só no TCC.

As entrevistas


Então, desde o começo da faculdade de Jornalismo você aprende que precisa ter contato, que jornalismo é contato. Que não pode ser tímido (definitivamente, não dá pra ser tímido!) e precisa correr atrás de fontes e de informações. O TCC me deu uma boa ideia de como é essa correria toda: eu precisava de jornalistas, mas jornalistas que tivessem feito cobertura de tragédias!

E mais: eu, junto à minha orientadora, decidi focar em uma tragédia em especial: a de Brumadinho. Sim, o rompimento da barragem que aconteceu em Minas Gerais, lá em Janeiro desse ano, e deixou +200 mortos e pessoas (AINDA) desaparecidas. Primeiramente pela atualidade da tragédia, segundo pelo tamanho: vitimou muitas pessoas. Tragédia escolhida, é claro que eu precisava de jornalista que tivesse coberto especialmente essa tragédia também, né.

Não foi fácil

Aquilo que eu falei ali em cima: ter contato! Saí procurando, pesquisando, pedindo ajuda à todo mundo, se conheciam alguém que tivesse feito cobertura de tragédias e especialmente a de Brumadinho. Com o coordenador do meu trabalho, consegui um contato que me passou outro contato, que me passou outro contato... e assim consegui uma entrevista com Ana Lucia Azevedo, jornalista do O Globo, daqui do Rio de Janeiro, que fez a cobertura de Brumadinho.

Além dela, consegui +2 jornalistas: Luiz Rodrigues, da Rádio Tupi (que, inclusive, foi incrível de visitar, sério, gente, lá é incrível! Mega tecnológico e bonito) e André Duarte, professor lá da minha faculdade que eu sabia que tinha trabalhado em emissora de TV, ele trabalhou no SBT.

A melhor parte do TCC, defnitivamente, foi essa!

Conversar com essas pessoas, elas dividirem as histórias delas comigo... foi algo tão incrível! E eu sempre amei ouvir histórias, né, sou culpada para falar.
As entrevistas deram uma força muito grande ao meu documentário, é claro, eram as testemunhas da análise que eu estava fazendo!

Erros acontecem


Desde o primeiro encontro com minha orientadora, ela me avisou: Giulia, é normal dar tudo errado, dar algo errado. Conheço gente que perdeu a entrevista, que foi assaltado, mil coisas que voce nem imagina, então é bom voce estar sempre preparada e equipada para o pior não acontecer!

Mas não dá pra ser tudo 100% o tempo todo, né? Eu fiz as entrevistas sozinha, com um tripé, câmera que usei em algumas entrevistas, celular e um iPod servindo como gravador ( tanto de segurança, quanto para se o áudio ficasse ruim!).

No final da entrevista na Rádio Tupi, com o Luiz, vi que a câmera estava desligada. Quase desmaiei, gente. E a vergonha? Verifiquei e vi que a câmera havia gravado apenas 7 minutos da entrevista. E a gravação no iPod dava 20. Sério. Fiquei gelada. Reuni forças não sei de onde para dizer ao entrevistado que a camera não tinha gravado e se podiamos refazer a entrevista (porque eu precisava da imagem em video. Apenas 7 minutos de vídeo era muito pouco!)

Ele, desapontado mas com toda boa vontade do mundo, topou refazer. Que sorte, né?

Pois é, essas coisas acontecem, por isso é bom estar atento a tudo o tempo inteiro! Ainda mais se voce está sozinha que nem eu!

Refizemos a entrevista, notei que nao ficou tao boa quanto a primeira vez (é claro), mas pelo menos eu tinha o áudio de tudo gravado.

Outra coisa importantíssima: se você está fazendo um documentário, deve levar  a autorização do uso de imagem para o entrevistado assinar e você anexar ao trabalh! Nunca se esqueça! Em todas as entrevistas, todos os entrevistados devem assinar, dizendo que concorda em usar sua imagem, etc.

Entrevistas gravadas, comecei a edição!

Até a próxima!

Besin besin



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