Maytê pelo mundo

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Oi, galera, tudo bem?





Há um tempo entrevistei uma jovem que tem um site por onde compartilha suas aventuras e viagens pro exterior. Foi incrível e eu adorei descobrir um pouco mais sobre sua história.

Confira a nossa entrevista:

Maytê tem apenas 29 anos e já conquistou bastante antes dos 30. Nascida no interior de São Paulo, a jovem atualmente vive na Espanha com o marido e altas aventuras. 


Quando achamos o site de Maytê, passaportecompimenta, ficamos maravilhados com tamanha experiência da jovem viajando o mundo e não somente, mas produzindo um bom conteúdo para aqueles que são leigos no assunto.


O início 


Maytê, desde jovem, já precisou sair de casa para atingir seus objetivos profissionais: mudou para São Paulo para fazer faculdade de Hotelaria, visando trabalhar com eventos que é sua grande paixão, nos contou.

Quando concluída a faculdade, voltou para o interior e trabalhou em uma empresa de tecnologia como responsável pela área de eventos e endomarketing.

As viagens


Aos 15, Maytê fez seu primeiro intercâmbio para a Nova Zelândia, e aos 21, foi para Boston por apenas um mês para “dar uma melhorada no inglês”.

” A primeira experiência foi frustrante (fiquei em casa de família que me via como um negócio e não como uma intercambista) e a segunda se resumiu nas melhores quatro semanas da minha vida, desde então enfiei na cabeça que um dia iria morar fora do país e viver a experiência direito – por um período mais longo e sem ser apenas uma estudante, mas sim uma cidadã. “ – nos contou

E logo depois, aos 26, se mudou para a Espanha com seu marido, que recebeu uma proposta de emprego por lá.

Perguntamos quais países Maytê já visitou e a brasileira nos enviou logo sua pequena “listinha”, confira:

Argentina
Chile
México
República Dominicana
Paraguai
Estados Unidos
Espanha
Portugal
Inglaterra
Irlanda
Holanda
Alemanha
Bélgica
Andorra
Mônaco
França
Republica Tcheca
Itália
Malta
Bulgária
Turquia
Grécia
Emirados Arabes
Australia
Nova Zelândia
Suíça

Ufa! Chega dá um arrepio, né?! 

Para resumo de conversa, perguntamos sobre suas experiências mais marcantes. A jovem disse:

Bulgária

“Me surpreendeu muito. Cheguei lá sem muito conhecimento sobre o país (isso ajuda a não criar muita expectativa) e com um certo pré-conceito sobre o leste europeu. A Gastronomia do lugar é fantástica, além de deliciosa e cheia de tradição o país é muito barato. Outro ponto que me surpreendeu foi o respeito que o povo tem pelo próximo, lá existem várias religiões diferentes. Em um único quarteirão é possível encontrar três templos religiosos de diferentes religiões, não estamos acostumados com isso e é notório o respeito pela opção de cada uma. Foi lá também que eu entrei pela primeira vez em uma igreja ortodoxa e eu achei muito bonito esse tipo de templo religioso.”

França

“É uma grande paixão, desde que me mudei para a Europa sempre que possível eu tento escapar pra lá e conhecer uma nova cidadezinha. A França sempre me arranca suspiros, as cidades parecem de mentira, de conto de fadas. Já fui pra lá algumas vezes e eu ainda continuo me surpreendendo com a beleza do país. E se alguém fala que os franceses são mal-educados, chatos e etc…eu viro uma fera, pois acho muito errado generalizar um país tão incrível com base em uma única cidade – Paris. Eu nunca tive problema na França, já passei por muitas cidades pequenas, onde realmente a senhorinha da padaria não falava inglês e não por isso deixou de me ajudar e me tratar bem.”

Emirados-Árabes

“Mais especificamente a Mesquita de Abu-Dhabi me tirou do eixo. Confesso que eu nunca fiquei tão mexida com um lugar como eu fiquei lá. O lugar é muito bonito, chega a ser difícil explicar. Eu fiquei tão impressionada e encantada, que por um período o meu Instagram era monotemático: Mesquita de Abu-Dhabi.”

Grand Canyon

“Outro lugar impar que me deixou perplexa com a beleza. Foi lá que eu comecei a curtir viagens mais na pegada natureza. Sempre gostei de viajar e incluir comprinhas, foi o Grand Canyon que me mostrou que o mundo é muito mais do que isso, viajar é descobrir, e que cada país, região tem uma belezas natural diferente e se temos a oportunidade devemos descobrir cada uma delas. Shopping e compras tem em todos os lugares. Agradecida por ter me dado conta disso ainda cedo. =D”

A vontade de viajar o mundo 


Ficamos curiosos: de onde veio tanta coragem de viajar o mundo e mudar de país?

Uma só pessoa veio na mente de Maytê ao nos responder: seu pai.

“Ele sempre gostou muito de viajar e sempre proporcionou essa oportunidade pra mim e para o meu irmão. Quando pequena e adolescente viajávamos muito em família, ele também nos incentivou muito a fazer intercâmbio. Não só a mim e meu irmão, como aos meus primos e amigos também. Então essa cultura de explorar o mundo sempre esteve muito presente em casa.”


A mudança para outro país 


E mudar para outro país, como deve ter sido? – não somente pensamos, mas a perguntamos.

“Nos mudamos por causa da proposta de emprego que ele -seu marido- recebeu. Moramos em uma cidade pequena, não conhecia ninguém e me sentia muito sozinha, isso me levou a tirar um antigo projeto da gaveta: o blog de viagem! Desde o começo pensei que aquele poderia ser o meu novo emprego, meu marido me incentivou bastante na ideia. Me lembro que no começo eu via uma blog de viagem como simplesmente escrever um post, sendo assim não existia muita rotina na minha vida, quando dava na telha eu sentava e escrevia. Óbvio, o blog não cresceu e não prosperou. Em um determinando momento mudei a chavinha e comecei a realmente encarar aquilo como um trabalho.

Hoje, meu marido sai para trabalhar e eu sento no meu computador e começo a trabalhar também. Confesso que ainda acho difícil trabalhar em casa e ser minha próprio chefe. Tem que ter muita disciplina é tentador abrir o Youtube, assistir Netflix, redes sociais e etc… eu aprendo cada dia com essa minha nova rotina.”

“Foram quase dois anos de adaptação total, eu aprendi a gostar da minha companhia e a viver mais tempo sozinha. O blog me ajudou a ocupar a cabeça no começo e depois encará-lo como um trabalho foi uma virada importante, pois me joguei de cabeça e realmente passei a ocupar meu tempo e ter uma rotina normal. Mas a solidão as vezes batia na porta, por fim peguei um cachorrinho, que fechou o ciclo e hoje me sinto completamente adaptada.


Eu acho importante as pessoas que estão mais próximas permitirem a gente viver essa adaptação sem ficar martelando a nossa cabeça. Meu marido acompanhou tudo de perto e foi muito cuidadoso com o momento que eu estava passando. Ele percebia que estava sendo um dia difícil, ele deixava eu sentir aquela dor sem ficar me questionando sobre o que estava acontecendo (ele já sabia o que estava acontecendo). Acho que é importante não tentar esconder o sentimento, permita-se se sentir triste, mal, com saudades etc…

Outro fator importante que eu trabalhei bastante na cabeça é entender a cultura local. Existem sim diferenças, as pessoas são diferentes, mas entendi que a “estranha” era eu. Alimentar um ódio pelas atitudes que não nos agradam não ajuda, precisamos entender que não é pessoal é só uma questão de cultura, quem precisa se adaptar é a gente e não eles (os locais).”


Novo Idioma 


“Eu cheguei sem falar nada em espanhol e nem catalão, aqui Catalão é a língua oficial. Sempre me virei no portunhol e quando não entendo pergunto uma, duas, três vezes se necessário, se a pessoa fica irritada eu até penso: “aff, que grossa” mas não deixo isso de maneira alguma acabar com o meu dia. Quem está em um país novo sou eu e eu que tenho que falar a língua deles. Não tenho nenhuma fluência, eu me viro muito bem com o inglês e agora estou aperfeiçoando o meu espanhol e assim que estiver craque parto para o Catalão.”

E a Mayte  de 15 anos de idade, imaginava viver tudo isso? 


“Não! Por mais que morar fora sempre tenha sido um sonho, nunca achei que iria ter coragem de largar a família por tanto tempo para morar em outro continente. A Europa me mudou muito, é um sentimento muito bom quando eu olho para trás e vejo o quanto eu evoluí. Aprendi a ser mais prática com a vida, compreender melhor as diferenças e acho que o mais valioso eu aprendi a dar valor para os momentos e pessoas certas.”

E “com tudo isso”, não queremos dizer somente viajar para 26 países. A jovem fez uma lista de  tudo que já fez antes dos 30 anos de idade e chega nos deu aquela sensação de: “o que eu ando fazendo com a minha vida?“.

Brincadeiras a parte, vocês conseguem conferir o post da jovem nesse link.

Passaporte com Pimenta 

Como dito anteriormente, Maytê possui um blog onde alimenta com dicas de suas viagens e muito mais sobre os países que já visitou.

Perguntamos como surgiu tudo isso:

“Hoje eu tenho dois blogs.

Passaporte com Pimenta surgiu antes mesmo de eu imaginar que um dia eu iria morar aqui. Em 2012, mas pela falta de tempo na época foi pra gaveta, lá ficou. Em 2015 quando eu cheguei, pensei que seria o momento de voltar com o projeto. Tinha tudo a ver com o meu maior objetivo naquela época: viajar muito! =D”

“O Passaporte com Pimenta é um blog de viagem onde eu falo sobre os destinos que estão fora dos roteiros tradicionais. Falo dos arredores das grandes metrópoles, falo dos vilarejos que eu visito e esse é o diferencial do blog, falar se lugares menos visitados. Viajo muito de carro por aqui, então também dou muitas dicas de roteiros de carro pela Europa.”

“Após um tempo trabalhando com blog de viagem, eu e uma amiga (também blogueira de viagem) criamos um segundo blog: Hello Blogger, que um lugar onde ajudamos aqueles que querem virar blogueiros de viagem ou já são mas querem profissionalizar o seu negócio e ganhar dinheiro com isso.”

Dica para os aventureiros 

Qual dica daria para os que querem isso, viver e morar fora, se aventurar por novos lugares e novas culturas?

“Vá! Sei que é clichê, mas conheço muita gente que fala é meu sonho, tenho vontade, mas isso, mas aquilo… Porem, ao mesmo tempo que eu incentivo todo mundo a ir eu sempre falo que não é fácil. Eu brinco que as pessoas (que ficam no Brasil) acham que quando a gente muda para outro país ao desembarcar e passar pelo portão da emigração automaticamente cai 1 milhão na nossa conta. Todo mundo acha que quem mora fora do Brasil é rico e não é bem assim, o custo de vida aqui é muito mais barato e as coisas são mais acessíveis para todas as classes.”


“Precisa de planejamento, aqui não se dá jeitinho, a regra é clara e tem que ser cumprida. Pode gritar, espernear – não é não, final da fila, volte quando estiver com tudo certo! 
Não recomendo de maneira alguma vir na loucura e tentar a sorte. Poucos empregam quem não tem documentação e se tá ruim no Brasil, aqui pode ser bem pior!”


“Uma vez que se planejou, veio a última dica é permita-se viver de verdade a experiência! A tecnologia hoje está ao nosso favor e é muito fácil a gente esquecer de viver o momento, estar de corpo presente em um país e com a cabeça no Brasil. Acompanhar as redes sociais e se lamentar pelo churrasco perdido, o filho da amiga que nasceu e você não estava lá, o aniversário da mãe e tudo mais. Isso faz parte e passar a vida se lamentando pelo o que você está perdendo lá não ajuda em nada. Pense no que você está ganhando ao estar aqui!”

De coração inspirado e apaixonado, desejamos “boa viagem” para os próximos destinos de Maytê e acompanhando suas novas aventuras pelo seu site e redes sociais.

Entrevista publicada no site em que sou redatora - meuintercambio.net 

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