Capítulo 77 - Eu vou casar com você, Ariel.

segunda-feira, 13 de maio de 2019


-Não diga isso. Você não sabe o quanto durante esse tempo todo eu me vi pegando caminho pro seu hotel, poder te abraçar e dizer que vai ficar tudo bem. Só que não vai ficar tudo bem, Ariel.

-E você vai continuar deixando seu pai destruir sua vida?

-Ele só quer você por causa do dinheiro.

-EU DOU A ELE! EU DOU TODA A FORTUNA A ELE! –Me aproximei, quase gritando, eu ia explodir se Sebastian não parasse pra pensar um minuto. –O que queria comigo hoje aqui?

-Eu..

-Foi como eu pensei. –Quando ia lhe dar as costas, Sebastian segurou meu braço e me puxou pra ele.

Eu não resisti e ele apenas ficou me olhando.

-Era esse seu plano, não era? –Comecei a falar, ainda com ele segurando meus punhos em seu peito –Era me usar o tempo todo e inventou essa desculpa do seu pai, só pra terminar, porque você.. você não tem decência pra olhar na minha cara e terminar tudo, não era? –Eu já falava em uma voz chorosa –Era isso, agora eu posso ver! Você.. Você me usou o tempo inteiro. Só queria ter um passatempo. Era mentira tudo isso, era..

Comecei a socar o peito de Sebastian, relutando pra que ele me soltasse.

-Eu te odeio! –Gritei, ainda socando-o –Eu te odeio, eu te odeio muito! Eu tenho nojo de você, eu tenho tanto nojo meu Deus..

Ele me soltou e eu ainda chorando, me afastei, afagando meus cabelos, completamente  descontrolada.

-Você é um MONSTRO! UM MONSTRO! IGUALZINHO AO SEU PAI!

Voei em cima dele de novo, socando ele, mas Sebastian continuou me segurando, e finalmente, gritou:

-JÁ CHEGA.

Eu parei na mesma hora, ainda chorando, olhando nos olhos dele.

-Eu não sei o que está acontecendo com você, Ariel. Você está completamente descontrolada. Você está fora de si.

-Você fez isso comigo. –Eu falei bem baixinho, soluçando e sem forças pra mais nada.

Ele foi afrouxando suas mãos em mim, e eu deslizei-as pelo seu abdômen antes de tira-las dele.

Mas Sebastian invés de falar alguma outra coisa ou antes que qualquer outro desastre acontecesse, ele apenas fez o que eu precisava. Ele segurou bem forte em minha cintura e costas, e me puxou pra ele,me beijando.

Passei minhas mãos por suas costas nuas, arranhando-as com a maior força que eu poderia.
Sebastian conforme foi me beijando, foi me guiando pra trás até eu bater contra um armário e ele começar a deslizar sua mão por meu corpo e dentre minhas pernas, ainda me beijando. Depois, deslizamos pro lado, derrubando uma mesinha que havia ali no quarto, e ele foi me deitando devagarzinho no chão.

Quando o fez, Sebastian me olhava com um brilho nos olhos que eu nunca vira na minha vida. Ele foi beijando meu colo, barriga, e puxando meu vestido, de baixo pra cima aos poucos. Com meus próprios pés, tirei meu salto e depois deslizei minha mão em seu abdômen achando o feche-clair de sua calça social e tirando-a bem rápido, sem descolar nossos lábios.

Mas dessa vez ele se levantou e foi me puxando junto pra cama. Com uma mão sua que estava em minhas costas, ele rapidamente abriu meu sutiã e assim que o mesmo saiu, ele apalpava meus seios enquanto beijava minha barriga, deslizando sua outra mão pra dentro de minha calcinha.
Joguei a cabeça pra trás, gemendo todo o prazer que estava preso dentro de mim pra fora. A musica era bastante alta lá embaixo, ninguém nos escutaria.

Virei-o, deitando-o por cima dele e fui trilhando vários beijos por sua barriga, até reparar o volume que estava se formando em sua cueca. Tirei-a logo, e ele terminou o serviço usando apenas as pernas.

Sebastian delicadamente deslizou suas mãos pelas curvas de meu corpo inteiro, o tempo inteiro me olhando nos olhos, e me dando curtos selinhos.

Foi quando ele se deitou em cima de mim, começando aqueles movimentos que me levavam a outro planeta e me dando todo aquele prazer inexplicável que tudo começou a ficar diferente.

Não era mais um sexo casual ou uma brincadeirinha entre namorados.

Era o encontro de duas almas gêmeas.

Ele colou sua testa na minha enquanto minhas mãos seguravam forte em sua nuca, e seu membro fazia todo o trabalho lá embaixo, e ele disse, baixinho:

-Eu vou casar com você, Ariel.


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