Mas eles não estavam de mãos dadas nem nada quando vi.
Pelo menos.
Entrei no táxi bem rápido, não querendo ser motivo de mais
escândalo e vi quando Emily puxou o rosto de Sebastian pra ela e deu um selinho
nele.
Mas ele nem fechar os olhos fechou, ficou o tempo inteiro imóvel,
apenas olhando pra mim.
-
Sebastian’s POV:
“ ´´Parece que um novo casal de jornalistas acabaram de se
formar em Londres! É isso aí, Ariel e Tom, nosso grande jornalista fisgou a
pequena colunista de primeira´´. Ah, como é bom ler isso, filhão querido. Desde
o momento que soltaram essas fotos vi que você já tinha chutado a pobre
garotinha-indefesa. Há há há. Eu não disse que ela logo arranjaria outro? Muito
honesto de sua parte resolver terminar com ela com medo de minhas ameaças. Pois
é. Certas coisas nunca mudam, não é?”
Eram quase 3:30 da manhã quando recebi essa mensagem de
meu pai.
A semana havia passado rápido, -mas cada minuto fora
torturante pra mim.-
Não parava de bater na minha mente, todas as minhas
mentiras pra Ariel. Tudo que eu tive de fazer
pra poupar sua própria vida.
Menti dizendo que estava com Emily por causa de um projeto
dela. Já que assim que meu pai soube que nós estávamos juntos aqui, começou a
me ameaçar. Eu tinha 3 opções:
- Terminar com ela e não
sujar o nome da família.
- Continuar com ela e roubar
todo o dinheiro que ela havia recebido do pai, dando tudo ao meu pai.
- Continuar com ela e meu
pai começar a ameaçá-la.
É claro que eu escolhi a primeira.
A que eu no começo pensei que seria menos dolorosa, mas
acabou que foi como se tivesse tirado uma parte de mim mesmo.
Eu sentia falta de Ariel. Cada minuto, segundo sequer. Eu
realmente havia visto aquelas mensagens dela com Melissa, sim, me arrependo, mas
eu tinha compreendido ela. Ela me amava mesmo, e estava arrependida. E eu a
teria perdoado se não fosse as ameaças de meu pai.
Eu tinha poucos dias pra terminar com ela, senão ele iria
procurá-la. A única saída que eu tive, fora armar aquele escândalo e fingir que
estava chateado. É óbvio que não estava em meus planos ir no escritório dela, (era
só pra falar que tinha uma emergência acontecendo lá em casa, e no final, ela
descobrir a festa surpresa) e encontrá-la nos braços do seu chefe. Não, isso
realmente havia me machucado. Mas eu sabia que ele era um idiota, doente. E eu
confiava na minha pequenininha.
Ah... minha doce Ariel.
Depois que terminamos, cheguei a vê-la discutindo no meio
da rua –na porta de seu escritório –com Tom. Provavelmente ela já devia estar
ciente das manchetes de jornais, e fora tirar satisfações com ele. Mas o pior
de tudo, não foi ver a raiva evidente em seu rosto, mas sim, ela pensar o tempo
todo que quem armou pra cima dela, fora o próprio Tom.
E ainda me viu com Emily que fora capaz de me agarrar na
frente dela.
Bem.. Eu não estava (estava mesmo, dormindo e tudo mais)
com Emily. Ela era realmente só Ex, e amiga. Mas desde o começo das ameaças de
meu pai, eu não podia do nada terminar com Ariel.
Então, quanto mais tempo eu
tivesse com Emily, digo na rua, e em qualquer lugar publico, era melhor. Só
assim meu pai acharia que eu tivesse terminado mesmo com Ariel.
Mas aí.. O circo foi se fechando. Ele me viu com Ariel na
rua, e logo sacou meu plano. E voltou a me ameaçar.
E eu não tive outra escapatória a não ser terminar.
´´Esqueça aquela garota. Deixa ela com o namoradinho novo,
ok pai?´´ -Enviei a mensagem de volta pra ele.
Eu não dormia a dias, então esse final de semana seria
como outro dia qualquer pra mim. Vou ficar em casa, sem fazer nada.
Céus.. As vezes quando eu acordava e olhava pro lado, parecia
que Ariel ainda estava ali, agarrada em mim como uma bonequinha que precisava
de conforto e segurança.
Dói pensar nisso, mas ela está segura longe de mim.
-
Sábado de manhã foi torturante. Acordei, tomei café da
manhã e fui dar uma caminhada. Aquele hotel estava me tirando toda a fortuna do
papai mas algo que ao mesmo tempo me dizia pra ir embora pra Boston, voltar pra
minha devida casa, dizia também pra que eu esperasse só mais um tempo.
Mas no final da semana o que não me saía da cabeça, foi
aquele sonho estranho que tive com meu Pai. Depois dele, não voltei mais a
sonhar com o mesmo, mas mesmo assim, ainda estava muito
confusa.
Vi que na próxima esquina havia uma pracinha, e eu me
sentei um pouco no banco pra descansar.
Foi quando me deu um estalo.


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